O conceito é o mesmo, mas a minha campanha… Quanta diferença!
Conceitos parecidos/chupinhados a gente está cansado de ver por aí. Conceitos parecidos/chupinhados/que veiculam na mesma época talvez não sejam tão comuns assim. Mas acontecem.
Tirando as marcas populares de cerveja, que utilizam os mesmos elementos para compor suas campanhas, não costumamos ver semelhança em campanhas de duas marcas diferentes dentro de um mesmo mercado. Pelo menos, não de uma maneira tão descarada.
E como tudo que não é comum, é legal, dentro da Publicidade, Ford e Nissan resolveram apostar, exatamente, nessa premissa. Respectivamente, os filmes de Focus e Tiida tentam pescar o consumidor (que eu nem sei se é o mesmo) pelo mesmo conceito: se você é diferente, seu carro também deve ser.
Como disse, não sei se eles pertencem ao mesmo segmento ou nicho de mercado, mas com comerciais tão parecidos, alguém aí pode sair perdendo.
Abaixo, você tem a oportunidade de assistir aos dois comerciais e tirar sua própria conclusão. Talvez eu esteja louco, mas confesso que quando assisti ao filme de Tiida (lançado após o Focus), achei que fosse um daqueles filmes que são lançados depois para reforçar o conceito do produto. No caso, o carro Fordiano.
Ford Focus
Nissan Tiida
Agora, falando apenas de integração on e off, a TBWA/BR, agência da Nissan, deu um show. Ao contrário, da campanha da JWT – que na TV diz uma coisa e na internet, outra (clique e veja você mesmo) – o conceito de Tiida vem para a web falando a mesma língua do meio eletrônico. O hotsite do carro dá ao usuário a oportunidade de escolher desde o background até o garoto-propaganda que apresenta o veículo. Afinal, o site também foi feito pra você que dirige a sua vida.
Uma pena para a Ford, que não soube aproveitar o belo slogan que segura muito bem o conceito do filme e traduz melhor ainda o conceito do carro.
Curiosidade: “Walk on by”, trilha da campanha de Tiida, é interpretada por Ed Motta e você pode ouvir clicando logo abaixo.
[audio:walk_on_by_ed_motta.mp3]
Viralzinho da semana: e-mail de um abaixo-assinado contra a continuação da CPMF. Recebi uns cinco, pelo menos.
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Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
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“Se você é diferente, compre este produto”. Os caras colocam o que deveria ser intrínseco, ok, mas o colocam como texto de campanha?! Redação nota zero em criatividade.
Pra mim é do tipo de campanha que acha que comsumidor é burro ou absorve tudo que vê. Porque o cara colocar umas imagens bonitinhas, um sonzinho sussa e dizer “se você se identifica, compre” na cara dura, pra mim está no mínimo subestimando a inteligência do cara.
Pegam um pouco da auto-ajuda que diz para você ser você mesmo, apreciar sua beleza, que você vai ser feliz.
(Na verdade, acredito que isso tenha sido exigência do cliente)
“Atenção, senhores. Nosso carro terceiriza sua personalidade. Continue sendo impactado por nossos bonequinhos e seja feliz.”
Sobre o viralzinho.
Eu desconfio desse e-mail. Não é ONG nem é ORG. É ponto com ponto BR. Ou seja, qualquer um pode ter criado esse endereço sem comprovar à lei se é uma organização não-governamental ou sem interesses financeiros.
Tem relação de entidades? Tem. Mas até aí, não ponho meus dados naquele campo nem ferrando!
E outra: abaixo-assinado virtual funciona nefte paíf?
Tenho mania de, na fúria, dizer “cara”
Legenda do pos anterior:
Os caras colocam o que deveria ser intrínseco… = os responsáveis pela campanha (marketeiros ou publicitários)
Porque o cara colocar umas imagens bonitinhas… = idem.
na cara dura = da cara-de-pau
subestimando a inteligência do cara = do consumidor
Capicce?
(nem eu, relendo, tinha entendido. foi mal)
O claucio escreve muito não?? Pq ele não atualiza o blog dele, ao inves de malar no blog dos outros hein?
Alê,
Infelizmente essa chupinhação acontece cada vez com uma frequência maior.
O caso mais ridículo e recente foi a abertura da novela da Globo, de Hans Donner, chupinhanda de um comercial da Ikea.
Nossa, verdade, Galo! Essa foi descarada, ams pelo menos a minha mãe, que assiste à novela, nunca viu nem nunca vai ver esse comercial da Ikea.
Obs: se não me engano, era um site, não?
O que era um site?
Isso aí de Ikea. Acho que eu vi no site deles (ou hotsite da campanha). dava pra controlar o “travelling”.
Pessoal, só completando a informação: quem criou e desenvolveu o site de Tiida foi o pessoal da Addcomm, agência digital da Nissan.
E olha só, além do site, tem também o blog com histórias do Ed Motta e do João Marcelo Bôscoli (dono da Trama)
http://www.nissan.com.br/nissantiida/loungetiida/
Abraços
Ale,
Muito obrigado pela informação! Esse blog é muito bacana.
abraço!
[...] disse o Alessandro que o conceito é o mesmo, mas a minha campanha… quanta diferença! em dobradinha com: Sorria! Você está sendo observado, que mereceu análises do Rafael em uma boa [...]
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Métricas é sempre um assunto polêmico. Sai na frente quem conseguem medir quantas pessoas viram determinada campanha, quando viram e quem são essas pessoas.
Na web a coisa fica mais fácil. Não digo que seja simples, mas a facilidade é bem maior que, por exemplo, um outdoor ou qualquer outra mídia exterior.
Usualmente utiliza-se como base de [...]
O Fantástico Mundo Animal da Propaganda (só pra parodiar o belo artigo da semana passada do Ricardo Chermont) tem espécies mais marcantes do que o Tony, The Tiger ou cachorro da Cofap. Não, eu não estou falando de donos de agências burros, clientes topeiras ou diretores de arte pavões. Estes são mais comuns.
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Não é de hoje que o tema gera polêmica, a publicidade é ou não arte? Uns pensam que sim, outros têm certeza que não. Eu fico com os que pensam que não. Isso não quer dizer que não valorize a profissão ou o trabalho que nela desenvolvemos. Penso só que arte é outra coisa.
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