Marketing experimental no PDV - Parte 1

A globalização e a crescente competitividade num mercado em que os produtos são facilmente copiados e as vantagens competitivas tendem a ser cada vez menores, fizeram com que o mercado da comunicação passasse a investir cada vez mais na personalização das ações, tentando assim acompanhar a Nova Economia. É a Nova Economia da Internet, que aproximou mercados e viabilizou uma maior oferta de produtos e serviços. E é nesse contexto é que a Promoção se destaca.
Nos velhos tempos dos mercadores, na necessidade de atrair, seduzir e conquistar compradores, eram utilizados todos os artifícios visuais, auditivos e sonoros disponíveis, experimentação de produtos, reduções de preços, descontos baseados em quantidades, exposição de mercadorias em locais visíveis, enfim, uma verdadeira parafernália de recursos. E tudo isso com uma só finalidade: vender. Hoje, com a visão ampliada, novas tecnologias, estudos, cálculos, maior poder de decisão dos consumidores e, principalmente, o planejamento, o marketing promocional surge como uma das ferramentas importantes no processo de aproximação, conhecimento, vendas e relacionamento.
O interessante é que quando a promoção consegue ser construída de forma original, ela pode gerar boas respostas como: reforço do conhecimento da marca, quebra de resistências, maior simpatia pelo produto ou marca ou girar estoque, dependendo dos objetivos que se quer atingir.
As iniciativas com relação à Promoção têm em comum a alta relevância, e estão posicionadas de forma certeira em locais-chave. Muitas empresas estão tirando proveito especialmente desse último quesito. Chegaram à conclusão que ambientes como salas de espera, lounges e business centers de hotéis, aeroportos e até de navios-cruzeiro, são ótimos lugares para expor sua marca ao estilo experimente-antes-de-comprar. Distribuem amostras e ganham em troca uma audiência permissiva à intromissão.
Entre as ferramentas do marketing promocional pode-se destacar a promoção (vendas e institucional), o merchandising, eventos, feiras, congressos, além de ações de degustação de produtos, distribuição de amostra (sampling), brindes e o marketing esportivo.
O brinde é uma saída de investimento razoável para gerar simpatia e estabelecer relacionamentos num primeiro momento, mas sua continuidade também pode criar um efeito contrário na permanência de compra do produto. O consumidor, a princípio, está comprando determinada marca porque enxergou ali um benefício ou uma vantagem. O problema é que, ao acabar com os brindes, corre-se o risco de perder esse cliente, caso a marca não tenha trabalhado em conjunto com outras alternativas de sustentação e relacionamento.
Para a chegada do Vectra GT, o novo carro da Chevrolet, por exemplo, foi criada uma bebida energética com a marca GT, que distribuída em diversos pontos de contato com o consumidor. O energético GT é um convite para o consumidor se preparar para sair da linha com o novo lançamento da Chevrolet. Com um design arrojado, como o novo modelo do carro, o energético GT surgiu para criar maior sinergia entre o produto e a campanha publicitária, cujo conceito é: “Prepare-se para sair da linha”. A campanha foi idealizada pela McCann Erickson, mas ainda não há garantia de que este brinde realmente gerou o resultado esperado pela montadora.
Como parte integrante de um composto de comunicação, o marketing promocional se aplica em várias situações, de acordo com o diagnóstico da empresa e suas necessidades. As atividades empreendidas no esforço promocional são parceiras, e não substitutas no processo mercantil. A propaganda, por exemplo, é fundamental para dar credibilidade a uma ação promocional, assim como um bom treinamento no ponto de venda, uma política de distribuição consistente ou uma melhor visualização dos produtos no canal de venda.
A promoção não deve ser usada em substituição à comunicação da propaganda, à ausência de treinamento, aos problemas estruturais do produto ou às deficiências na política de comercialização, por exemplo.
A ação criada pela Enox Indoor Experience para o desodorante Axe Aerosol 90 (Unilever), em 6 capitais brasileiras, ocorreu em mais de 140 bares e restaurantes, com circulação de 1,4 milhão de pessoas por mês. Cerca de 200 displays com o desodorante acoplado foram instalados nos toaletes masculinos e permitem que o público utilize o produto. Esta ação, sem nenhum esforço de propaganda, pode não ter surtido o efeito desejado, até mesmo por causa da aversão a utilizar um item que já fora utilizado por tantas outras pessoas. Até mesmo medo de micoses foi detectado em um acompanhamento posterior à ação.
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Henrique Santos, 23, é publicitário e professor de inglês e história. Atua como Planejamento Estratégico da Rae,MP Comunicação e Professor de História do Cursinho Universitário Alternativo Sapopemba. Colunista honorário-reserva da Casa do Galo.
henrique@raemp.com.br | http://www.raemp.com.br
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Boa Henrique!
Mas deve-se ter sempre cautela nesse processo. Lembram daquela ação da Redbull, quando do desabamento do metrô?
Exatamente! A experiência a se demonstrar na ação deve ser boa tanto para quem é alvo da ação como também para quem somente observa a ação.
A da Red Bull foi péssima para os observadores, que viram de modo perverso o que ocorreu (embora eu ainda tenha dúvidas sobre a Red Bull realmente ter planejado esta ação, ou as meninas pagas para realizarem a ação foram simplesmente estúpidas de irem no local sem noção das conseqüências).
Show de bola. Aguardando as próximas partes
mauro - Último artigo em seu blog: Com a palavra, o cliente que nunca existiu
Olá gostaria de saber qual foi a campanha da Red Bull?
Marcius Machado
Essa:
http://casadogalo.com/red-bull-desastre/
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Os blogs com conteúdo exclusivo voltado para publicidade, começaram a virar modinha em 2003, época que coincidiu com o início da faculdade de Publicidade, tornando-se ótimas fontes auxiliares para ilustrar o [...]
“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…”
Dois tais Vinicius de Moraes e Toquinho não imaginariam tamanho sucesso que essa Casa ganharia. Uma Casa que conheci ainda sem chão, sem parede. Sem penico. São apenas dois anos de vida, mas que já renderam muitas histórias. Histórias contadas por contadores de histórias. [...]
Tenho pouco tempo de Casa para saber se rolam sujeiras embaixo do tapete ou algum tipo de corrupção por aqui, se por detrás de toda essa organização há alguma máfia envolvida. Alguns colunistas mais velhos falam da grana que ninguém vê, outros suspeitam do desvio de dinheiro, but isso é com eles.
Não tenho espora, tampouco [...]
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