O amigo mala
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Sabe aquele amigo mala? Aquele, que sempre que te encontra fala a mesma coisa desinteressante, só sabe te aborrecer, ou pedir favores?
Pois sente no sofá por alguns instantes, e espere o intervalo comercial. É provável que tudo o que você vá assistir é uma série de “amigos malas”, empresas que pensam ser plenamente intimas do consumidor, mas que na verdade não passam de desconhecidas incômodas.
Mas ninguém quer um “amigo mala”, principalmente em uma época na qual as relações pessoais estão se intensificando, com inúmeras inovações tecnológicas. Com o pouco tempo que temos, a gente precisa de pessoas interessantes, que agreguem algo à nossa vida, e que recebam nossos palpites e influência, para que suas vidas também ganhem algo.
Mas as empresas estão longe disso. O padrão é que elas não escutem o público, façam propaganda de maneira uni-lateral, e não consigam comunicar ao consumidor algo além de “pelamordedeus, me dá uma esmola”.
Parece que a palavra da moda no universo virtual, relevância, está ganhando terreno também no mundo real. E se a propaganda não é relevante, não te traz nada além de um “Compre Guaraná Juquinha!”, porque eu continuaria dando atenção a ela?
E se a hora da comunicação empresa-mercado é mal-trabalhada, o que dizer do momento inverso, mercado-empresa.
Qualquer um que já ligou para um SAC sabe como é difícil ser ouvido por estas empresa, quase igual aquele amigo mala do começo do texto, que só sabe falar sobre ele mesmo, mas que na hora de ouvir, não consegue se calar. As empresa não só não se calam, como se colocam em uma postura totalmente defensiva contra o antigo melhor amigo, também chamado de cliente.
Se já defendemos que as empresa precisam ter rostos, é bom deixar claro que não basta qualquer rosto. A relação consumidor-empresa-consumidor deve ser de respeito e contribuição mútua, ou acabaremos todos sozinhos e isolados na hora do recreio.
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Lucas Couto, 26, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras (no calendário de Júpiter).
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Lucas Couto, 26, Co-fundador e sócio da 







Puta artigo, Lucas!
Boa! o post foi bem direto, as empresas precisa estar engajadas com os consumidores, por isso o tempo médio de uso de redes sociais, como o facebook, twitter, orkut e etc é maior que o tempo que as pessoas passam com e-mails. Evite burocracias, crie envolvimento, e como você mesmo disse tenha relevância.
Hehehe, valeu pelo elogio, Jock!
Pra ser sincero, depois de algumas horas de cabeça fresca você sempre encontra alguns tropeços de estilo, mas não vou usar a carta da falsa modéstia agora… =)
Abraços!
o importante e te relevancia
Aproveito o tempo de bobeira nos domingos chuvosos para sapear entre os canais da TV aberta e ver o que está ‘pegando’ com os comerciais de 30 segundos.
Percebo certo padrão que varia entre:
1. Gritar, Gritar e Gritar preço, prazo e condição de pagamento;
2. Sacadinhas ‘engraçadas’ (só publicitário deve achar graça naquilo);
3. Auto-ajuda, aquelas campanhas tipo ‘S’ no plural;
Realmente fico pensando onde vamos parar.
Parabéns pelo texto.
Abraço!
Sempre uma boa leitura.
Parabéns.
Fala Alan!
Acho q as empresas ainda não perceberam que precisam abandonar a aura de grandes organizações e assumir seu lado humano… Mas simplesmente abrir uma conta no twitter não vai tornar empresa nenhuma mais próxima dos consumidores… É necessário cumplicidade e transparência.
Abs!Lucas
De fato, poucas empresas podem se dar ao luxo de dizer que possuem o que David Aaker chama de ‘Brand Personality’.
Ter personalidade é mais do que pagar de cool e descolada no comercial da TV. Do que adianta ele dizer tudo isso pra mim, quando na hora do vamos ver, sou mal atendido, minha comida vem fria, minha TV quebrada…
Na hora do meu recreio, tenho vários coleguinhas ao meu lado, mas amigos de verdade, conto nos dedos.
Muito bom Lucas, parabéns.
Fala Carlos!
Realmente, não basta estar no palco, vc deve ter algo de interessante pra dizer ao público…
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Geraldo, concordo contigo…
Parece q as propagandas de TV no Brasil deixaram de acreditar na inteligência da audiência.
Em comparação, China, Japão, Tigras Asiáticos e Europa ainda conseguem mostrar soluções interessante para o filmes comerciais de 30s, mesmo com um cenário onde mídias eletrônicas são mais poderosas do que por aqui…
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Valeu Raphael!
Vamos lutar pra não deixar o nível cair, hehehe…
Abs!
Fala Kenzo!
A propaganda de hoje parece aquelas vendedoras q saem da loja e te puxam pelo braço… Poucas realmente conseguem sair desse modelo e surpreender o consumidor.
Faço minhas suas palavras:
“Ter personalidade é mais do que pagar de cool e descolada no comercial da TV. Do que adianta ele dizer tudo isso pra mim, quando na hora do vamos ver, sou mal atendido, minha comida vem fria, minha TV quebrada…”
Abs!
Valeu Gilberto,
Esperamos você sempre aqui na Casa, [Jabá MODE ON] e também lá no Que Tal Isso?. [Jabá MODE OFF]
Abs!
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