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Nova propaganda para um novo consumidor

23 Abril 2008 5 comentáriosescrito por Andre

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Ultimamente ouvimos muito a expressão “BRIC”, criada por Jim O’Neil e que designa um grupo de quatro países que deverão ser as maiores potências mundiais até 2050: Brasil, Rússia, Índia e China.

Observando um pouquinho de cada país, encontrei um ponto que, acredito eu, todos tenham em comum: o consumidor de classe média e seus novos hábitos de consumo. Mesmo com culturas totalmente diferentes e instalados nos quatro cantos do planeta, a população desses países provavelmente age e pensa de uma mesma maneira na hora de se decidir por um produto, já que as novas mídias participam, com maior ou menor intensidade, da vida dessas pessoas.

É interessante vermos como o consumidor classificado como “C” vem se destacando no mercado brasileiro - e mais interessante ainda observarmos que este fenômeno não ocorre somente aqui. Quando olhamos para o histórico de nossos vizinhos do bloco, vemos que esta mesma classe também cresce a todo vapor.

A Rússia tenta abandonar o passado comunista e finalmente vê a entrada de novas empresas em seu mercado, enquanto Índia e China encontraram na indústria de tecnologia a chave para o crescimento. Vamos somar a isso um dado muito relevante: o acesso à internet. Aqui no Brasil, o número de internautas cresce a cada ano, enquanto a China acaba de superar os EUA em número de usuários, tudo por causa da queda de preço dos computadores e da internet banda larga.

Pode parecer que essas mudanças ocorrem apenas quando olhamos a nível mundial, mas até mesmo para o meu TCC (meu cliente é um jornal local) esses fatores são de extrema importância. Vamos ver agora um vídeo que já não é tão novo, mas muito importante para o assunto em questão.

Todos esses números apresentados evidenciam a importância de uma comunicação bem feita e interativa frente a esse consumidor, os chamados Full Service ou Comunicação 360º, além da busca pelo “Share of Heart” e “Share of Culture”. De informação, as pessoas já estão abarrotadas, a moda agora é a busca por novas experiências. Uma nova classe ávida por consumo está ai, ganha quem chegar primeiro.

As idéias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

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André André Rafanhin, 21, ficou em dúvida entre os cursos de História e Publicidade, tomando a decisão correta na última hora. Já pensou em ser atendimento, mas quer mesmo é redação. Divide seu tempo entre estágio, TCC e estudos. Com isso, nunca dorme antes da meia-noite. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às quartas-feiras.

andrerafanhin@gmail.com | http://blogdoandre.brogui.com


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5 comentários »

  • Galo disse:

    Se bem que isso de o Brasil ser o país do futuro nossos avós já ouviam.
    Mas eu realmente acredito na teoria do BRIC. No caso do Brasil, principalmente pela questão da escassez de água.

  • Tiago Fidelis Moralles disse:

    Boa observação André.
    Eu concordo com o Galo de que o Brasil poderá (se bem administrado) ser um dos países do futuro, pelo falto do acúmulo de riquezas naturais.
    Contudo, se continuarmos destruindo nossas plantações, nossas fontes de alimentos e fontes de água, para a produção de um tal de Biocombustível, e dessa forma, só pensarmos em alimentar os carros e esquecermos das crianças que precisam não só de alimentos físicos mas de alimentos e injeções eduacionais, acho que a realidade se distancia.
    Falando do assunto, você já leu “A Riqueza na Base da Pirâmide de C.K. PRAHALAD”? Muito bom, fala exatamente isso.
    Abraços.

  • André Rafanhin (author) disse:

    Com certeza essas questões são fundamentais para o crescimento não só do Brasil, mas para os outros países do bloco. Vemos claramente o exemplo da China, que agora também ocupa o posto de maior poluidor mundial, além da fama negativa de seu governo e os protestos gerados ao redor do mundo por conta disso. Procurei abordar apenas o lado do consumidor e suas semelhanças que independem da cultura, mas podemos perfeitamente debater sobre estes outros fatores, o que deixa o artigo bem mais completo.

    Tiago, não li o livro, mas por ser um assunto que me interessa muito, a dica vai ser bem guardada para o futuro ;D

  • Gutos disse:

    Ainda não tinha ouvido esta expressão BRIC. Mas, outro dia na aula de planejamento discutimos sobre o crescimento da classe C.

    Ótimo artigo!

    abraços

    PS - Galo, legal tbm o novo layout!

  • Galo disse:

    Valeu Guto, que bom que gostou!

    Ainda pretendo melhorar algumas coisas, mas a essência é isso ai!

    abraço!

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