O dia em que eu tirei o chapéu pra uma agência
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Aconteceu na terça-feira, 2/10 .
O local: Londrina, uma bela metrópole paranaense, a segunda maior desse próspero estado, inclusive de belas mulheres. E que me agraciou com uma, diga-se de passagem.
O evento: Maximídia, o maior fórum internacional de marketing e comunicação da América Latina.
O meio: Vídeoconferência. Porque os tempos são outros e a taxa de inscrição para assistir ao vivo continua na mesma.
A Agência: Pat Fallon Worldwide. A mega-agência do Mr. Fallon, autor de Criatividade – Espremendo a laranja, lançado no Brasil pela editora M. Books.
Pra quem você tira o chapéu?
Sei que o Raul Gil foi quem institucionalizou o quadro. Sei que você tirou e continua tirando o chapéu para agências tupiniquins quase que como um exercício diário. Sei também que eu praticamente já tirei o meu por motivos semelhantes aos seus.
Mas eu denomino como um grande acontecimento essa minha tirada de chapéu para a Fallon. Galera, na boa, pedi arrego.
Foi a primeira vez que vi uma agência apresentando um case que culminou na perda da conta. Assim mesmo, na lata: perderam a conta e mostraram por que.
O brief era, segundo Rosemary Abendroth, diretora de comunicação global do grupo, aberto. Pelo que senti era es-can-ca-ra-do. Creio eu que só estava escrito: Viajem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! de modo a completar a primeira linha com exclamações que, de quebra, servissem de agulhadas na Criação, afinal eles poderiam achar que estivessem sonhando.
O brief era aberto. Exatamente aquilo que a gente deve tanto desejar no final das contas. Eu, particularmente, não acredito em briefs e, por isso, sofro muito menos na hora de criar. Há quem o julgue imprescindível, e se isso for o seu caso, que continue assim. Longe de mim causar qualquer discussão por um assunto que entra no roll dos meus gostos pessoais.
Mas nesse case da Miller Lite, a ordem simplesmente não existia. O brief era desimpedido, exposto, liberal, sortudo, nada estabelecido.
Veja o que os aloprados fizeram graças a isso:
A falta de estratégia do brief custou a conta da cerveja. A apresentação do case custou meu chapéu. E caramba, como torci para que ao final da palestra, a Rosemary dissesse que em Cote D’Azur essa campanha faturara um leão.
Nesse caso, podes crer, alguém tirava a cueca.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Ainda sobre a campanha de Miller, tinha tbém um outro filme, sobre o motivo dos cães abanarem o rabo; só q eu não consegui encontrar.
E estréia hoje, 5/10, o novo comercial da Sony Bravia, criado pela Fallon.
Mauro,
Isso é realmente inédito: mostrar a cagada. Realmente um GRANDE case.
Eu vi, e todos os blogs já noticiaram o novo vídeo.
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