O cliente da Terra do Nunca ou O cliente que nunca existiu

“Eu aproveito o tesão da minha agência, não o oco. Sabe aquele momento em que o pessoal da agência deve estar a mil por hora, realmente satisfeito com a solução encontrada? Pois então, é ali que eu entro. Acredito que a manutenção desse entusiasmo pode vir a render bons frutos. E estou muito satisfeito com o que ando colhendo. Sabe, eu enxergo a nossa relação como um ciclo: eu entro fazendo parte do processo e procuro manter o bom astral.
Sinceramente, eu ouvi tanto falar de sinergia em meus cursos de administração que seria ridículo não utilizá-la em meus contatos com a minha agência. Aliás, quando escolhi ela, numa concorrência acirrada, foram o entusiasmo e a vontade de ganhar a conta por parte deles que me fascinaram. Vi um brilho nos olhos do grupo, quando anunciei a agência vencedora, que foi inesquecível. Os caras fizeram um churrasco comemorativo!
Certa vez, em uma conversa de bar com outros clientes de agência, estes me criticaram dizendo que eu vivo um conto de fadas com a minha agência. Não é verdade. Às vezes rola um estresse mas é em prol de um bem maior, entenda-se a minha marca. É sim. Chega a ser absurdamente notório.
Se esses meus nobres colegas têm receio de suas agências, ou sei lá, vivem em pé de guerra com elas, problema deles. Para mim não faz o menor sentido, mas como diria um velho amigo, pós três pontes de safena: ‘cada cabeça sua sentença’.
Não acredito que o pessoal da minha agência bata o pé por achismos. Também me nego a acreditar que qualquer profissional da minha agência pense em prêmio antes de pensar na solução do job. Se rolar prêmio, putz, vai ser um honra até para mim. Mas tá na cara que o que eles primam é por um trabalho bem feito, bem executado. São profissionais e ponto. Sei lá, podem viajar demais algumas vezes, mas isso é a prova de que o negócio deles é a criatividade. Se eu precisasse de formalidade, procuraria um jornalista, um relações públicas. Se eu precisasse comprovar através de números, procuraria um estatístico. Se eu precisasse demonstrar requintes de crueldade nas aprovações de campanha, procuraria um psicanalista.
Eu aproveito o tesão da minha agência e falo sério. Não passa pela minha cabeça que depois de três, quatro refações, eles sustentem o mesmo entusiasmo e eu receba um trabalho louvável. No máximo vou receber um trabalho que vá de encontro ao que EU quero. Nem que se eu não passar informações e só depois de o trabalho apresentado eu tenha alguns insights do que realmente quero, eu tenha direito de mandar começar do zero. Não, se ocorrer isso eu não quero nada. Muito menos sou eu: homem direito, marido amado, pai respeitado, líder espelhado.
P.S. O clássico pedido para aumentar o logo, acredito seja complexo de inferioridade.”
Cliente sempre tem razão. Essa é a minha, um vôo de fantasia em meio à zona do dia-a-dia, onde o cliente é problema e solução, sonho e pesadelo, deus e o diabo, b.v. e o meu salário.
Bom final de semana.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







que puta texto.
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Jonão,
Muito obrigado pela visita!
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great pic of mona liza.
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Thanks, Ahmed!
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clientes, clientes, clientes
anjos e demonios, mais demonios que anjos; o que seriamos nos sem eles?
abracos
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