O amigo mala
Sabe aquele amigo mala? Aquele, que sempre que te encontra fala a mesma coisa desinteressante, só sabe te aborrecer, ou pedir favores?
Pois sente no sofá por alguns instantes, e espere o intervalo comercial. É provável que tudo o que você vá assistir é uma série de “amigos malas”, empresas que pensam ser plenamente intimas do consumidor, mas que na verdade não passam de desconhecidas incômodas.
Mas ninguém quer um “amigo mala”, principalmente em uma época na qual as relações pessoais estão se intensificando, com inúmeras inovações tecnológicas. Com o pouco tempo que temos, a gente precisa de pessoas interessantes, que agreguem algo à nossa vida, e que recebam nossos palpites e influência, para que suas vidas também ganhem algo.
Mas as empresas estão longe disso. O padrão é que elas não escutem o público, façam propaganda de maneira uni-lateral, e não consigam comunicar ao consumidor algo além de “pelamordedeus, me dá uma esmola”.
Parece que a palavra da moda no universo virtual, relevância, está ganhando terreno também no mundo real. E se a propaganda não é relevante, não te traz nada além de um “Compre Guaraná Juquinha!”, porque eu continuaria dando atenção a ela?
E se a hora da comunicação empresa-mercado é mal-trabalhada, o que dizer do momento inverso, mercado-empresa.
Qualquer um que já ligou para um SAC sabe como é difícil ser ouvido por estas empresa, quase igual aquele amigo mala do começo do texto, que só sabe falar sobre ele mesmo, mas que na hora de ouvir, não consegue se calar. As empresa não só não se calam, como se colocam em uma postura totalmente defensiva contra o antigo melhor amigo, também chamado de cliente.
Se já defendemos que as empresa precisam ter rostos, é bom deixar claro que não basta qualquer rosto. A relação consumidor-empresa-consumidor deve ser de respeito e contribuição mútua, ou acabaremos todos sozinhos e isolados na hora do recreio.
As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.
Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
lucas@quetalisso.com.br | http://www.quetalisso.com.br/
Últimos artigos escritos por lucascouto
- Os criativos são chatos
- O que seu currículo diz sobre você?
- Grandes empresas, pequenas ideias
- O fantástico mundo da propaganda
- Você é relevante?
- E se todos fossem publicitários?
lucascouto já escreveu 19
artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) lucascouto.
Este artigo tem as seguintes tags: empresas, propaganda, publicidade, quetalisso, respeito, sac

Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras. 







Puta artigo, Lucas!
[Responder]
Boa! o post foi bem direto, as empresas precisa estar engajadas com os consumidores, por isso o tempo médio de uso de redes sociais, como o facebook, twitter, orkut e etc é maior que o tempo que as pessoas passam com e-mails. Evite burocracias, crie envolvimento, e como você mesmo disse tenha relevância.
[Responder]
Hehehe, valeu pelo elogio, Jock!
Pra ser sincero, depois de algumas horas de cabeça fresca você sempre encontra alguns tropeços de estilo, mas não vou usar a carta da falsa modéstia agora… =)
Abraços!
[Responder]
o importante e te relevancia
[Responder]
Aproveito o tempo de bobeira nos domingos chuvosos para sapear entre os canais da TV aberta e ver o que está ‘pegando’ com os comerciais de 30 segundos.
Percebo certo padrão que varia entre:
1. Gritar, Gritar e Gritar preço, prazo e condição de pagamento;
2. Sacadinhas ‘engraçadas’ (só publicitário deve achar graça naquilo);
3. Auto-ajuda, aquelas campanhas tipo ‘S’ no plural;
Realmente fico pensando onde vamos parar.
Parabéns pelo texto.
Abraço!
[Responder]
Sempre uma boa leitura.
Parabéns.
[Responder]
Fala Alan!
Acho q as empresas ainda não perceberam que precisam abandonar a aura de grandes organizações e assumir seu lado humano… Mas simplesmente abrir uma conta no twitter não vai tornar empresa nenhuma mais próxima dos consumidores… É necessário cumplicidade e transparência.
Abs!Lucas
[Responder]
De fato, poucas empresas podem se dar ao luxo de dizer que possuem o que David Aaker chama de ‘Brand Personality’.
Ter personalidade é mais do que pagar de cool e descolada no comercial da TV. Do que adianta ele dizer tudo isso pra mim, quando na hora do vamos ver, sou mal atendido, minha comida vem fria, minha TV quebrada…
Na hora do meu recreio, tenho vários coleguinhas ao meu lado, mas amigos de verdade, conto nos dedos.
[Responder]
Muito bom Lucas, parabéns.
[Responder]
Fala Carlos!
Realmente, não basta estar no palco, vc deve ter algo de interessante pra dizer ao público…
————————————
Geraldo, concordo contigo…
Parece q as propagandas de TV no Brasil deixaram de acreditar na inteligência da audiência.
Em comparação, China, Japão, Tigras Asiáticos e Europa ainda conseguem mostrar soluções interessante para o filmes comerciais de 30s, mesmo com um cenário onde mídias eletrônicas são mais poderosas do que por aqui…
————————————
Valeu Raphael!
Vamos lutar pra não deixar o nível cair, hehehe…
Abs!
[Responder]
Fala Kenzo!
A propaganda de hoje parece aquelas vendedoras q saem da loja e te puxam pelo braço… Poucas realmente conseguem sair desse modelo e surpreender o consumidor.
Faço minhas suas palavras:
“Ter personalidade é mais do que pagar de cool e descolada no comercial da TV. Do que adianta ele dizer tudo isso pra mim, quando na hora do vamos ver, sou mal atendido, minha comida vem fria, minha TV quebrada…”
Abs!
[Responder]
Valeu Gilberto,
Esperamos você sempre aqui na Casa, [Jabá MODE ON] e também lá no Que Tal Isso?. [Jabá MODE OFF]
Abs!
[Responder]
Deixe seu comentário!
Assine o RSS da Casa do galo
1802 assinantes
Publicidade
Leia também
Eu ainda estou com a minha cabeça no carnaval. Mas não é pelo criativo desfile da Tijuca e muito menos pelas desnecessárias gafes da Glenda Kozlowski na transmissão da Globo. Tudo se resume a uma ida ao supermercado e, logo depois, uma olhada na TV.
Sou daqueles que carregam o carma de não largar a profissão [...]
No contexto atual do mundo, discute-se muito a respeito da falta de ética no campo da política, das ciências e das relações humanas. Sabe-se, cada vez mais, da necessidade de tornar o Brasil um país mais humano e fiel aos seus preceitos de igualdade e respeito ao próximo, ainda que estes valores estejam distantes do [...]
Leia também:
Agência de publicidade por dentro – 02 – Atendimento
Agência de publicidade por dentro – 03 – Mídia
Agência de publicidade por dentro – 04 – O Cliente, esse ignorante
Então, quem aproveitou se deu bem e quem não, só no ano que vem. Carnaval agora é conversa do lado do bebedouro, na porta da [...]
Vagas para publicidade
O que ando dizendo no Twitter
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools
Artigos recentes
Mais comentados
Mais lidos
Casa do galo by Diego Jock is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at casadogalo.com. Permissions beyond the scope of this license may be obtained by contacting this blog editor.