O boom e o pós-boom da blogosfera
Para muita gente, criar um blog pode ser uma simples experiência de interação via internet, uma oportunidade de criar novos vínculos, ou uma forma de mostrar ao mundo sua opinião sobre assuntos cotidianos. Para as empresas, se tornou um negócio extremamente lucrativo e fundamental para o posicionamento de uma marca na atualidade.
Segundo um estudo da Rapp Collins, cerca de 22% das empresas brasileiras inseriram blogs em suas estratégias de comunicação. No mesmo período do ano passado, esse número era de 0,54%. Outro estudo, realizado pela Technorati, mostra que hoje já existem cerca de 112 milhões de blogs na web, número que cresce a uma proporção de 150 mil por dia. O IBOPE/Netratings indica que entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008, o numero de usuários únicos do Blogger e do Wordpress (dois dos maiores serviços de blogs) saltou de 2,9 milhões para 7,2. Eu mesmo criei meu blog nesse período.
Para confirmar essa massificação, fiz um teste muito simples: olhei no meu Google reader a quantidade de blogs que assinei o RSS. O resultado foi surpreendente. Se você reparar também, todos os colunistas aqui da Casa possuem um site e/ou blog pessoal.
Passado o boom, chegou de hora de aprender como administrar corretamente esse canal de informações para não desapontar seus leitores, pessoas geralmente críticas e que já conhecem muito bem o assunto em questão. Algo comum na blogosfera são os posts patrocinados, quando uma empresa paga o blogueiro para que ele fale sobre determinado produto. Recentemente essa questão foi posta à prova, quando a Coca Cola distribuiu mini-geladeiras para alguns dos mais importantes blogueiros do país, estratégia para a divulgação do novo hidrotônico i9. Ao serem chamados de blogs-de-aluguel, a confusão armada gerou discussões calorosas e vários posts com defesas de ambos os lados. No lançamento do Playstation 3, existia um blog especializado que, mais tarde, revelou ser um contratado da Sony para falar bem do produto. A revolta dos fãs da marca foi intensa e diversos comentários sobre recusar-se a comprar o produto podiam ser lidos por qualquer pessoa. Aqui vale a máxima: “propaganda boa é comentada com outras 3 pessoas. A ruim, com 30”.
A equipe responsável pelo visual/conteúdo do site é de extrema importância, pois além da concorrência gigantesca, os exemplos acima demonstram claramente o que acontece com aqueles que desrespeitam seus consumidores e tentam enganá-los. O importante aqui é saber extrapolar na medida certa, assunto já discorrido no artigo da nossa amiga Iasnara, aqui mesmo na Casa do Galo.
Como não poderia deixar de faltar, ai vai uma perguntinha rápida pro pessoal:
Você já passou por alguma experiência negativa com um blog? E positiva?
Dê uma olhada no seu leitor RSS e conte para nós a média diária de blogs que você lê por dia.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
andrerafanhin@gmail.com | http://www.pitaco.com.br
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Fiz uma limpa recente, e hoje assino 308 feeds.
Sou a favor da divulgação (não confunda com manipulação) isso sim, sem nenhum problema, como o caso da Coca-Cola, não vi conflitos nas mensagens e nem formas de persuasão dos usuários.
Ah, quanto aos feeds, são 50, um pouco mais da metade são blogs.
Mas logo o número aumenta.
respondendo a pergunta, assino 65 feeds e todos são blogs.
individuais de quem posta, abordando seja qual for o tema – lamentos
públicos, pesquisas científicas, absurdos, ganhando grana ou
não com isso.
É legal acompanhar a construção da identidade virtual de cada um, refletindo o que ele é de verdade ou aspira ser.
Assino 26 feeds, a grande maioria blogs, pessoas que acompanho de
perto – interagindo com comentários nas publicações, ou que leio
anonimamente.
Há tanta informação bacana, quanto há porcaria, só precisamos adicionar com senso. Mas por mais lixo que seja a postagem para
alguém serve, então tá lá. O que vale é isso.
No cenário, considero bobos os blogs em que os assessores de impressa
postam pela celebridade. E entendo como uma estratégia imprudente a
marca patrocinar opiniões por essa via. O bacana dessa realidade é a
democracia, a voz que cada um tem, a liberdade de expor e criar um
canto seu. Obrigada por me linkar na postagem. Bjus.
Estamos passando por momentos diferentes em dois mundos:
AGÊNCIAS – no processo de tentativa e erro (por usarem uma cultura “1.0″) em suas campanhas, onde o budget continua magro na arena da web, com menos de dois dígitos de investimento anual.
BLOGUEIROS – veteranos ganhando cada vez mais reconhecimento e novos talentos ganhando visibilidade, entre outros motivos, em função da limitada visibilidade nas mídias tradicionais e, principalmente, pelo efeito da Cauda Longa.
Nesse cenário ainda surgem polêmicas com discussões sem fim que relatei aqui http://tinyurl.com/53hbf6
CAMINHO NATURAL – convergência e integração das mídias tradicionais e sociais. O grande desafio será trabalhar as duas juntas, respeitando culturas diferentes. Só assim, as campanhas conseguirão ter sucesso.
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