O antigo reinado de Azaléia e Dakota
Você se lembra que, aproximadamente, 10 anos atrás o intervalo do horário nobre da Rede Globo denunciava a batalha entre as concorrentes Azaléia e Dakota? Eu me lembro de todos aqueles filmes mostrando os sapatos mais desejados entre as brasileiras, com devidos letterings de nome, das coleções de outono-inverno e primavera-verão.
O tempo passou e a democratização dos calçados surgiu. Se formos pensar especificamente em calçados populares femininos (com marca, não estou falando do bacião com solado de plástico), diria que é algo como ‘Cada um na sua, mas todos contra a Grendene’ (contra no sentido de disputa do target).
Enxergo 3 atitudes distintas na mídia destas marcas.
A Azaléia investe fortemente em seu nome, através da compra de cotas de patrocínio nos principais programas da Globo. Criança Esperança, Novelas, Big Brother Brasil e Pan 2007 são exemplos de investimentos da marca. Não significa que eles deixaram de anunciar o produto em si, na verdade, a forma de mostrar o produto é que ficou diferente, mais sutil, e de um modo geral a campanha acaba passando por institucional. Os patrocínios pesados e o filme a seguir apenas comprovam que o que a Azaléia quer daqui pra frente é fortalecer seu nome. Daí pra frente, vender é conseqüência. Créditos para a DCS Comunicações, responsável pela conta.
Video Azaléia de 1995:
Vídeo Azaléia de 2007
A Grendene, por sua vez, prefere investir em suas sub-marcas: Ipanema, Kids, Grendha, Pucca, Kids, Hello Kit, Barbie, Hot Wheels, Guga, Rebelde, Melissa, etc. A marca Grendene entra como assinatura de cada uma das linhas, mas não é o foco das campanhas. Em minha opinião, trata-se basicamente do mesmo tipo de investimento que a Azaléia fazia no passado, ou seja, com foco no produto.
No caso da Dakota, vejo um mix das duas anteriores: campanhas voltadas para produto, com utilização de garota-propaganda famosa (vide campanha com a atriz Paola Oliveira em 2006) para impulsionar a venda da moda e pequeno trabalho de fortalecimento de marca. Justamente por ser um mix da Azaléia e Grendene, penso que ela seja a mais perdida entre as três.
Depois de muito pesquisar, cheguei a duas conclusões (que até o momento me parecem bem plausíveis) que influenciaram na mudança do cenário de calçados populares femininos:
- o aumento da opções de marcas de calçados;
- a visão de mercado da Grendene.
Justamente por isso, concordo com o posicionamento que a Azaléia assumiu, pois, somente com uma marca extremamente estabelecida terá forças para brigar de igual para a igual com a Grendene.
Assim como toda semana, eu tento imaginar o que você deve estar se perguntando, e, hoje, imagino que a pergunta seja ‘E eu com tudo isso?’. Pra ser bem sincera eu não sei, mas imagino que seja o tipo de questão polêmica que dê gosto de pensar.
E se por algum acaso, algum chato, em uma mesa de bar qualquer, levantar esta ‘lebre’, ou, em alguma seleção de emprego lhe derem este case para resolver, digamos que eu prestei um serviço de utilidade pública, já deixando tudo pensado pra você. Enjoy it. Semana que vem, é a vez da Grendene.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Bru,
Você sabe se a Grendene surgiu “do nada”??? Ou se ela é de algum grupo grande?!
Por que convenhamos, surgir rápido, com tantas linhas de produtos e tanto investimento em publicidade, ela devia ter um investimento inicial bem grande né?!
Não me lembro quando ela surgiu no mercado, mas com certeza com todas essas linhas, ela deve estar “papando” muitas outras empresas de sapato. Além dos preços serem bem baixos né?!
Aninha,
a Grendene é uma fábrica brasileira, fundada em 1971. Começaram fabricando embalagens plásticas. Eles dizem que o sucesso todo se deve ao investimento no parque industrial.
Também acho incrível o fato dela ter surgido assim aos poucos, sem que a gente percebesse muito bem a chegada dela.
Tô pesquisando sobre o assunto, pq semana que vem quero falar só sobre ela. Eles ficaram muuuuuuito grandes.
Galo, posso?
Ué, pode.
E sobre aquela marca que anuncia no Pânico? Acho que é Gokki, algo assim. Fazem calçados com material reciclado de pneus…
Essa marca é estranha. Antes, se não me engano, chamava Yepp. tem um conceito legal, mas por que mudaram de nome?
Eu também acho estranho sabia.
E também creio que ela não concorra diretamente com Azaleia ou Grendene.
“Só a Ipanema tem as anatômicas.”
Nossa, eu ia comentar dessa!
Não é a mesma coisa, por que está mais pra Havaianas…mas que essa música pega, pega!
Alguém sabe se essa Ipanema é mais barata?! Será que tem muita gente comprando?!
Alê, a Yepp mudou de nome teve um problema na justiça com a duplicidade do nome. Uma lojinha de calçados do sul tinha o mesmo nome, e entrou com uma ação contra eles.
Por isso mudaram de nome. Mas acho que fizeram muito bem, porque muita gente nem lembra mais do nome anterior.
Eu por exemplo não sabia. A proposta deles é mesmo interessante.
E uma coisa é fato: o Pânico é uma fábrica de dinheiro.
E a Ana uma fábrica de comentários.
E você tentando me acompanhar.
Entenda, fico no e-mail o dia inteiro. Quando alguém responde um comentário eu recebo um e-mail. E já respondo logo!!!
Se eu ganhar em primeiro lugar dois meses seguidos o que ganho?!
Não posso falar nesse horário.
Ana, você ganha uma Ipanema! Pq só Ipanema tem as anatômicas.
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Métricas é sempre um assunto polêmico. Sai na frente quem conseguem medir quantas pessoas viram determinada campanha, quando viram e quem são essas pessoas.
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