Geração Alfabeto
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Nominar gerações com siglas e letras tá quase virando horóscopo, né?
“Ah, você nasceu em 90?! Olha gente, ele aqui é Y!”
“1959? Ahhh que fofo, um Baby Boomer!”
E por aí vai.
Vou colocar em ordem aqui pra ninguém ficar perdido:
Baby Boomer: nascidos entre 1945 e 1960.
Geração X: final dos anos 60 e início dos 80.
Geração Y: entre 1980 e 1994.
Geração Z: entre 1990 e 2000.
Putz, o alfabeto acabou, e agora? A gente volta pro início? Isso porque a divisão ali gera algumas confusões. Perceba que tem muita gente ali que se enquadra entre duas gerações. Então o cara é o quê? Híbrido? Flex? Vai saber.
E por falar em Geração Y – que eu faço parte – li uma reportagem que dá uma descrição muito parecida com a de um horóscopo. Veja os detalhes:
- Buscam o reconhecimento mais do que qualquer outra coisa. Mas isso também traz a impaciência. Tá bom, pelo menos comigo essa descrição é válida. Só acho que hoje em dias não tem muita gente paciente por aí. Vide os escravos do Google Reader.
- A confiança nos seus próprios valores mais do que em qualquer instituição, faz com que a comunicação com esse público tenha de ser autêntica, íntegra e transparente. Quem aqui goste de comunicação falsa e tendenciosa, favor levantar a mão.
- Desejam o controle criativo e querem liberdade e independência para experimentar o novo. Um subproduto seria o cosplay. Cara, eu faço qualquer coisa na minha vida, MENOS COSPLAY. E enquanto os japoneses continuarem fazendo anime, essa praga de cosplay vai continuar existindo. C’est la vie.
- O excesso de informação é um dos maiores problemas desse segmento, o que implica em uma crise de referências. Google Reader outra vez. Voltamos na história de selecionar mais a informação. Menos quantidade, mais qualidade, E isso deveria valer para coisas além do seu leitor RSS.
- Se colocam como únicas responsáveis pelo sucesso e, consequentemente, pelo fracasso, aumentando os índices de depressão. Depressão é uma dos males do século. Se você é humano, então tem grandes chances de um dia ficar deprê.
Viu, horóscopo puro. Pontos bacanas de se analisar, porém genéricos. Será mesmo que vale a pena considerarmos essas gerações para fazer alguma métrica? Eu não acredito. Vide os motivos acima.
Abraços.
* Imagem que ilustra o artigo de Halo-monk
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: baby, boomer, classificação, cosplay, geração, google, horóscopo, reader, x, y, z

André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Adorei. Belo artigo, André!
O foda vai ser eu tirar essa imagem de vc fazendo cosplay de pikachu da cabeça.
Demais. Vou passar pro meu chefe ler. Ele fica me enquadrando nessa tal de geração Y toda hora.
Beijos.
Se o legal da pós-modernidade é ser identificar com vários grupos e ao mesmo tempo com nenhum, pra q criar um perfil certo pra todas as pessoas se “encaixarem”?
Isso é impossível.
Gostei do artigo
É, voto com o Diego, e agora você tem que publicar uma foto fazendo cosplay de Pikachu.
Eu fiquei deprimido quando li a parte de ter controle criativo. Quis morrer quando você lembrou o vício de google reader.
Aí você fala em depressão porque nós não temos o controle sobre o próprio sucesso. Raios, raios, raios múltiplos. Maldita geração perdida.
É muito fácil dividir uma público gigantesco em apenas 4 baláios. A segmentação de pessoas vai muito além de um calendário.
Ahahaha amiguinhos, meu cosplay de pikachu vai ficar só na lenda mesmo
Eu já vi muita coisa ridícula, mas é difícil aquela que ultrapassa a arte de fazer cosplay auehahuea. E olha que eu sempre fui viciado em desenhos e jogos!
Com relação ao artigo, é isso que o pessoal comentou, hoje em dia a segmentação é individual, todo mundo tenta mostrar aquilo que ELE é. Por isso acho esse negócio de gerações meio furada…
Tudo é mto subjetivo ,alguns se enquadram outros não ,mas é uma forma de lidar com a massa com o geral separar as gerações ,por outro lado tambem não da seguir a risca como se todos fossem assim porque não é!
Bom artigo!
impossivel dividir as pessoas em 4 categorias…até porque tem aqueles que são baby boomer mas evoluiram par a geração Z..e por ai vai =)
não concordo muito com esse tipo de clasifficação
[...] de ler o artigo do André Rafanhin e percebi que, seja qual for a geração, o publicitário X (de incógnita) está mesmo é sendo [...]
[...] This post was mentioned on Twitter by Felipe Almeida. Felipe Almeida said: Geração Alfabeto – http://bit.ly/46ifCW – Nominar gerações com siglas e letras está quase virando horóscopo… (via @acrossrh) [...]
[...] Boomer!” E por aí vai. Vou colocar em ordem aqui pra ninguém ficar … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
eu adoro as pessoas que não querem ser classificadas.
é como aquelas bandas pops que dizem que têm muitas influências, The Beatles, Metallica e Chimbinha…
a gente sempre termina encaixando com algum estereótipo, mas nunca aos 100%, né?
Oi, André!
Achei autêntica e muito interessante sua revolta com a teoria das gerações, mas como eu estudo isso queria só comentar umas coisas pra ajudar a esclarecer um pouco o assunto para você e seus leitores: a teoria das gerações veio da psicologia para a administração, área de recursos humanos! Ela descreve que os grupos de nascidos numa mesma época sofrem influências dos mesmos acontecimentos (e de forma semelhante) e que isso se reflete em características também semelhantes na vida adulta (principalmente na área profissional). Há milhares de textos e publicações falando sobre cada geração e suas características, isso foi só uma tentativa de explicar rapidamente e resumidamente do que se trata!
O caso é que nós, classificados como geração Y, muito em breve seremos a maioria dentros das empresas e nosso jeito de viver é bem diferente, na média, das gerações anteriores (nossos pais, tios, avós). E como tudo na vida, sempre há a possibilidade de uma mesma pessoa apresentar características de mais de uma geração (antecessora ou sucessora) ou de uma que não é aquela em que seríamos classificados inicialmente!
Um destaque que eu queria dar sobre a geração Y: é a primeira que se recusa a aceitar rótulos e valoriza muito tanto a individualidade quanto a diversidade! Gostamos de ser originais sem a chatisse do rótulo! Acho justo!
Desculpe se o comment ficou muito grande, mas achei que valia a pena!
Abraços,
Sabrina
P.S.: A história do cosplay é furada, não tem nada a ver… Quando dizem que o Y gosta de experimentar o novo, a liberade e a criatividade, significa que ele quer (e vai) encontrar um novo jeito de fazer as coisas que todo mundo já fazia… Ou ainda, fazer coisas que ninguém fazia! Que idéia de girico essa do cosplay… aff
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