Lendas, Legião, Lost e uma Lasanha
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Iam os saudosos anos 90, e na época uma banda ainda fazia muito sucesso entre os jovens: Legião Urbana.
Apesar de também gostar da música (lembrem-se, as opções eram poucas, já que na época ainda não dava pra piratear músicas pela internet, coisa que eu nunca fiz, e nunca vou voltar a fazer…), era outro detalhe que me chamava à atenção: a criação de lendas.
Se você não fazia parte da multidão de fãs de Eduardo e Mônica, eu explico: em cada LP da banda, havia algumas frases, nunca explicadas por completo, e que acabavam por criar uma aura mística em torno do grupo, reforçada, é claro, pela temática de algumas canções. Entre as frases, está a clássica “Urbana Legio omnia vincit” (Legião Urbana a tudo vence), ou “Ouça no volume máximo”.
Pode parecer besteira, mas isso fica na cabeça das pessoas (procura no Google, pra você ver). E eu já enxergava isso. Não era uma simples frase, ou um toque poético, mas sim a criação de um ícone.
Esse tipo de construção pode ter sido impressionante para mim, mas não era original. Talvez a maior lenda de todas foi a criada a partir das aparições de Alfred Hitchcock em seus filmes. O que começou com uma simples brincadeira, tornou-se um evento tão grandioso quanto a obra em si, levando o diretor a inserir suas entradas no começo dos filmes, para que o espectador não se distraísse da história.
Esses detalhes curiosos não perderam força. Assista qualquer filme do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Hulk, Homem de ferro, entre outros, e você sempre vai encontrar uma participação especial de Stan Lee, o criador dos personagens.
Porém, atualmente, nada é mais significativo para o tema “lendas” que a série de suspense fantástico LOST. Misturando cultura pop, ação, mistério, e inúmeros detalhes curiosos, a série se tornou um dos maiores fenômenos televisivos do mundo, reforçando o status de JJ Abrams, um de seus criadores, como mago do entretenimento. (Aliás, vocês viram o último episódio? Que animal!!!)
Chegamos então no ponto em que o suíno exerce força de torque sobre a própria cauda.
Por que na propaganda não podemos utilizar as mesmas técnicas? Seja nos tradicionais anúncios televisivos, ou em “modernos” banners pela internet, as informações são mastigadas e empurradas ao público, sem qualquer possibilidade de reflexão.
Assim como quem come o mesmo arroz-com-feijão todo dia não consegue lembrar do gosto dez minutos depois, nós engolimos a propaganda (muito a contra-gosto, por sinal), e num piscar de olhos nem nos lembramos do produto anunciado, que dirá de suas características ou vantagens.
Um bom prato tem mistério. Tem sabores deliciosos, porém secretos, que não são facilmente identificados. Uma boa música é assim. Um bom filme é assim. Um bom livro é assim.
E ainda existem os que defendem que a propaganda é arte… Mas toda arte deve ter seu ar de mistério? Façamos arte então…
Abs!
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Lucas Couto, 26, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras (no calendário de Júpiter).
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Este artigo tem as seguintes tags: Alfred, criatividade, Hitchcock, JJ Abrams, lenda, lost, misterio, quetalisso

Lucas Couto, 26, Co-fundador e sócio da 







AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Finalmente alguém q gosta de Lost nessa casa de gente que adora Desesperate Housewifes…
Quem já leu Lovemarks do Kevin Roberts sabe do que ele está falando.
Mistério é fundamental para criar uma marca que seja amada pelo público e não apenas um “produto varejeiro”.
Se me recordo bem, Roberts disse que “enquanto as pessoas tiverem desejos e metas, sempre desejarão o Mistério. Ninguém nunca ouviu falar de alguém que tem desejos por estatísticas”.
Enquanto houver Mistério várias marcas que o usam continuarão a se destacar. Elas contam a história de suas vidas, alimentando seus mitos e ícones como fez Legião Urbana, Coca-Cola, Stan Lee e a Lasanha do Lucas Couto.
Hehehe, não sabia que o pessoal da Casa não era fã de Lost…
Eu nunca tinha assistido um episódio até 3 meses atrás. Daí peguei a primeira temporada e não consegui parar. É viciante aquela porcaria…
[...] nos tradicionais anúncios televisivos, ou em “modernos” banners pela … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Fala Ninho!
É bem por aí mesmo, acho q o mistério é parte de um produto que dá certo por bastante tempo no mercado. Já viu o auê que rola cada vez que a Apple vai lançar um produto novo?
E pra quem ainda não leu o Lovemarks, favor voltar à universidade e devolver o diploma, até completar o livro…
Ah, a lasanha não é minha, é da minha mãe, hehehe…
Abs, e apareça mais vezes!
PS: Bjo mãe!
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