Libertando-se dos vícios
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Estive um tempo afastado da Casa. Há um mês, mais ou menos, não publico um artigo. Neste período, cuidei de algo muito importante e sério, e peço licença ao nosso editor para usar este espaço privilegiado para dividir a experiência e o conhecimento que adquiri com você, leitor.
Sempre que falamos de vícios as posições pessoais tomadas por cada um são quase irredutíveis. Minha intenção, portanto, não é alterar comportamentos e atitudes, mas me expressar para gerar reflexão.
E já lanço de cara algo que irá desafiá-los. É uma regra, um paradigma: todos nós temos vícios. Profissionalmente falando, cada um de vocês tem um vício incorporado à sua rotina diária. Uma mania, um trejeito, um procedimento padrão para lidar com suas obrigações. Isso é vício. Sério. Tudo bem, você já sabe isso. Aliás, todo viciado sabe o vício que tem, certo?
Pois bem. Como planejador de mídia, eu me encantei com os prazeres de uma nova mania. Eu fui seduzido por algo que promete um leque infinito de possibilidades, de aplicações, de diferentes utilizações. Eu me viciei em internet. E observava aqueles que já tinham experiência com a coisa e queria cada vez mais conhecer este mundo, saber tudo o que ele podia me dar, para que depois eu pudesse conquistar novos adeptos, chamar meus clientes para participarem deste mundo maravilhoso. Eu passava noites insones imaginando como eu poderia incluir esta ferramenta nos meus planejamentos, como ela poderia mudar a direção de uma campanha, como ela poderia fazer os resultados transcenderem as expectativas abusando cada vez menos das verbas diminutas. Sim, eu estava viciado.
Hoje, porém, tenho o orgulho de dizer que estou livre. A internet se tornou para mim mais um detalhe que deve ser observado e estudado cuidadosamente a cada planejamento, sem qualquer necessidade intrínseca, sem obrigações, sem esperanças pré-determinadas.
Mas o mais importante não é isso. Esta reflexão me permitiu estender as atitudes para o dia-a-dia. Sabem aquela ideia do “pensar fora da caixa”? Tente mais. Tente agir fora da caixa! Tente fazer diferente todo dia aquilo que você faz quase que automaticamente. Isto é agir fora da caixa. Garanto que vocês vão experimentar um crescimento profissional e pessoal totalmente diferente e positivo.
Alguns dirão que, fazendo isto, eu apenas substituí um vício por outro. É verdade. Mas já diz o ditado da época dos nômades orientais: que se mantenha o vício enquanto lhe traz benefício; esgotando-se isto, jogue-o ao lixo e siga um novo caminho.
Até a próxima.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







após 21 dias sem as doses noturnas de web, as dores, depressão e alucinações dos primeiros dias se reduziram a leve mal-estar e inquietação, fora isso acho que me adaptei a nova rotina de 10 h/dia de conexão.
Um dos mais conscientes artigos sobre o papel da internet na comunicação que li ultimamente.
Passamos mais tempo pensando nos meios de fazer (com enfase aos on line) e esquecemos do fim, onde queremos chegar e como faremos para fazer.
Veja que eu disse como e não por onde iremos fazer.
O que quero dizer é que todo mundo fica pensando em como criar uma “sacadinha” digital para impresionar anunciantes e consumidores, mas nem ao menos planejam e pesquisam pra saber se estes últimos darão bola pra comunicação criada.
Parabéns pelo artigo!
O mais importante é seguir novos caminhos, sempre!
[...] licença ao nosso editor para usar este espaço privilegiado para dividir … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
A alguns meses atrás escrevi algo a respeito dos vícios digitais, porém com um enfoque mais pessoal e não tão profissional.
Tomo a liberdade de colocar aqui o link: http://naomefazpensar.blogspot.com/2008/04/al-al-planeta-terra-chamando.html
Belo artigo, até a rotina virtual cansa. Sempre que possível é bom fazer diferente, mudar os caminhos, isso faz pensar. Vamos desligar o botão automático.
Um mês para se desintoxicar?
Acho que, no máximo, você descobriu vícios novos. O que não é necessariamente ruim. heheh
Espero que, lego menos, nos fale um pouco sobre seus novos vícios como planejador.
abraço
Muito bom o artigo. As vezes chego em casa direto para o computador, quando vejo já são altas horas.
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