Ignorância, curiosidade e o que a publicidade tem a ver com isso
Ignorância
Há mais de duas semanas não tenho tempo para acessar meu leitor de RSS. As poucas vezes que entrei foi para dar uma “limpada” no que eu (acho que) sabia que poderia ser apagado sem ser lido.
Meus livros estão implorando para que eu os abra, nem se for só para folhear.
O último jornal que abri foi para forrar alguma coisa que nem me lembro mais o que é.
Estou desprovido de novas informações sobre qualquer assunto.
Tinha esquecido como isso era bom.
Santa ignorância.
Curiosidade
A mola propulsora das descobertas. Faz todo mundo voltar a ser criança.
Curiosidade causa bens e males. Curiosidade acaba em felicidade. Ou frustração. Se ela te pega (ou se você a pega), não tem como escapar. Você vai agir, você vai querer acabar com ela o mais rápido possível. É obsessivo. Não negue.
E estamos todos condenados a ela. De 0 anos à morte.
Ainda bem.
Publicidade
Jogando com a ignorância, a publicidade tem a ganhar dos dois lados: para quem a cria e para quem a recebe.
Quem cria na trilha da ignorância vai sem receios, sem vícios. Simplesmente vai. E se chegar a lugar nenhum, ótimo. A paisagem durante o percurso abastece essa mente livre.
Quem recebe uma publicidade concebida na ignorância, sem os vícios, sem os receios, sem as fórmulas, sem clichês e referências, surpreende-se. É o encontro com o novo, com o inusitado, com o inesperado. É amor ou ódio. Mas é. Nunca indiferente.
***
Publicidade rima com curiosidade e não é à toa. O consumidor curioso age. O consumidor instigado pela curiosidade quer até o que não precisa, só pelo prazer da descoberta. O consumidor curioso comenta, espalha, cria boatos, alimenta a curiosidade de outros pois não quer ser sozinho, mas corre para não ser o último a manter a curiosidade viva. A publicidade que deixa o consumidor curioso funciona. Não negue. Ou está curioso para saber?
Resumo da ópera
Nunca esqueça que o poder da curiosidade é ignorante.
Sempre alimente a curiosidade por momentos de ignorância.
Na publicidade. Na vida.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







[...] No meu último artigo falei sobre dois elementos que considero característicos para a produção de uma publicidade eficiente e para a absorção do conteúdo pelos receptores da mensagem: (1) a ignorância, no âmbito da desinformação, que faz com que a mensagem torne-se surpreendente e (2) a curiosidade, que dispensa mais detalhes pois justifica-se pelo seu significado. [...]
[...] querer acabar com ela o mais rápido possível. É obsessivo. Não negue. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
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