Marketing religioso, pela ótica da Igreja

Este é mais um artigo explicativo que vem complementar a idéia da retórica apresentada na semana passada. Poderia discorrer sobre todos os símbolos que envolvem o cristianismo e sua representação para o mundo. Sobre como a cruz faz papel de logo para a religião católica, como a utilização do sino é semelhante à comunicação auditiva, e como a igreja física se parece com um ponto de distribuição das idéias do filho de Deus. Mas, antes de cometer esta heresia, prefiro mostrar a força que a instituição religiosa possui e o quanto ela pode ensinar ao mundo empresarial sobre o valor do conteúdo perante a força da retórica.
De modo geral, produtos vencedores não tiveram apenas a retórica como segredo de sucesso, mas, principalmente a essência, ou seja, o conteúdo tangível ou intangível. Assim, antes de terem apenas uma comunicação de sucesso ou grandes retóricos a frente de templos, as idéias do cristianismo tiveram sucesso porque sua essência, os valores morais, refletia a essência do ser humano.
O nome pode parecer coisa de marketeiro que não tinha mais o que inventar, mas o conceito de marketing religioso já é conhecido no Brasil desde a década de 90. Mesmo hoje, o preconceito ainda é grande, pelo estereotipo negativo que a palavra marketing carrega e pelo caráter capitalista e de mercado.
O grande responsável pela divulgação do marketing religioso no Brasil é o Instituto Brasileiro de Marketing Católico. Através de palestras, ele mostra como é possível arrecadar fundos para a manutenção de paróquias, dioceses, colégios e realizações de trabalhos para a comunidade. Para eles e muitos outros estudiosos do assunto, o Marketing Religioso é a soma do conteúdo com a forma: 80% de teologia e doutrina e apenas 20% de retórica.
Para as empresas em geral, o marketing funciona como uma ferramenta de direcionamento no mercado, como se existisse para guiar, mostrar o caminho das pedras para o sucesso de um produto, para a igreja significa uma troca de valores simbólicos com o ambiente. Através do benchmarketing incorporou costumes de outras religiões e culturas. Essa ‘flexibilidade’, que fez com que a igreja se adaptasse a cada nova época, nada mais é do que o marketing religioso. Na verdade, ele não se aplica apenas ao catolicismo, apesar de a igreja católica ter sido a precursora de sua utilização.
O retórico é extremante importante para a popularização das idéias, mas não é maior responsável pelo sucesso do marketing religioso. Não há como negar que o que mantém o fiel na igreja não é o poder da retórica, mas o poder da fé.
[Leia o artigo: Marketing religioso, pela ótica de um ateu]
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Uma das primeiras flexibilidades e mudanças de ambiente que fez o cristianismo passar por uma grande mudança foi a revolução Luterana, enquanto um bom momento responsável por um grande trampolim da imagem católica e que ajudou com certeza a alavancar mais o seu reinado foi a escola renascentista, ufa, bota gente ajudando de forma direta e indireta o marketing cristão.
Abraços Bruna.
Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..Publicitário não
Adorei.
Assim que puder estarei sempre me correspondendo
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