Nada se perde, tudo se transforma - um tratado de química e um modo de repensar o futuro com a web

Esta história de que a internet é o anti-cristo, que veio para acabar com a música e com o hábito de ler e nos tornar cada vez mais escravos e dependentes, disparou em minha mente algumas perguntas:
- Por que a internet é vista por alguns como algo pronto a acabar com tudo?
- Pronto para a revolucionar, no mau sentido?
- Algo inútil para ajudar a repensar velhas práticas?
Bruno Rodrigues nos diz em seu livro Webwriting: redação e informação para a Web, que a Web não deve ser vista como uma revolução, e sim, como uma evolução. No que tem toda razão, pois além da música e do jornal, a cada dia, as profissões também têm se colocado mais frente a frente com ela.
Relação bastante parecida com o mundo bizarro, aquele, paralelo ao dos super amigos, lembra? Mundo em que cada um deles tinha um similar “bizarro”, a Web também é assim com relação a algumas profissões. No caso dos redatores, podemos dizer que já temos nosso amigo “bizarro”, o webwriting ou redator Web, como preferem os puristas.
Ambos trabalham com texto, mas diferente do redator, o webwriting é um profissional que lida com a inserção de conteúdo, seja ele: aúdio, vídeo, íconografia ou texto, isso tudo, não apenas em ambientes on line, mas também em CD ROMs, games, etc.
Pesquisas apontam que lemos na internet 25% de modo mais lento que no impresso, escaneando o texto. Pressa, desconforto por ler no monitor, enfim, o fato é que o leitor de Web têm pressa, por isso é necessário um texto que seja conciso e objetivo, de outro modo, um link para fora do site, a tecla esc ou o google se encarregarão de levar o seu leitor para o mais longe possível de você.
Para prendê-lo é preciso não cansá-lo, por isso, vale desde um texto com pequenos parágrafos e poucas linhas, espaçamento entre um parágrafo e outro, inclusão de tópicos e links, e o mais importante de tudo: linguagem simples, o que é muito diferente de linguagem simplória. SUJEITO+VERBO+PREDICADO ainda é o melhor modo para se construir uma texto informativo e agradável de ser lido.
A verdade é que o monitor não matou o papel, nem o mp3 a música e o cruzamento de redatores com webwritings não fez ninguém subir no telhado, muito pelo contrário. O que podemos estar presenciando, nestes e em tantos outros casos, é a gestação de embriões de novos modos de se realizar coisas.
As idéias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.
Lenise Regina, 30, está redatora publicitária até o próximo anúncio, quando então seu chefe descobrirá que "Lenise" é um pseudônimo e que "Regina" é apenas um desejo antigo de nobreza; sendo assim, ele não hesitará em lhe dar um pé na bunda e revelar-lhe-á que a monarquia no Brasil foi extinta desde 1889. Escreve para a Casa do Galo quinzenalmente às segundas-feiras.
leregina@gmail.com | http://www.nimboblog.wordpress.com
Últimos artigos escritos por lenise
- Nosso direito legítimo ao cansaço
- Metáforas e modelos mentais - você tem sede de quê?
- Quem já pediu criatividade ao bom velhinho no natal, levanta a mão!
- A Era da Informação - Que eu me organizando posso desorganizar
- Imperialismo, lobbismo ou espiritismo de porco - Qual dos ismos move a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa?
- Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa ou tudo é e não é - parte II
Artigos relacionados
- Lego - Química
- O velho Rosa tinha mesmo razão: tudo é, e não é
- Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa ou tudo é e não é - parte II
- Uma boa idéia ruim
- O estágio e o sexo
lenise já escreveu 9
artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) lenise.
Este artigo tem as seguintes tags: agencia, autor, escritor, redator, web, webwriter









Novos modos de se realizar coisas ou novas coisas para se realizar, pois com toda essa mutação do cenário tecnoloógico, a demanda por vagas e áreas diferentes se torna cada vez mais presente.
Bom texto Lenise.
Há sempre a idéia que os suportes se eliminam, na verdade temos observado que os sobreviventes se moldam as novas realidades. Alguns formatos humanos é que não adaptam na mesma velocidade das mudanças.
Santa síntese olhai por nós.
Deixe seu comentário!
Receba os artigos por e-mail
No começo foi mais um dentre tantos outros blogs de publicidade que eu acompanhava religiosamente, que auxiliava ilustrando o que se aprendia na faculdade!
Os blogs com conteúdo exclusivo voltado para publicidade, começaram a virar modinha em 2003, época que coincidiu com o início da faculdade de Publicidade, tornando-se ótimas fontes auxiliares para ilustrar o [...]
“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…”
Dois tais Vinicius de Moraes e Toquinho não imaginariam tamanho sucesso que essa Casa ganharia. Uma Casa que conheci ainda sem chão, sem parede. Sem penico. São apenas dois anos de vida, mas que já renderam muitas histórias. Histórias contadas por contadores de histórias. [...]
Tenho pouco tempo de Casa para saber se rolam sujeiras embaixo do tapete ou algum tipo de corrupção por aqui, se por detrás de toda essa organização há alguma máfia envolvida. Alguns colunistas mais velhos falam da grana que ninguém vê, outros suspeitam do desvio de dinheiro, but isso é com eles.
Não tenho espora, tampouco [...]
Compre livros