Internet Eyes – Até que ponto vale a pena?
A Milena escreveu um artigo recente sobre a proibição de bebidas alcoólicas. Vou aproveitar o gancho da proibição para escrever meu texto de hoje. Na verdade, não vou falar de proibição, mas de seu oposto, a liberação. Até que ponto vale a pena?
Ontem eu vi uma notícia que me chamou bastante atenção. Ela falava sobre o Internet Eyes, jogo que será implantado na Grã-Bretanha em dezembro. Sinceramente, a palavra jogo não é a mais apropriada nesse caso, já que a coisa é bem mais séria que um simples joguinho online. Eu inclusive escrevi um post sobre esse assunto lá no Pitaco.
Pra quem não viu, vou explicar bem rápido como funciona. Você se cadastra no site e começa com um determinado número de pontos. Até ai tudo bem. Depois, você tem acesso ao circuito de câmeras de vigilância e começa a buscar movimentações suspeitas. Isso mesmo, você terá na tela do seu pc as imagens dessas câmeras em tempo real. Quando o usuário detecta algo estranho, envia por meio do sistema um SMS para o policial responsável por aquela área. Ele então deverá verificar a ocorrência e tomar as medidas cabíveis. Caso o alerta seja confirmado, o jogar recebe pontos. Se for falso, ele perde pontos. O usuário que cometer qualquer tipo de abuso é impedido de continuar jogando.
É da polêmica que eu quero falar. Como eu já disse, até que ponto vale a pena liberar esse tipo de informação? Não sei se é pensar demais como a lá jeitinho brasileiro, mas tenho um sério pressentimento de que isto não vai acabar bem. É o que já dizem os grupos defensores dos direitos civis ingleses.
Já parou pra pensar em policiais sendo despistados por bandidos? Sabe aquele monte de trotes ridículos que são passados diariamente nos bombeiros e serviços de resgate? Imagina só essa situação acontecendo online. E nem comece com o papo de “ah, mas lá é primeiro mundo” porque eles tem ótimos exemplos de como manchar a reputação de um país em poucos segundo. Igual a nós. Tá, talvez um pouco menos, mas ainda assim essa desculpa não cola.
O criador de Internet eyes, Tony Morgan, argumenta que as vigilância é um forte aliado no combate ao crime, e que deixar a população mais segura é é mais importante que isso. Eu discordo, acho que tudo tem um limite. Na minha concepção, o sistema tem apenas 1 ponto positivo e uns 20 negativos. E na sua?
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Bastante polêmico!
Uma coisa é certa: no Brasil isso jamais funcionaria.
[Responder]
Muito bem colocado, André! A Inglaterra já é um verdadeiro show de Truman, né… aqui tem câmera em tudo quanto é canto. Mas dar interatividade para o público é completamente non-sense… é como brincar de polícia e ladrão.
E tem MUITA gente de má fé por aqui, mesmo sendo “primeiro mundo”…
Bjos
[Responder]
Já falei isso em alguns lugares, mas repito: estamos indo direto para “1984″.
[Responder]
Ótimo artigo, agora vai um recado do tipo Desafio, é A/C de Diego Jock, e pode ser para algum colunista com experiência de mercado.
Acompanho a Casa do Galo a muito tempo, e não recordo de ler um texto comparando as diferenças de um trabalho de planejamento de campanha que seja acadêmico e um outro prático desenvolvido em agência.
Mais pra comparar os processos, tipo, alguém que se dava bem na faculdade, mas ralou na agência, ou o contrário, que passava raspando nos trabalhos finais e que se adaptou bem ao mercado.
Fica a sugestão
[Responder]
Olá Patrick,
Obrigado pela sugestão. Vamos ver se rola.
Abraços
[Responder]
Cara isso não vai funcionar direito, a menos que tenha algum tipo de filtro pra se cadastrar no “jogo”, tipo pessoas que não tem perfil criminoso o algo que o valha. Mas ainda assim no momento que algo está online é hackeavel, e dai fudeu.
[Responder]
No brasil acho que isso não iria funcionar, o crime iria dar um jeito de tirar vantagem disso, o lado possitivo talvez seria as filmagens, com certeza isso deverá ser amazenado em algum lugar, a policia poderia usar para reconhecimento.
[Responder]
Galera, mas imagina só o custo de manutenção disso, o vandalismo no brasil é muito grande, ninguém cuida de nada, a destruição dessas câmeras seria algo inevitável, o pessoal não respeita nem o orelhão que tem do lado da sua casa, que algum dia irá servir para ele mesmo, imagina algo que estará vigiando seus passos.
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