JUCA – Não basta patrocinar, tem que inovar

Juro que li os títulos de todas as colunas dessa Casa para ver se alguém havia falado sobre o JUCA, e, para minha surpresa, não achei nada. E fiquei me perguntando: porque um blog de propaganda ainda não falou sobre o JUCA?
Pode parecer óbvio para você, mas é bom explicar: o JUCA são os Jogos Universitários de Comunicação e Artes. Participam: Mackenzie, Casper Líbero, Metodista, Belas Artes, ECA-USP, FAAP, PUC-SP, PUC-Camp. A FIAM e a ESPM já fizeram parte, sendo que a primeira saiu sem fazer alarde, e a segunda ainda é assunto para as lendárias histórias sobre a rixa com o Mackenzie. Feriado de Corpus Cristi é tempo de Parada Gay e de JUCA. Ônibus e mais ônibus invadindo cidades do interior de São Paulo, levando universitários que só perdem em estilo para os estudantes de moda e em bicho-grilisse para os alunos da Fefeleche. O nicho perfeito para os anunciantes de cerveja, pasta de dente, conta universitária e camisinha.
O estranho é pensar que estes anunciantes esquecem que estão lidando com pessoas da área, ou seja, publicitários que irão reparar em erros de revisão ou em linhas criativas fracas (como aconteceu com o atendimento que vos fala ao receber folder promocional).
Termina um Juca e na segunda-feira seguinte se inicia a contagem regressiva para o próximo. É assunto garantido para as semanas que antecedem e sucedem os jogos. Aliás, parece o ‘Mein Kampf’ das universidades: o momento ideal para as faculdades marcarem a ferro o amor à ‘camisa’ de suas faculdades e garantir a melhor propaganda boca-boca de sua marca. Prova de que até publicitário cai nas armadilhas do marketing.
Mas, sinceramente, não acho estas ações foram suficientemente exploradas pelos anunciantes. Consigo imaginar outras possibilidades de ações para serem feitas com a gente e para a ‘nossa gente’ em um destes eventos. Pensem em todas as peças-fantasmas guardadas em gavetas, esperando para serem inscritas apenas em prêmios, virem à tona no JUCA? Afinal, somos nós que prezamos pela publicidade criativa. Então, por que não arriscar? Porque será que eu deveria abrir uma conta universitária com um simples panfletinho? Porque será que eu deixaria de tomar Itaipava no open bar para pagar por uma Skol? Porque que será que nos deixamos contaminar pelo pensamento domesticado do mercado até mesmo na hora de falar com nós mesmos?
Sejamos mais legais com nós mesmos, lembremo-nos das musiquinhas desbocadas e dos plágios descarados e impactemos universitários ávidos por criatividade pura e sem bias, como gostaríamos de ter sido em nossos tempos de JUCA. Este é o pedido de uma ex-universitária que acabou de voltar de seu 6º JUCA.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras. 







Também acho que JUCA poderia ser muito melhor explorado. É sempre o mesmo lugar-comum, o feijão-com-arroz.
E Bruna, você é veterana, véia de guerra.
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Jogos Universitários de Propaganda e Arte: JUPA.
JUPA Mackenzie! hehe
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Olá Bruna. Mais uma vez, um belo artigo. Talvez eu te ajude um pouco com a resposta da sua dúvida, de porque não são feitas ações mais incrementadas para o JUCA (e incluo aqui os demais jogos universitários, como a Economíadas, Jogos Jurídicos, Engenharíadas, entre outros). Neste ano aqui na agência planejamos uma ação que, particularmente, achei genial, para uma rede revendedora de pneus e prestadora de serviços automotivos. Além de várias ações que iam ao encontro das expectativas dos estudantes, antes, durante e depois dos jogos, promoveríamos a direção responsável, através da conscientização sobre a necessidade da revisão automotiva antes das viagens de ida e volta. Entregaríamos isso de graça aos estudantes, patrocinaríamos os times, etc. Porém, tanto a cidade de realização dos jogos quanto as atléticas e os organizadores dos eventos dificultam em muito colocar estas ações em prática.
Portanto, acho que sim, as marcas e as agencias dessas marcas devem pensar em coisas inovadoras para os eventos com universitários. Mas também é preciso repensar as políticas adotadas pelos organizadores dos eventos, dando mais flexibilidade para aqueles que pretendem usar de táticas diferenciadas.
Até logo, beijos
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Está todo mundo chapado ou bêbado demais (com exceção da Bruna) pra reparar em qualquer conceito criativo.
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Bruna, parabéns pelo artigo!!
Para saber o que é o que realmente é o JUCA só indo! Sinto dificuldade em explicar em poucas palavras, o que você soube fazer com maestria. Terminei a faculdade no ano passado e achei que seria muito sofrimento ir esse ano de novo, ainda mais que meu pior JUCA foi em 2005, lá mesmo em Guará! Concordo com seus argumentos em número, gênero e grau! As ações deixam muito a desejar… Ou seja, os responsáveis devem ser aqueles que nunca foram a um JUCA e acabam “perdendo” duplamente…
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6º JUCA? Bru, vc é fera!
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Gostaria de fazer algumas considerações.
Apesar de todos estarem bênados, como publicitários vivemos antenados, ou deveríamos, portanto acho válido.
O cara pode tah bêbado, mas lembra q a balada foi boa, que a cerveja tava quente ou fria, que a banda foi loka, que pegou uma gatinha (ou não) e td mais… fora o dia a dia.
Acho que tem uma grande oportunidade aí, não só pra marcas mas pra TODO MUNDO.
Acho que o JUCA é espaço pra vc divulgar seu blog por exemplo.
Dá pra fazer muita coisa e esse ano eu vi isso.
Não sei se vc reparou na última balada que muita gente estava com uns adesivos amarelos escrito “Peguei” Febre Amarela PUC-SP JUCA 2008.
Muitas pessoas estavam com estes adesivos, e nisso incluo barmans, seguranças e principalmente alunos de outras faculdades, já que a PUC tem uma representatividade pequena em ralação às outras faculdades.
Esse ano participei ativamente disso, criando esta ação e algumas outras pela atlética da PUC-SP (como uma cinto-rabo, representando o mascote).
E pude notar que há sim muito espaço, basta atleticanos e agências saberem vender.
Quanto ao projeto citado, da revendedora de pneus, nada chegou até mim, Diretor de Mkt da Atlética PUC Comunicação.
Um projeto legal nesse sentido de trabalho com as atlética é o Boteco Universitário Sol e cito aí a CopaFutSOL que encerra esse sábado sua segunda edição.
Legal o post.
Valeu,
Bernardo
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Pois é, a Bruna criando tendências…
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Oi Bruna, ressaltando o seu artigo, além de muitos estudantes de publicidade, o JUCa conta com todos os tipos de cursos,claro que a enfase maior é para os estudantes de comunicaçõa..Sou estudante de RP da PUC Camp, e senti muita falta desta divulgação,participei do JUCa esse ano, que foi na cidade de Santa Rita do Sapucai-MG, e percebi o quanto os moradores da cidade se surpreenderam com a nossa chegada, faltou informação, e o melhor publicidade,acredito que as empresas ainda não acreditam que o JUCa possa ser um meio de fazer marketing, coitados deles que estão perdendo uma grande oportunidade de explorarem seus produtos.
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