Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás
E caiu Fidel. Caiu não, saiu por cima. O último ditador latino-americano sai de cena mas mantém a mão forte no leme de Cuba, através de seu irmão, Raúl Castro, interinamente. Caiu um mito vivo, alguém que viveu a Era dos Extremos em sua mais perfeita síntese mas que hoje é apenas um nome, perto do que foi durante muitos anos.
Fidel participou ativamente como líder da Revolução Cubana, ao lado de niguém menos que Che Guevara. A diferença entre os dois é óbvia: Che era um idealista. Fidel foi um ditador - de um sistema político que se mostra velho e alquebrado, fadado a morrer com a queda de seu último bastião.
A máquina estatal cubana andou muito bem até hoje. Há muita pobreza no país, mas há saúde e educação para todos. As empresas nacionais são todas do governo. Até mesmo as grandes produtoras de charutos, os famosos Habanos, um dos produtos mais conhecidos do país em todo o mundo. (N.d.C: eu já vendi charutos cubanos, e um dos mais famosos, o Cohiba, durante muito tempo foi exclusivo do ex-presidente Fidel Castro).
Nas empresas estatais a propaganda é toda controlada pelo governo. Vocês conseguem imaginar o que é isso? Um belo dia você chega na agência, após passar a noite quebrando a cabeça naquele job cascudo, com um recado do tipo: “esse título não agradou o presidente. Favor mudar”. É repressão pura! Na tarde do mesmo dia você poderia ser considerado um reacionário contra o governo.
Ainda no começo da década de 90 a publicidade cubana como um todo sofreu uma pequena abertura. Grandes empresas estrangeiras possuem anúncios em alguns meios, mesmo sendo fonte de muitas críticas por parte de alguns cubanos, que alegam ser antiético anunciar produtos que a população local não teria condições de comprar. É quase uma contravenção social, afinal, o povo cubano em geral é muito pobre (mesmo o seu ex-presidente sendo um homem mais rico que a rainha da Inglaterra).
Lá existe até um sindicato dos propagandistas, o que mostra uma boa evolução neste sentido. A propaganda tem o objetivo de incentivar o consumo de certo produto, mas ela também pode (e deve) fomentar a cultura e a educação, diferente de só mostrar os valores de uma minoria.
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Marquito, 23, é publicitário formado pelo Mackenzie e adora a criação e está de volta a redação publicitária. Escreve para a Casa do galo às quartas-feiras.
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É Marquito, o problema de Raúl Castro é a aceitação pelo povo que não é tão bem visto como o irmão, taxado muitas vezes de carrasco e sem escrúpulos, mas, vamos ver onde vai parar isso.
Abraços.
Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..Jesh e Juan, oportunidades
Eu acho que vai acontecer uma abertura lenta, porém gradual. Quem segurava o barco era o Fidel.
Marquito’s last blog post..2008 vem ai
O Tio Bush já disse que vai “ajudar o povo cubano a conquistar a liberdade”.
To com medo das consequências.
Alessandro Ribeiro’s last blog post..Um dia continua (a continuação)
[...] tá num fluxo mais de assuntos de publicidade do que políticos também não poderia deixar passar a postagem do publicitário Casa do Galo - a imagem é de [...]
Salomon apenas fez a reserva do jatinho e deixou um cheque dele como caução, mas o vôo foi pago pelo próprio Delcídio, conforme ele demonstrou em discurso no Senado, na ocasião. Salomon informou que seu cheque nem sequer foi descontado. NaCasa do Galo: E caiu Fidel. Caiu não, saiu por cima. O último ditador latino-americano sai de cena mas mantém a mão forte no leme de Cuba, através de seu irmão, Raúl Castro, interinamente. Caiu um mito vivo, alguém que viveu a Era dos Extremos em sua mais
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