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O estereótipo do publicitário em filmes

28 abril 2009 38 comentários escrito por renan

publicitario mulheres thumb O estereótipo do publicitário em filmes

Devemos reconhecer que a nossa profissão é um caso à parte. Ou pelo menos está em um grupo especial. Não falo de sua importância, mas do seu entendimento. O que as pessoas pensam de nós? O que elas entendem do nosso trabalho? Elas, ao menos, sabem que existem diversas áreas? A dramaturgia revela que não.

E eu compreendo. Assim como podemos resumir que um médico cuida do corpo, um advogado sabe das leis, publicitário faz propaganda. E assim vemos nos filmes. Está lá, o cara que trabalha criando anúncios para grandes clientes, bem sucedido, roupas impecáveis, em uma agência deslumbrante. Em contrapartida, extremamente viciado em trabalho, muitas vezes mulherengo, estressado, egocêntrico e, não raro, mau caráter.

Agora vos pergunto (sempre quis usar esse termo), por que esse estereótipo? O que acontece para recebermos este tipo de visão sobre a nossa profissão? Penso que a maior parcela de culpa é nossa, por alguns motivos:

- Nosso mundo é fechado para visitações

É inegável. Nossa profissão tende ao isolamento, onde “pessoal de agência” só fala com “pessoal de agência” e na hora do almoço só pergunta “E aí, como ta lá?”. Dificilmente você atravessa a rua e se depara com publicitários no meio de um brainstorm. Ou com pessoas fechando um espaço publicitário. Não que deveríamos fazer isso. Mas a gente se isola, mal ou bem. E isso desperta curiosidades e abre espaços para os mais variados devaneios sobre o que acontece nesse nosso mundo.

-Valorização excessiva de sua importância

Festas, prêmios, necessidade de falar sobre o trabalho. Tudo isso acaba soando muito superficial para quem escuta de fora – e convenhamos que é um pouco demais, né?. O criativo ganha um prêmio de jornal agrário na categoria viral e chega em casa gritando como se fosse copa do mundo. A vizinhança acaba falando mal.

- A criação precisa de atenção

Todo mundo acha que publicitário é a pessoa que cria anúncio. Mas e a galera da Mídia, do Atendimento, e etc? Eles trabalham, são publicitários, mas não fazem o que nós criativos fazemos e adoramos: exibir nossos trabalhos por aí. Até mesmo porque chamar um amigo para mostrar a sua planilha de inserções não ia despertar muito interesse. Essa carência de mostrar trabalhos facilita ainda mais a associação entre a profissão como sendo exclusivamente do setor criativo.

- Excesso de dinheiro envolvido

Ok. Ok. Sabemos que não é bem assim. Mas o que chega frequentemente ao público em geral são as grandes campanhas, veiculadas diariamente, que envolvem aquela atriz global e milhões de reais. Isso desperta um imaginário coletivo de que publicitário é o homem que faz comercial para a Globo. Que provavelmente recebe rios de dinheiro por isso. E ainda pega aquela atriz do comercial.

Ou seja, o que os filmes fazem é refletir fielmente o resultado dessa estrutura. O produto de uma visão turva sobre a nossa profissão.

Portanto, devemos ter cuidado na hora de conversar com alguém de fora do mercado. Fique atento ao falar sobre a nossa profissão e o que fazemos. Porque no fim das contas, eles acreditam que somos o filho puxa saco do capitalismo.

E o que é pior, reprimidos.

Obs: Coloquei alguns filmes com personagens publicitários abaixo. Se lembrarem de mais alguns, por favor, escrevam nos comentários:

Do que as mulheres gostam?
Cabine Telefônica
Doce Novembro
Se eu fosse você

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Renan Renan Corrêa, 24, é redator publicitário, mesmo sua família não entendendo o que isso significa. Já passou por grandes empresas e agências, conquistando prêmios estudantis e profissionais. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras.

renanredator@gmail.com | http://renancorrea.carbonmade.com


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38 comentários »

  • Andre disse:

    Legal o texto… mas nao eh só publicitario q passa por esteriotipaçao… toda e qualquer profissão aos olhos externos recebe um esteriotipo… assim como o pessoal de TI eh Nerd, Designer eh louco, Relacoes Internacionais sao politicos, Moda sao homosexuais… eh normal do ser humano querer catalogar e generalizar… por uma simples questao de facilitar a compreençao de tal atividade…

    [Responder]

  • Lucas Couto disse:

    Fala Renan!

    Eu enxergo por um outro lado. Todos esses pontos q vc levantou fazem sentido, mas acho q faltou um detalhe importante (o mais importante, na minha singela opinião):

    Todo publicitário vendeu sua alma ao diabo.

    Ok, eu não acredito no diabo (ele é mt mentiroso, rs…), mas confira comigo.

    O médico salva vidas, e surgem dois estereótipos: o médico bom, que cura, e o mal, q deixou sua habilidade subir à cabeça.
    O advogado entende de leis, e surgem dois estereótipos: O advogado bom, q faz justiça, e o mal, que é um sanguessuga.

    E o publicitário?
    Ele convence as pessoas a comprar coisas das quais não precisam.

    Pelo menos é isso q a maioria das pessoas pensa sobre nossa profissão. Nós não temos um lado bom, uma atitude que é digna de mérito. Nós traímos não só o movimento punk, mas todos os movimentos, e nos vendemos ao mundo cão capitalista.

    É lógico q eu não concordo 100% com isso, e gosto muito dessa crônica abaixo, que dá um outro lado pra história.

    http://www.via6.com/topico.php?tid=133342

    Mas, cá entre nós, acho q a gente se orgulha um pouco de termos nos vendido, hehehe…

    Abs!

    [Responder]

  • Simone disse:

    sobre os filmes não citados tem o “Como perder um homem em 10 dias”.
    Para ganhar uma concorrida campanha publicitária, um homem aposta que pode conquistar qualquer mulher em 10 dias. Porém ele escolhe justamente como vítima uma repórter feminista que está fazendo uma matéria sobre como perder um homem no mesmo período. Dirigido por Donald Petrie (Miss Simpatia) e com Matthews McConaughey e Kate Hudson no elenco.
    Muito bom, o filme gira em torno de um cliente disputado por duas agências, fala de criatividade e estratégia para ganhar esse cliente, é muito divertido e garante boas risadas, meio morno pra quem não gosta de comédia romantica, mas informação é tudo,rsrs mesmo qdo naõ gostamos do assunto.
    Mas não da pra não citar o seriado famoso nos anos 60, “A Feiticeira”, no seriado ao contrário do filme, James é um publicitário, é simplista mas mostra como era a publicidade e as criações na época que o computador era um sonho futurista e tudo era feito a mão, vale muito a pena!

    bjos a todos
    Simone Carvalhaes

    [Responder]

  • Tiago Moralles disse:

    Sem falar de “Crazy People – Muito Loucos”, somos tratados como loucos mesmo hehe (mas é muito bom).

    Interessante pararmos e pensarmos nesses estereótipos. Acho que foi algo conquistado por aqueles que ocultam o mundo publicitário.

    [Responder]

  • Renan Corrêa (author) disse:

    Andre,
    é verdade, as pessoas fazem o estereotipo exatamente para facilitar o entendimento. E talvez esteja aí o grande erro.

    Lucas,
    como você disse, temos de mais notótio o lado negativo, com certeza. Por isso o meu desejo de fazer a minha parte para que as pessoas percebam que o publicitário não é só o demônio que pensam, nem só o bonzinho da crônica que você citou.
    Não é a profissão que define o caráter de ninguém.

    Tiago,
    não vi esse filme, é bom? E concordo com você nessa parte “oculta”. abs!

    [Responder]

  • Joyce Viana disse:

    Outro filme excelente e que fala muito sobre os publicitários inclusive sobre o lado podre da publicidade é “obrigado por fumar”. Vale a pena ver.

    [Responder]

  • Renan Corrêa (author) disse:

    Muito bem lembrado Simone! E ainda lembrou de um clássico!

    Joyce, esse filme é realmente muito bom, me estimulou até a parar de fumar! ;)

    Abs!

    [Responder]

  • Cecilia Barroso disse:

    Ixi… Filmes com publicitários e jornalistas não faltam por aí. Mas como o assunto é o pessoal de agência, lá vão mais alguns exemplos:

    Como Perder um Homem em 10 Dias
    Kate & Leopold
    Simplesmente Amor
    Intriga Internacional

    e muitos outros.

    Isso sem falar no seriado A Feiticeira também, né?

    [Responder]

  • ronaldo disse:

    tem um seriado, Mad Men, que retrata uma agência de propaganda nos Estados Unidos da década de 60…vale a pena conferir…

    [Responder]

  • Fique por dentro Animal » Blog Archive » O estereótipo do publicitário em filmes | CASA DO GALO - O animal … disse:

    [...] · Auto-Ajuda e Desenvolvimento Humano · Ciências Biológicas e Naturais … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • AndreChapetta disse:

    Lucas, concordo em genêro número e grau com o que vc falou.

    Mas essa crônica do Cego e o Publicitário, pelamor de Deus… É um dos textos mais hipócritas já escritos sobre a nossa profissão (mais até que os filmes citados pelo Renan).

    Se houvesse um pingo de verdade nele, o mercado publicitário que está passando por um momento de crise financeira, ética e moral seria mt diferente – tal qual a concepção do público geral sobre o que realmente nós fazemos.

    Abraços!

    [Responder]

  • Veronica disse:

    Seriado Trust Me

    [Responder]

  • Monica disse:

    Tem Kate e Leopoldo tbm.

    [Responder]

  • Cyntia Bravo disse:

    Adorei o texto. Concordo com tudo.
    Inclusive já escrevi um pouco sobre como as pessoas tendem a fantasiar nossa profissão. Todos acham que vivemos em um mundo de glamour, né? E pra completar, esses publicitários fictícios dos filmes nos ajudam um pouquinho a desenhar nossa história. Rs*
    O que importa é que somos felizes, isso me basta.

    [Responder]

  • Renan Corrêa (author) disse:

    Bem lembrados esses filmes! São boas referências para aprofundar esse assunto, obrigado!

    Andre, só nós podemos muda a cara da publicidade. Sem utopias, mas fazendo a nossa parte. É difícil, mas pelo menos quero que lembrem do meu nome positivamente e não como um publicitário “típico”. E claro, sem as hipocrisias habituais como você comentou.

    Cyntia, que bom que curtiu o texto. Realmente devemos é ser felizes! E parabéns pelo seu site!

    [Responder]

  • Selma Silveira disse:

    Renan,

    Sei que não é do seu tempo(1965), mas o mais antigo personagem publicitário de que me lembro é James Stephens, marido de Samantha Stephens (A Feiticeira). Lembra-se?

    Um abraço,

    Selma Silveira.

    [Responder]

  • Galo disse:

    Nossa, ele era publicitário??
    Lembro que ele chegava em casa sempre com uma maletinha, não era?

    [Responder]

  • débora disse:

    Hahaha interessante teu post. Sou atendimento e as pessoas realmente não sabem das outras áreas além da criação. Acontece. hehehe

    Ah, contribuo também com o filme Jerry Maguire (com o Tom Cruise).

    [Responder]

  • débora disse:

    Aliás, ele era publicitário nesse filme? Não lembro direito.

    [Responder]

  • Renan Corrêa (author) disse:

    Selma,
    não é do meu tempo mas conheço (superficialmente) por se um clássico. E não sabia que tinha um publicitário, achei bem legal essa referência, dá pra fazer vários contrapontos. Obigado! E acho que tinha maletinha sim!

    Oi Débora, que bom que curtiu o texto!
    Acho que era um empresário, bem genérico mesmo hehehe. Abraços!

    [Responder]

  • Kamillo disse:

    Queria entender a parte do mulherengo e mau caráter.
    Haha…

    [Responder]

  • Patrick disse:

    Fala Renan, blz?

    Estereótipos sempre existem… como o André falou, cada profissão tem o seu. Eu sou engenheiro, mas facilmente sou confundido com o zelador. É só quebrar o chuveiro da casa de praia que já vem os meus amigos falando: “Chama o Patrick que ele conserta, ele é engenheiro!”

    Por sinal, minha profissão não é tão legal quanto a de um médico, pois nunca no meio de um restaurante vou ouvir alguém gritando: “TEMOS UM ENGENHEIRO NO LOCAL?!?”

    Abraços!

    [Responder]

  • Renan Corrêa (author) disse:

    Muito bom Patrick!! hahahahahaha!
    Abs!!

    [Responder]

  • Bela Daudt disse:

    Boa!
    Quanto a parte do capitalismo: já ouvi da amiga da vizinha da tia da minha mãe que mora no quinto andar, quando esta contou que sua adorável filha fazia publicidade na faculdade: foi um silêncio tão alto, tão cheio de raiva misturada com ódio, com pecado, que por alguns instantes fiquei com medo de mim mesma e dessa profissão do capeta.
    Do meu pai, ouvi um pedido sincero para que eu me transformasse em uma ovelha branca, no meio das tantas negras dentro das agências.

    Abrs

    [Responder]

  • 15 anos disse:

    O puplicitário tambem é um artista !! é como compor uma musica !!

    [Responder]

  • Danielle Siltori disse:

    Superpertinente este post! Este fim de semana mesmo aluguei o filme “Encurralados” (muito bom por sinal, história com final surpreendente) e lá estava mais um publicitário…
    Na hora comentei com minha amiga, que também é do ramo, que é sempre a mesma coisa: agências lindas e modernas, os caras são ricos, bem-sucedidos, moram em mansões, andam de carrão, levam a vida numa boa! E claro, sempre tem esse lance de ser mau-caráter, incrível!!!

    Até brinquei, dizendo que talvez fui iludida por esse mundo de glamour para escolher essa área, porque até agora não vi nada disso rs…

    Já as mulheres publicitárias acho que aparecem pouco em filmes!

    É isso aí!

    Dani

    [Responder]

  • Sexo, Internet e Downloads Grátis | CASA DO GALO - O animal da publicidade. disse:

    [...] semana retrasada um dos colunistas da Casa, Renan Corrêa, escreveu um artigo falando sobre os estereótipos mostrados em filmes e séries sobre a profissão de publicitário. [...]

  • Jorge Martins disse:

    O mais engraçado neste post super pertinente é uma coisa que se encontra subentendida. Todo publicitário sabe. É que quando publicitários encontram publicitários a pergunta é, como o texto diz, “como é que tá lá?”

    O que o texto não diz é que a resposta é, invariavelmente, “tá foda”.

    [Responder]

  • brindes disse:

    Gostei do texto e do blog como um todo.
    Sobre o post, creio que muito do que foi dito tb se aplique ao pessoal de TI, principalmente em relação aos desenvolvedores.

    [Responder]

  • Everton Teixeira disse:

    O filme Pacto Quebrado (One Way, Alemanha, 2006, também fala sobre.
    Tem uma cena muito legal do cara chegando para uma reunião, manda café gelado para o cliente e dá um P. desdobre..

    filme nota 6

    [Responder]

  • Tiago Morais disse:

    Putz,muito legal o post.

    Acho que nos cursos de publicidade deveriam ter uma cadeira específica,com o tema “Explicando à Familia o Que (diabos)faz um Publicitário”

    e quantos aos filmes, já ví a maioria dos indicados e cada vez que surge um novo, tenho mais convicção que adoro ser desta “RAÇA”

    [Responder]

  • Diego Jock disse:

    hahahahaha
    ótima ideia!

    [Responder]

  • Jordana disse:

    Gostei muito desse artigo! Eu mesmo pensava que para ser publicitária tinha que se ruma pessoa (muito) criativa e tinha até medo disso!

    [Responder]

  • Carol disse:

    Nossa, amei o texto.
    Achei bem objetivo, e voce esta certo.
    Acham que os publicitários são pessoas ricas,
    metidas e “abstratas” que só pensam no trabalho e divertimento pessoal.
    Eu tenho apenas 15 anos, mas pretendo fazer publicidade, e a cada texto que eu leio sobre essa maravilhosa profissão, me deixa com mais vontade ainda de cursa-lá.

    Obrigado pelo texto, beijos.

    [Responder]

  • Fillipe disse:

    Tenho 18 anos, sou vestibulando e pretendo entrar pra Publicidade, a cada dia tenho mais certeza disso.
    Adorei o post porque é exatamente o que eu sempre pensava a respeito desses filmes, mas acima de todos, existe um que eu amo, se chama “99 Francos”. Alguém já assistiu?
    É o estereótivo mais (pelo menos na minha visão) usado que define esse mundo, é claro, cegamente.
    O publicitário não é um coadjuvate, é o protagonista.
    Louco. Drogado. Rico. Diretor Artístico.
    Ele literalmente vendeu a alma ao diabo capitalista, e o filme retrata essa luta, e o final é… demais! (pelo menos pra mim)

    Mais sobre o filme: http://www.bichodegoiaba.com.br/cinema/99-francos-filme-para-publicitario

    Bom, mas voltando ao assunto inicial, acho que quem realmente ama a profissão e vê nela sua vocação, sempre rola a cada degrau alcançado na carreira, um aumento de ego. Para uns pode ser positivo mas para outros destrutivo.
    Para conhecer uma pessoa de verdade, basta colocá-la em uma posição de poder, não é?!
    Enfim, acho que isso rola em todas as profissões, umas de forma positiva e outras negativa.
    Basta saber não julgar antes de conhecer realmente.

    Adoro o site e parabéns mesmo a todos que escrevem aqui.
    Fillipe Abreu.

    [Responder]

  • Renan Fameli disse:

    Renan,

    Eu estou saindo de Engenharia e vou começar a cursar publicidade ( Ainda não estou matriculado ), sai da engenharia pois descobri que não sou apto a exatas, e o que eu vim procurar na Publicidade foi exatamente esse estereotipo. Não por causa das mulheres nem nada disso, mais por causa da rotina de trabalho que eu vejo nesses filmes, a criação e tudo mais.

    Agora com esse seu post eu fiquei em dúvida hahaha, será que eu não vou achar nada disso na publicidade? Os que me chamam mais atenção são “O que as mulheres gostam” e “Como perder um homem em 10 dias” era esses tipos de publicitarios que eu gostaria de ser.

    [Responder]

  • Brindes disse:

    Muito bom o artigo, bela abordagem, pelo que mim lembro esse cara aprontou muito para conseguir uma conta.

    [Responder]

  • Acervo Publicitário disse:

    Site que contém filmes, documentários, video aulas e muito mais voltado para Publicidade e Propaganda, Marketing, Design…
    http://acervopublicitario.blogspot.com/
    O último post de Acervo Publicitário foi: SEJA BEM VINDO AO ACERVO PUBLICITÁRIO

    [Responder]

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