Ninguém se cruza por acaso
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Diante de tantos temas fodidos e da tremenda complexidade em encontrar algo relevante num universo de assuntos edificantes – ou não. Fui “tocada” pelo o último artigo da Verônica, e acabei achando uma inspiração – vi a luz.
Mesmo não seguindo seitas, peço todos os dias por um mundo melhor e como o momento é de ser profeta, não temerei o ridículo. Além do mais no Brasil, para falar ou mesmo fazer política não é preciso entender muito do assunto, então é simples – defenderei Uma Nova Ordem Mundial, mas num sentido totalmente oposto ao que reza a cartilha estadunidense.
No meu imaginário mundo novo, haveria o ganho da liberdade, autonomia de pequenos nichos e indivíduos, a tecnologia evoluindo no sentido do bem – como uma ferramenta de expressão e não de controle, e compartilhar seria o verbo fundamental. Você já leu isso antes – certeza. Tenho plena consciência de que quase tudo já foi dito e escrito, também. Só não entendo por que ainda não começamos a viver. Isso mesmo “viver literalmente” as experiências e principalmente sem repetir os erros.
“O mundo é grande, mas, é só uma ilha”, isso qualquer vocalista de banda teen sabe, nem precisa ser filósofo. Por que então as diferenças ainda nos cercam, bombardeiam e segregam? O que falta além da morte da ignorância e um pouco de coragem?
E que raios isso tem a ver com publicidade? Tentarei linkar até o final do texto – prometo-me. O que quero falar agora é da comunicação e de como ela ganhou outro corpo nos nossos dias e ainda não sabemos aproveitá-la totalmente – nem da forma mais primária, tal qual nossa massa cinzenta.
Quando os homens perceberem que quando se abre a “roda quem tá fora e quem tá dentro participa” e o “fato de estarmos juntos sem pavor” é por conta de um instinto coletivo reinando. Entenderão que a identidade de cada um é seu próprio lar e que é bom visitar os outros. Que ninguém se cruza por acaso e por mais torpe ou sensato que seja, ainda assim algo sempre brota no encontro de opiniões distintas.
Não cabem mais imposições e extremismos – por isso o mundo ta no pé que tá. Tanto a ordem quanto o vandalismo são imperialistas – como toda paixão cega, é intervenção que agride e esquece o respeito. Só a tolerância lúcida em tempos de crise é capaz de não deixar um novo conflito começar.
Li que “compartilhar sem aprender não adianta muito” e aqui entra a publicidade. Não só na sua forma final – impressa, virtual ou como seja. Mas, desde seu processo de concepção, na divisão das responsabilidades, na tarefa conjunta por um objetivo único. Aprendemos logo que não nos tornamos menos donos da nossa idéia ao compartilharmos dela, da mesma forma que dominar uma área admiravelmente não a tornará insubstituível (práticas diárias de digestão do orgulho e doses cavalares de anti-inflamatórios pro ego).
Alguns dirão: – “todo trabalho é assim”. Ah! Mas não é mesmo! Ao contrário da política, para fazer publicidade é preciso entender do assunto. Ponto. Tá longe de ser religião, onde os aprendizados livres não são permitidos por serem podados pela indiferença ou mesmo pelo preconceito. Nunca seria a economia vigente, ao contrário, aqui o que enriquece são as diferenças, os olhares múltiplos, as possibilidades e diferentes sentidos investidos.
Há tempos a publicidade aprendeu a ver as particularidades, se preocupar com pequenos grupos e identificar a voz do indivíduo na coletividade. Talvez por isso – das ciências citadas seja a que ainda dá certo.
“FAÇA DO BOM-SENSO A NOVA ORDEM”.
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Iasnara Amorim, 29, Pré-publicitária e pseudo-contista. Abandonou a Veterinária por amor aos animais. Trocou Administração por Propaganda, numa passagem pelo Marketing quando foi esporada pela Publicidade. Atua na Promoção e Produção de Eventos, transformando figurinhas em metragens e cifrões. Vislumbra um futuro de Planner, por faltar insanidade criativa para a redação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
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Iasnara Amorim, 29, Pré-publicitária e pseudo-contista. Abandonou a Veterinária por amor aos animais. Trocou Administração por Propaganda, numa passagem pelo Marketing quando foi esporada pela Publicidade. Atua na Promoção e Produção de Eventos, transformando figurinhas em metragens e cifrões. Vislumbra um futuro de Planner, por faltar insanidade criativa para a redação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras. 







Tesão de artigo, I.!
Não é ele Maurão. Tá muito "I want to break free" né?
A culpa é tua!
Ninguém se cruza por acaso na #CasadoGalo http://tinyurl.com/6bhxsf
Muito bom o artigo, parabéns!
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