O fantástico mundo da propaganda
Enquanto aquele carinha esquisito que curte jogos eletrônicos, cultura geek, e que fica o dia inteiro no twitter/facebook não bate o último prego do caixão da propaganda tradicional (ele deve estar vendo Big Bang Theory, hehehe), as marcas dão seus últimos suspiros no mundo dos vídeos de 30 segundos.
Sim, vamos respeitar o moribundo. Mas ele precisava mesmo fazer um papel tão ridículo no seu último suspiro?
Não é de hoje que os gênios da propaganda usam de recursos estilísticos para vender produtos, serviços e idéias. E não tenho nada contra o uso de um universo fantasioso para divulgar uma empresa. Aliás, boa parte das franquias de sucesso é ambientada em universos “irreais”, como Senhor dos Anéis, Harry Potter, ou o mais recente Crepúsculo (Twilight, no original). Mas e quando o criativo esquece as diferenças entre o mundo real e o da fantasia?
Vamos lá pessoal, sejamos honestos: que criança vai a um zoológico, vê um macaco pulando, e diz que ele está “espantando mosquito” ou “matando barata”? E se o seu filho dissesse isso, você realmente responderia “É que só lá em casa tem proteção dia e noite”? Absurdo, não? Então se tal diálogo é improvável, porque fingir que ele pode existir, ou que é natural?
Quem realmente aceita que uma pessoa entre na sua casa pra ver o banheiro? Ou que pegue sua roupa para fazer experiências malucas? Aliás, um ótimo exemplo pra esse estilo de comunicação é a inserção de mensagens publicitárias em material cultural (a gente aprende na faculdade que o nome certo é TIE-IN, mas todo mundo conhece como Merchandising).
Qual foi a última vez que você interrompeu todo mundo num papo de bar, pra falar que adora o seu creme facial da marca BLÁ, porque a marca BLÁ é sinônimo de qualidade, além de ter ótimos preços, que fazem a gente gostar cada vez mais dos produtos BLÁ, e por aí vai…
“Mas Lucas, quer dizer que propaganda tem que ser 100% real?”
De maneira alguma. Minha proposta é que a gente escolha um lado, e faça bem feito, no lugar de fingir que existe um mundo onde só se discute determinado produto, e sua influência na nossa vida.
Reparem que os quatro produtos citados nos links acima são relevantes, no momento em que você precisa deles – até porque se não fossem, se não respondessem a uma demanda verdadeira do consumidor, eles não existiriam.
Minha proposta é: usem a realidade, ou usem a imaginação. Se você escolheu o mundo real para comunicar, encontre momentos do dia em que o seu produto é relevante, e os explore, de maneira natural.
Se você prefere usar o universo da fantasia, explore os benefícios que seu produto traz de maneira criativa e irrestrita. Veja novamente lá em cima o link do Big Bang Theory, e escute o Sheldon dizendo “Vamos assumir que homens possam voar”, aceitando esse novo contexto, e desenvolvendo seu raciocínio completamente imerso nele.
Apenas não venha me vender que pessoas em sã consciência realmente passam o dia inteiro discutindo sua marca. Só um grupo faz isso, os marketeiros das empresas. Mas de sãos, ou conscientes, ele tem muito pouco…
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Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
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Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras. 







[...] This post was mentioned on Twitter by Diego Jock and O Webwriter, Lucas, Patrick, KiKa. Lucas, Patrick, KiKa said: Novo texto do Lucas na Casa do Galo "O fantástico mundo da propaganda". Recomendo, dei umas risadas aqui! P. http://bit.ly/LfIAg [...]
Lucas, lendo seu texto me lembrei daquele ” lá na casa do pedrinho”,
que coisa mais ridícula e irreal além de chato.
Agora compare com ” sou louco por pipoca e guaraná ” ,antigo é verdade
mas a gente não esquece .Parece mesmo que está faltando criatividade, ideias,pois recursos tecnológicos não é problema ou seria uma pitada de ousadia.
De qualquer forma continuo observando pois sou apaixonada por propaganda.Adorei o texto e os vídeos antigos.
Valeu mãe! =D
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