Memória de elefante tem a Moleskine feita no Brasil
Idéia. Qual o poder que uma idéia genial pode ter na concepção e criação de alguma coisa? E aqui não estou falando somente na área da publicidade, mas em tudo nessa vida. Muitas lendas fazem parte do universo criativo artístico, como a que Keith Richards teria sonhado com o riff de Satisfaction. Ele jura até hoje que acordou de madrugada, pegou um gravador que guardava embaixio da cama, cantarolou o riff e voltou a dormir.
É muito importante que se tenha sempre em mãos alguma coisa onde se possa anotar as idéias. Do cineasta François Truffaut ao publicitário Washington Olivetto, muitos andam sempre com um caderninho de anotações à tiracolo - nunca se sabe quando uma idéia brilhando vai surgir. E nesse momento, uma dica: JAMAIS confie na sua memória. Aquilo de "ah, não vou esquecer, quando eu chegar em casa eu anoto" é furada! A gente nunca lembra e a idéia fica perdida naquele limbo, junto com os guarda-chuvas esquecidos.
O literatro Alessandro Martins escreveu um artigo há algum tempo sobre os métodos infalíveis para que você jamais esqueça suas idéias. Mas como costumamos dissertar sobre a publicidade, sigamos neste caminho.
Sempre gostei muito dos caderninhos de anotações franceses da Moleskine. Aliás, os lendários caderninhos da Moleskine eram utilizados por Picasso, Hemingway, Chatwin, o que tornou o caderninho um objeto de desejo. O problema é o preço. Como não são produzidos no Brasil eles precisam ser importados, e é claro que com o preço lá em cima.
Há duas semanas eu estava em um evento fotografando o Caetano, e vi que um rapaz usava uma Moleskine muito bonita, com as bordas das páginas coloridas, e puxei papo. Descobri que o caderninho era feito aqui no Brasil, no Atelier Machado, do artista Luiz Fernando Machado, e fui atrás. Quando recebi o caderninho fiquei muito impressionado. Claro que corri para avisar o Alessandro - um outro apaixonado pelo Moleskine - sobre minha "descoberta", e combinamos de escrever juntos um artigo com nossas impressões sobre o trabalho do Atelier. Para quem não compra facilmente uma idéia e quer ir atras de uma segunda opinião, leia o artigo do Alessandro.
Assim como a Moleskine, as páginas são muito boas de escrever e amareladas (padrão pólem), o que torna a leitura muito gostosa - ao contrário do branco que reflete todos os espectros de cores. A capa é rígida e possui um elástico que o mantém sempre fechado. As páginas são muito bem cortadas, perfeitamente alinhadas e são costuradas (2 costuras maiores na Moleskine e 3 menores na do Luiz Fernando). Minha Moleskine atual tem 9 x 14cm, e 192 páginas; a do atelier tem 14 x 18cm e 200 páginas. Uma outra vantagem é que se pode abrir facilmente os caderninhos em 180 graus, sem que eles se desmontem.
Há algumas diferenças entre a Moleskine e o caderninho do Luiz Fernando. A Moleskine possui um bolsinho na contracapa para guardar papéis avulsos, já a brasileira não, mas nada que comprometa o produto final. A gramatura da folha do Moleskine é um pouco mais fina, o que dá um aspecto mais delicado. Na quarta capa há a inscrição "Moleskine" em baixo relevo, e no brasileiro a inscrição está ná terceira capa. O que eu realmente senti falta no produto brasileiro, e tenho certeza de que o Alessandro também sentirá, foi daquela tira embutida no caderno que serve como marcador de páginas.
O caderno do atelier chegou em um envelope pardo, muito bem acondicionado. Selando o envelope estava um belo ex-libris. Observei que no caderno do atelier as páginas vieram grudadas nas bordas, então tive que desgrudar algumas delas.
O charme, a delicadeza e a história fazem do Moleskine um caderno muito especial. Mas para quem não está disposto a desembolsar uma pequena bolada para adquirí-lo, o Moleskine do Atelier de Luiz Fernando Machado é uma ótima opção. Além de um ótimo produto você será muito bem atendido. E você ainda pode escolher as cores das bordas das páginas e dos elásticos. Ou quem sabe uma capa metalizada com diversas opções de cores?
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também têm qualidades únicas, mas há algumas diferenças que julgo importantes e você deve conhecê-las antes de optar entre um dos dois. Se você julgar insuficiente este comparativo e precisar de uma segunda opinião, sugiro que visite a Casa do Galo, onde há outra análise similar. O crédito das imagens a seguir é do fotógrafo Franklin de Freitas. [IMG Comparação de tamanho entre o Moleskine (em cima) e o caderno de notas do Atelier Machado (embaixo)] O menor modelo do
acho tudo isso fresco demais!!!
Oi Thiago,
Você deve gostar muito de algo relacionado à tecnologia, algo na sua área, que todas as outras pessoas também podem achar “fresco demais”.
Ainda bem que somos todos diferentes.
Quando você adquirir sua primeira moleskine - e se você tiver o hábito de fazer anotações - você vai entender!
Abraço!
Então, meu caro… fiz a análise. Hahahaha… “literato” foi demais… pessoalmente não tenho essa pretensão. Abraços!
Oh amigo, Bom Galo.
Não pretendi dizer que quem tem é fresco, para passar um pano eu vou dizer que o que eu quis dizer é que eu não preciso de um moleskine e suas “caracteristicas” ainda, ou eu acho que não preciso, é que eu sou programador e gosto muito de tecnologia e no meu caso talvez não seja tão produtivo. Pra que vou anotar coisas com charme e delicadeza ? Prefiro algo que me dê velocidade e produtividade com qualidade.
Thiago,
Claro que eu preferiria ter um Palm TX, mas quando se está na rua, no ônibus, e se tem alguma idéia, nada se compara a um belo caderno de anotações: anota-se rapidamente, não existindo a possibilidade da informação se perder. Isso sim é produtividade!
É que você é de outro “ramo”!
Desculpa, mas tenho que concordar com o Thiago. Papel amarelado, elástico e capa dura?
Prefiro meu Tilibra sem pauta!
Ok, sou diretor de arte. Não preciso de pautas!
abraço!
Guilla,
Alguém falou em pauta? O meu não tem nada!
O mais tesão é que para quem desenha storyboards, tem um Moleskine com 2 frames por página…
Bom eu acho que voçê não precisa ter um Moleskine para fazer anotação.É bonito e tem isso e aquilo mas é desnecessário o importante é fazer a anotação.
Compra um bloquinho de nota e anda sempre com ele no bolso porque eu concordo com uma coisa,ja perdi várias idéias, porque não anotei e só lembrei depois de ter feito o trabalho.
Se eu tenho a opção de anotar em um caderno simples ou em um mais prático, com detalhes funcionais, bonito e cheio de história, e pagando um pouco a mais por isso, eu fico com esta opção.
Alguns filmes mostram personagens com esses maravilhosos cadernos:
http://www.moleskine.com/eng/_interni/dicono/cinema.htm
Aproveito para divulgar a análise do Alessandro Martins (a noite insiro no artigo):
http://www.alessandromartins.com/2007/05/31/comparativo-entre-o-caderno-de-notas-do-atelier-machado-e-o-moleskine-original/
Alguns vão de tilibra, outros do Atelier do Luiz Fernando, outros do Moleskine, e outros (como o Thiago) nem vão! A democracia é maravilhosa!
Acho que tudo isso aí é caro demais pra fazer uma simples anotação ou lembrete, como sempre a marca faz o produto sendo que no final das contas tudo é feito da mesma matéria prima. No trabalho eu mesmo faço meu bloco de anotações usando o verso branco de impressões descartadas, corto com as dimensões de 7 x 10 cm e deixo debaixo do meu teclado. É uma zona de papéis avulsos, mas sempre que eu quero tal informação eu consigo encontrá-las. Se o papel é francês ou paraguaio isso é o de menos, pra mim o importante é ter onde anotar pra não esquecer. Mas aí, pra quem é de outro “ramo” essa tal “agendinha” francesa deve ter utilidade, minhas anotações são dignas apenas de uma folha de papel sulfite, isso basta.
Abraço,
Pois é, pode ser caro, cheio de frescura e mais um monte de coisas bobas… Mas são maravilhosos e incomparáveis, dá para entender porque são lendários e eram utilizados por Picasso, Hemingway, Chatwin, etc.
Não troco um Moleskine nem por uma coleção inteira de tilibra.
Abraços
É a mesma coisa que você usar um Kichute ou um belo par de adidas.
Gosto é gosto…
Ufa Renata e Marquito,
Agora me senti menos sozinho nos meus gostos…
Como disse para o Mr. Martins, a tentação corrói o meu ser!
Só uma coisa, quanto tempo demorou pata chegar? =/ Esqueci de perguntar isso para Martins.
E também, por que algumas pessoas iriam querer um mac à um pc? Ou um celular todo hi-tech à um monocromático? Tudo é escolhas, né não? =D
cara, adorei a sugestão. Tenho costume de marcar minhas idéias em um caderninho simples, mas esse tem mais estilo, hehe. Faz tempo que não passo por aqui. Percebi algumas mudanças.
Vitor,
Como eu sou de São Paulo mesmo, demorou um dia para chegar!
Exato, alguém finalmente me entendeu!
Pois é Gilson. Acabei trocando o template, já que o outro demorava demais pra carregar…
Gostou?
Decidi não mais debater sobre a opinião sobre um pedaço de papel cortado e encadernado (rs)
só foi provocação não liguem amigos!!
Segue um sitezinho legal pra galera que curte moleskines (viu eu não sou do mal)
http://www.moleskineart.com/
Esse Thiago Machado é um gozado. Como ensinar o valor dum Moleskine para a Tainá dos Guaranis? Hehehe.
PS: conheço um cara que vende moleskine de vários tipos por R$50. Comprei o meu lá.
E aproveito para tardiamente escrever minha opinião. Já usei caderninho e bloquinho, mas o molesquinho é melhorzinho. Porque é rígido e dá para escrever em pé - quando o faço no ônibus em sinal vermelho. Sem contar que, no meu caso, eu nunca encontrei um bloco de anotações que caiba nos bolsos da calça e ainda ofereça o suporte para escrita.
Só sinto falta de não ter uma caneta acoplada com fio elástico.
Aqui faço minhas as palavras do Alessandro Martins:
“O Moleskine ou um caderno mais turbinado, obriga-me a valorizar mais as notas que tomo… há que se diferenciar, no entanto, aqueles que querem valorizar o conteúdo pelo continente. Aí não adianta nada…”
O moleskine custa 20 reais.
Esse caderno custa 35.
O envio custa 20 reais. Acima de 2, o moleskine é mais negócio.
Michel, o problema é mesmo o preço do envio. Acho que eu cheguei a ver por 14 dólares, é isso?
Galo,
comprei duas pelo ebay por 9,30 dólares cada. Tudo deu 28,60 dólares, já com envio.
Joguei a carteira no lixo e uso o bolso para levar cartão de crédito, cartão de banco, identidade, cartão telefônico (orelhão) e uma ou duas notas de dinheiro.
Olha só Michel. Minha carteira foi roubada há duas semanas e ainda não comprei outra… Você me deu uma ótima ideia!
abraços!
Outro comparativo- Do Blog A Casa do Galo [IMG ] [IMG ] [IMG ] [IMG ] [IMG ] [IMG ] [IMG ] [IMG ]
Olha só, um cara que faz um caderninho igual ou melhor que esse moleskine importado. Brasileiro, produção própria e muito mais barato.
http://www.marcuscicero.com.br
Achei um outro também, que faz um bem bacana!
se achou passa a bala pra galera.
[...] entre o Moleskine e caderno de notas do Atelier Fernando Machado - feito pelo Alessandro Martins Outro comparativo - Do Blog A Casa do [...]
No sábado, 20/09/08, chegou aquilo que procurava desde os 9 anos de idade. Não sabia como chamava aquele caderno cujo herói de cinema me marcou muito a minha vida, Indiana Jones e o seu Moleskine. Foram 25 anos numa busca intensa, até que em 07/2008, numa viagem incrível à Bahia, conheci uma garota de Barcelona, que se tornou minha amiga. Ela carregava as suas anotações sobre suas viagens pelo mundo, e havia me dito o nome, mas por ironia do destino, esqueci. Em 09/2008, quando cheguei em SP, abri uma revista e lá estava a reportagem sobre o tal objeto de desejo, o Moleskine. Fui em sua procura, numa loja da Vila Madalena, fiquei muito emocionada quando o encontrei. Objeto de status, poder? Acho que não, é um baú dos momentos mais apaixonantes, intrigantes, hilários, de que uma pessoa poderia deixar aos seus descendentes, quando um dia o irão encontrá-lo.
Regina,
Muito obrigado por compartilhar conosco sua experiência com o Moleskine!
E volte sempre!
abraço
Olá pessoal
Agora temos mais uma opção de caderno de bolso brasileiro.
O nome dele é Moleco.
Peço que visitem o site e comentem, sugiram, critiquem………….
O opinião de voces é muito importante.
O Moleco tem tudo que os outros têm ( costura, elástico, cantos arredondados, abre 180º ) e é casado com a sustentabilidade do nosso planeta.
Aguardo os comentários
Abraços
Carlos
Olá Carlos,
muito interessante! Além da qualidade, adorei o fato dele ser reciclado.
Qual o preço? Onde encontro?
Olá Galo
Estamos em fase inicial de colocação do produto em alguns pontos no Rio de Janeiro. Estamos também alinhavando com pontos em São Paulo. Logo teremos no site a direção destes locais, como também faz parte do projeto a venda on-line.
Peço que aguardem pois estamos escolhendo pontos estratégicos com ganchos ecológicos para esta distribuição.
Sobre o preço, estamos sugerindo a revenda em torno de R$ 15,00.
Caso queira sugerir algum ponto com as características que te falei, fique 100% à vontade. Iremos contactar apresentando nossas sugestões de variedade de capas padrão, e ou de capas personalizadas como sugerimos em nosso “fale conosco”.
abraços
Fala Galo
Que acha de divulgar nosso site com as novas fotos?????
Se puder fico muito grato.
Abraços
Carlos
[...] Outra opção são os cadernos do Atelier Luis Fernando Machado que vendem réplicas de Moleskine. Eu li algumas resenhas à respeito das quais destaco essas, do site Livros e Afins e do site Casa do Galo. [...]
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“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…”
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Tenho pouco tempo de Casa para saber se rolam sujeiras embaixo do tapete ou algum tipo de corrupção por aqui, se por detrás de toda essa organização há alguma máfia envolvida. Alguns colunistas mais velhos falam da grana que ninguém vê, outros suspeitam do desvio de dinheiro, but isso é com eles.
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