Liberdade de imprensa: Civita é nosso rei

Cena de Um sonho de liberdade
No dia 29/4/2008 a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a Unesco (Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) realizaram na Câmara dos Deputados, em Brasília, a III Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. Dentre os painéis de discussão que abordaram a Conquista do Direito à Liberdade de Imprensa” e “Imprensa na História Política do Brasil”, a relação entre publicidade e liberdade de imprensa também foi tratada.
Àqueles que não puderam acompanhar, o empresário Roberto Civita, presidente do Grupo Abril, defendeu a liberdade de imprensa e definiu a publicidade como um dos pilares da liberdade de imprensa, pois, conforme defendido por ele, os meios de comunicação de massa independentes não existiriam sem a publicidade, que não existiria se não houvesse competição, que não seria possível em nosso país sem um sistema de mercado livre, que depende da democracia e da liberdade para garanti-lo.
De maneira geral, toda a divulgação sobre a discussão do tema dentro do parlamento foi positivo, principalmente por ter deixado o assunto em alta na mídia. Graças à presença da ESPM e do Conar, nossos interesses também foram defendidos.
Já havia falado aqui que sou contra a publicidade de cigarro, mas, tendo em pauta a proibição da publicidade de cerveja e a própria discussão sobre imprensa livre, o que pensar quando sabemos que sua venda, fabricação e distribuição continuarão permitidas? Pois, que sejam banidos de nosso mercado os produtos, e não apenas as campanhas, pois, imaginem se a proibição de determinados nichos de publicidade vier a se tornar uma prática do Legilastivo, apenas por considerarem que um produto não é benéfico para o ser humano. Banir uma campanha significa privar um cidadão do seu direito de acesso à informação. Por isso é tão difícil pensar em proibir, pois, estaremos criando precedentes para que cada vez mais nossa área de atuação seja restringida.
Penso que, ao excluir 22 dos 77 artigos da atual Lei de Imprensa Brasileira, para que os jornais e jornalistas passem a sofrer processos judiciais comuns, o STF dá ao governo uma ferramenta para preservar seus interesses políticos ou sua imagem, por poder punir ou proibir a divulgação de informações que estejam contra os interesses do governo.
Rezemos todos para que a Santíssima Trindade (anunciante, veículos e agências) não caia nas trevas da censura.
“A lei determina que a imprensa deve ser livre, não que deva ser boa”.
Thomas Jefferson
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Amém!
Já tinha alguns dias que a Bruna não aparecia, mas como sempre, vem trazendo novidades.
Vocês chegaram a ver a foto campeã do premio Pulitzer?
entao… ate onde vai a liberdade de impressa!?
Pois é Tiago, em um feriado eu estava enlouquecida aqui na agência, e na outra foi feriado. Também preciso descansar né. Até porque, nem sou workaholic, hehe.
Sobre prêmio Pulitzer, segue o link da foto:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14442695,00.jpg
O fotográfo Kenji Nagai que está no chão, morreu poucos segundos depois da foto ser registrada pelo repórter Adrees Latif.
Definitivamente, deveríamos levar este exemplo para o congresso para demonstrar a crueldade que há por trás das forças de censura.
bjOs
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Métricas é sempre um assunto polêmico. Sai na frente quem conseguem medir quantas pessoas viram determinada campanha, quando viram e quem são essas pessoas.
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Não é de hoje que o tema gera polêmica, a publicidade é ou não arte? Uns pensam que sim, outros têm certeza que não. Eu fico com os que pensam que não. Isso não quer dizer que não valorize a profissão ou o trabalho que nela desenvolvemos. Penso só que arte é outra coisa.
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