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Fuck the Fashion

8 Agosto 2007 11 comentáriosescrito por Marquito

Qual a importância da moda para você? E qual a importância da moda para a publicidade? A resposta deveria ser “muita”, ou, “toda”.

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Esse mercado que movimenta bilhões (de reais, dólares, euros) depende muito do mercado publicitário. E a recíproca é a mesma. Um dia você ainda vai trabalhar com moda, mesmo que indiretamente. Ela está presente em quase tudo - do jeans que você usa a revista que você lê, do restaurante preferido ao blog mais acessado.

Moda não se faz somente de garotas magrelas (essas, no caso, nem tanto) desfilando a última tendência da estação. Ela envolve produtores de eventos, patrocinadores interessados em associar a sua imagem, agências, fotógrafos, designers, jornalistas e uma infinidade de outros profissionais que não consigo me lembrar. Quem ai já assistiu O Diabo veste Prada? Em uma cena que a tirânica Miranda quase massacra a sua mais nova assistente por ter falado que o vestido que a modelo usava era só mais um vestido, ela da uma aula sobre o que significa a moda e como ela influencia até as lojas de roupas mais populares. Por isso, se o seu amigo ou amiga disser que a moda não é tudo isso, peça para ele(a) alugar o filme.

E você se preocupou com a moda na última vez que foi mostrar a sua pasta em alguma agência ou participou de uma dinâmica de grupo? Um terno bem cortado ou um blazer do momento podem fazer a diferença sim (é claro que um cerébro conta mais), na hora de se conseguir um emprego. Ou você vai pedir emprego para o Roberto Justus de minisaia e barriguinha de fora? Não que haja alguma regra para isso, mas é importante observar que se a pessoa que for te avaliar tiver um mínimo senso estético (e na publicidade isso é muito importante), o seu jeito de se vestir pode contar uns pontinhos lá no final.

Mas vocês insistem: - Marquito, você tá de frescura meo. Fui na agência mostrar a minha pasta de camiseta do Judas Priest, jeans rasgadão e chinelo de dedo. Ok, ninguém falou que não seria contratado, mas com certeza, se houver alguém com o mesmo potêncial que o seu, e esse alguém se preocupou em fazer a barba e colocar a melhor roupa dele, ele estará a sua frente, pois demonstrou uma preocupação a mais que você.

Mesmo não sendo o mais indicado para isso, ai vão alguns sites bacanas sobre moda:

Dased&Confused; Complex; GQ; VIP; Chic; Vogue Paris; In Style; Estilo

A principal questão que quero levantar aqui não é a maneira como deve-se vestir no seu dia-a-dia, mesmo por que não devemos seguir moda nenhuma a não ser a nossa (se ficar na estica, é melhor né?) mas sim a consciência em relação a moda, que pode fazer parte do futuro profissional de qualquer um aqui. Acredito que a grande maioria que acompanha a Casa do Galo já tenha essa consciência.

Aqui na Editora Abril existe uma liberdade muito grande em relação ao vestuario. Já vi gente com bermuda do pijama (juro!) e boina do Ché Guevara e outros com terno Armani. Mas isso por que o clima da empresa permite. Muitas outras nunca permitiriam um chinelo de dedo que fosse. O importante é ficar bem com você mesmo, mas sem avacalhar.

Um abraço e até a semana que vem!

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Marcos Marquito, 23, é publicitário formado pelo Mackenzie e adora a criação e está de volta a redação publicitária. Escreve para a Casa do galo às quartas-feiras.

marcos.cangiano@gmail.com | http://www.divagacoeseideias.blogspot.com


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11 comentários »

  • Galo disse:

    Marquito, grande artigo, parabéns!

    E essa parte do filme, em que ela dá uma aula, é de cair o queixo.

    Confesso que não sou muito ligado à regras de etiqueta, tendências, etc, mas reconheço sua importância.

    Você deu um bom exemplo sobre a forma de se vestir ao levar o portfolio em uma agência. Pode parecer besteira, mas a primeira impressão realmente é a que fica.
    Agora, depois que foi contratado, se a empresa permitir, seja o que deus quiser! :)

  • Camila disse:

    Olá Marquito
    Poxa, legal seu artigo.
    Muuuito bom esse filme.
    Ah,uma coisa boa da profissão é que nao exige um “uniforme” de todo dia, quanto a regras de etiquetas, a gente nem sempre precisa seguir a risca, basta ter consenso né? Vc está indo arrumar um emprego ou se já trabalha, vai lhe dar com diversos tipos de pessoas. Sinceramente, é engraçado mas eu não gostaria de trabalhar com alguem de pijama do meu lado. Hehehe
    Bjosss

  • Alessandro Ribeiro disse:

    Marquito, você é gay?

  • Rafael Amaral disse:

    Há sucesso também na contramão da moda. (Não a moda de vestuário e sim as tendências da sociedade)

    Quanto a primeira apresentação, é importante, no mínimo, se adequar à ocasião.
    Queira ou não, o modo que você se veste é o reflexo da sua personalidade.

    E Camila, vai ver o cara do pijama tentou lançar uma nova moda…

    obs*Preciso assistir o filme!

  • Marquito (author) disse:

    Não sou gay Alessandro.

    Mas o que isso tem a ver com moda?

  • Alessandro Ribeiro disse:

    Nada. É que eu sou preconceituoso.

  • Marquito (author) disse:

    Preconceituoso com o que?

  • sama disse:

    Ah Markito, você só usa roupinha da A®didas. Tah falando o que hein?!

  • Marquito (author) disse:

    E você que só usa Popeline e Dorinhos Fashion?

  • Grazi disse:

    Adorei o artigo (sou suspeita pra falar do Markito, mas ok). E também adoro este filme.

    Moda está muito mais na cabeça das pessoas do que na etiqueta. Pode-se fazer moda e ter seu prórpio estilo com a roupa vendida na feira da rua de cima da sua. O que vale mesmo é não virar garota propraganda de nenhuma marca. Quem me conhece sabe que gosto de ter meu próprio estilo “Grazi de ser”, mas pergunte-me quantas roupas de marcas famosas possuo, praticamente nenhuma.
    O legal é ousar e fazer o diferente. Pensando que a roupa é como se fosse seu cartão de visitas.

    BJUs

  • Gutos disse:

    Como sempre diz o sincero baiano nato:

    - É idea!

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