Nova propaganda para um novo consumidor

Ultimamente ouvimos muito a expressão “BRIC”, criada por Jim O’Neil e que designa um grupo de quatro países que deverão ser as maiores potências mundiais até 2050: Brasil, Rússia, Índia e China.
Observando um pouquinho de cada país, encontrei um ponto que, acredito eu, todos tenham em comum: o consumidor de classe média e seus novos hábitos de consumo. Mesmo com culturas totalmente diferentes e instalados nos quatro cantos do planeta, a população desses países provavelmente age e pensa de uma mesma maneira na hora de se decidir por um produto, já que as novas mídias participam, com maior ou menor intensidade, da vida dessas pessoas.
É interessante vermos como o consumidor classificado como “C” vem se destacando no mercado brasileiro - e mais interessante ainda observarmos que este fenômeno não ocorre somente aqui. Quando olhamos para o histórico de nossos vizinhos do bloco, vemos que esta mesma classe também cresce a todo vapor.
A Rússia tenta abandonar o passado comunista e finalmente vê a entrada de novas empresas em seu mercado, enquanto Índia e China encontraram na indústria de tecnologia a chave para o crescimento. Vamos somar a isso um dado muito relevante: o acesso à internet. Aqui no Brasil, o número de internautas cresce a cada ano, enquanto a China acaba de superar os EUA em número de usuários, tudo por causa da queda de preço dos computadores e da internet banda larga.
Pode parecer que essas mudanças ocorrem apenas quando olhamos a nível mundial, mas até mesmo para o meu TCC (meu cliente é um jornal local) esses fatores são de extrema importância. Vamos ver agora um vídeo que já não é tão novo, mas muito importante para o assunto em questão.
Todos esses números apresentados evidenciam a importância de uma comunicação bem feita e interativa frente a esse consumidor, os chamados Full Service ou Comunicação 360º, além da busca pelo “Share of Heart” e “Share of Culture”. De informação, as pessoas já estão abarrotadas, a moda agora é a busca por novas experiências. Uma nova classe ávida por consumo está ai, ganha quem chegar primeiro.
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André Rafanhin, 21, ficou em dúvida entre os cursos de História e Publicidade, tomando a decisão correta na última hora. Já pensou em ser atendimento, mas quer mesmo é redação. Divide seu tempo entre estágio, TCC e estudos. Com isso, nunca dorme antes da meia-noite. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às quartas-feiras.
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Se bem que isso de o Brasil ser o país do futuro nossos avós já ouviam.
Mas eu realmente acredito na teoria do BRIC. No caso do Brasil, principalmente pela questão da escassez de água.
Boa observação André.
Eu concordo com o Galo de que o Brasil poderá (se bem administrado) ser um dos países do futuro, pelo falto do acúmulo de riquezas naturais.
Contudo, se continuarmos destruindo nossas plantações, nossas fontes de alimentos e fontes de água, para a produção de um tal de Biocombustível, e dessa forma, só pensarmos em alimentar os carros e esquecermos das crianças que precisam não só de alimentos físicos mas de alimentos e injeções eduacionais, acho que a realidade se distancia.
Falando do assunto, você já leu “A Riqueza na Base da Pirâmide de C.K. PRAHALAD”? Muito bom, fala exatamente isso.
Abraços.
Com certeza essas questões são fundamentais para o crescimento não só do Brasil, mas para os outros países do bloco. Vemos claramente o exemplo da China, que agora também ocupa o posto de maior poluidor mundial, além da fama negativa de seu governo e os protestos gerados ao redor do mundo por conta disso. Procurei abordar apenas o lado do consumidor e suas semelhanças que independem da cultura, mas podemos perfeitamente debater sobre estes outros fatores, o que deixa o artigo bem mais completo.
Tiago, não li o livro, mas por ser um assunto que me interessa muito, a dica vai ser bem guardada para o futuro ;D
Ainda não tinha ouvido esta expressão BRIC. Mas, outro dia na aula de planejamento discutimos sobre o crescimento da classe C.
Ótimo artigo!
abraços
PS - Galo, legal tbm o novo layout!
Valeu Guto, que bom que gostou!
Ainda pretendo melhorar algumas coisas, mas a essência é isso ai!
abraço!
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