Faça o que digo

E o resto da expressão popular você já conhece, não faça o que faço.
O engodo de se utilizar protagonistas que nunca experimentaram o produto anunciado em campanhas publicitárias não é segredo a ninguém. Anúncios para faculdades de comunicação, infelizmente, não são exceção.
Anna Hickmann, Márcio Garcia, Gustavo Leão e Wanessa Carmargo são alguns dos famosos que já anunciaram instituições vendendo suas imagens de sucesso profissional.
Embora o argumento contrário seja o de que tais garotos-propaganda exibem a ascensão profissional para encorajar jovens a trilhar o caminho da faculdade, quando o produto oferecido é a formação, acredito não caber na mesma categoria que outros produtos variados como cremes dentais, eletrodomésticos, bebidas e automóveis.
Ana Hickmann, modelo e apresentadora que nunca cursou uma faculdade, foi estrela dos anúncios da última campanha de vestibulares da rede Anhanguera de educação. Márcio Garcia, que abandonou o curso de administração para fazer carreira como modelo, estrelou campanha da UniABC. Wanessa Camargo já apareceu pela Uniban e Marcelo Leão pela FMU.
Acredito na opinião crítica de futuros estudantes que não se deixam levar por celebridades da tv ou vozes conhecidas do rádio e fazem uma análise séria antes de escolher onde se desenvolverão por quatro anos ou mais. Entretanto, a imagem de profissionais admirados, que porventura tenham cursado a instituição, me parece muito mais sugestiva e estimulante ao candidato a estudante.
Outro ponto contraditório são as faculdades que oferecem o curso de comunicação social, com habilitação em publicidade e propaganda, e não confiam suas campanhas publicitárias à agências especializadas.
Embora encontremos excelências no outro extremo, como campanhas premiadas para instituições de ensino superior, centenas (quiçá milhares) de outros estudantes são profissionalizados anualmente por instituições que não valorizam sequer o produto final de seus serviços.
É isso que dá fazer das universidades, varejo.
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Rafael Amaral, 21, é redator e estudante de publicidade, pronto para encarar o TCC este ano. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Que saída mais manjada, hein
Marcelo Taz tbém já levou alguma graninha p/ fazer propaganda de uma faculdade de Araraquara.
A “varejização” do ensino já começou quando da criação de milhares de faculdade de fundo de quintal.
É um negócio lucrativo, ora pois.
É meter o nariz e ir em frente (é, adorei a foto!).
Os tais “formadores de opinião” estão aí pra isso.
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Métricas é sempre um assunto polêmico. Sai na frente quem conseguem medir quantas pessoas viram determinada campanha, quando viram e quem são essas pessoas.
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