Google x Cuil x Wikipedia
Minha mãe sempre ensinou-me que a sabedoria dos mais velhos tem seu peso. Num primeiro momento, quando se é adolescente, julgamos como “moralismo” inadequado, sempre acompanhado de uma advertência. Mas, quando citamos pessoas que marcaram sua existência com alguma contribuição para a sociedade, isso fica mais explícito e sem tantos questionamentos. Mérito para poucos, como por exemplo, Sir Isaac Newton (1643-1727). Suas três leis relativas à dinâmica ganharam uma aplicabilidade filosófica nos dias de hoje!
Então, para aqueles que acreditam na terceira Lei de Newton, há duas semanas foi amplamente divulgado um novo sistema de buscas na internet, chamado Cuil (lê-se cool, como no inglês). Esse novo serviço de buscas envolveu ex-engenheiros do Google.
Os produtores do Cuil afirmam que a ferramenta é capaz de rastrear uma parte maior da web, e em menos tempo, devido ao novo algoritmo de indexação. E a base do sucesso do Google foi a idéia de um algoritmo para indexação e classificação de sites/páginas através da relevância, mais conhecido como PageRank®.
Os resultados são dispostos em colunas, com um box lateral para assuntos correlatos como imagens e mapas. Ao pesquisar por “Brazil”, os resultados foram organizados por abas na parte superior da tela. Não sei se por ser uma novidade, mas a experiência foi bem mais agradável do que qualquer mecanismo de busca antes utilizado. Ah, e SEM LINKS PATROCINADOS! Pelo menos, por enquanto.
Em contrapartida, o Google estava mais preocupado com outra novidade: o Knol. Um serviço muito semelhante a Wikipedia, mas suas pequenas diferenças que podem passar desapercebidas, poderão ser a chave do sucesso do serviço futuramente.
Uma das diferenças é o destaque para os “autores” dos artigos, ou como eles mesmos denominam, dos “knols”. Já é uma realidade toda essa discussão sobre diretos autorais e conteúdo colaborativo. O Google mais uma vez inova, juntando peças que, até antes, pareciam desconexas, e colocando ordem nessa “des-conferência” que é a internet.
Mas, o mais importante é termos a consciência do valor que pagaremos por isso, o que essa ‘organização’ e ‘classificação’ exigirá em troca. É muito perigoso alguém escolher e classificar o que é relevante para cada pessoa.
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Wilson Roberto, 29, é publicitário-caçador ou vice-versa na área de Planejamento. Vive caçando de tendências, jobs, baladas; mas está à procura mesmo do 'ócio criativo' e de chefes que o tenham como filosofia. Está se especializando em Estéticas Tecnológicas da Comunicação na PUC/SP. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às terças-feiras.
wilsonroberto@gmail.com | http://www.mediacontacts.com/
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Essa questão do knol destacar autores me intriga. Quão fácil será alguém tomar para si os créditos de um texto/idéia de outrém?
Exato. E o pior é a duplicação dos textos, que pode ser punida pelos robôs do google…
Uia, agora tem gravatar, hein?
Uma fonte mais “confiável”, com PR maior ou outra coisa qualquer, pode “roubar” a autoria, certo?
*Gravatarzado
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