Evangelistas – Eles espalham a palavra
Pouco tempo atrás, recebi um novo job. Novo mesmo.
Apesar de ter uma bagagem considerável como redator, nunca tinha feito nada parecido. O que me fez meditar.
O trabalho: “pulverizar” conteúdo sobre um determinado evento em ambientes de colaboração online, tais como Blogs, Twitter, Yahoo! Respostas, Orkut, Instant Messengers, entre outros.
A estratégia utilizada para atingir este objetivo tem muitos nomes e o que mais gostei é marketing de evangelismo: ações pontuais que encorajam indivíduos a repassar uma mensagem a outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem.
O webevangelismo 2.0 (desculpe, mas não resisti em criar um apelido) usa como tática os próprios consumidores como defensores da mensagem, idéia, causa ou princípios de uma marca, produto, empresa ou serviço. A essência é a divulgação da palavra.
Acredito que a semelhança entre o mercado e as Escrituras é a Verdade. Toda palavra a ser divulgada deve conter fatos e situações verdadeiras. Esta é a condição que diferencia um trabalho sério e profissional: o cuidado com a imagem do cliente.
Na internet, divulgar conteúdo sobre marcas, pessoas ou produtos deve ser baseado em relações de segurança – e em fontes fidedignas. Caso contrário, corre-se o risco do descrédito e de que estas ações sejam consideradas uma farsa. A pulverização disso na internet seria castatrófica. Ou uma heresia com a marca do cliente.
Por isso, nada de perfis falsos. Nada de testemunhos irreais. Nada de comentários e opiniões que simulem o interesse real de divulgar alguma coisa. Seja sempre claro e sincero.
Uma boa prática é referenciar o seu trabalho nas recomendações do Womma – Word of Mouth Marketing Association. Pois é, hoje em dia existe até associação para o velho boca-a-boca.
Nas mídias sociais, que é o grande campo para o marketing de evangelismo, ouvir o consumidor significa:
- Não filtrar conversas
- Responder prontamente e com sinceridade as questões
- Responder comentários, sejam eles positivos ou negativos
- Permitir o acesso em primeira mão à informação e ao conteúdo pelos usuários
- Informar essas pessoas sobre as atividades da empresa e incentivá-las a espalhar a palavra sobre o assunto
Podem ser consideradas práticas anti-éticas:
- Promover post-pago que restringe a opinião e a expressão dos blogueiros
- Usar falsas identidades em uma discussão online para promover um produto, marca ou empresa
- Divulgar informações enganosas
- Usar software automatizado para postar comentários alheios ou inadequados para outros blogs ou comunidades online
- Envio de e-mails não solicitados ou sem opt-out
Vai na fé, irmão.
Mas não espere por milagre.
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Mauro Brasil, 35, é Redator e Arquiteto da Informação. Já trabalhou em algumas agências de publicidade e hoje é responsável pela Gestão de Conteúdo da Intranet dos Correios/RJ. Também já ganhou alguns prêmios mas acha mesmo que o maior prêmio é saber que suas campanhas deram certo. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
maurobra@gmail.com | http://conteudodigital.carbonmade.com/
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Este artigo tem as seguintes tags: biblia, buzz, dicas, etica, evangelho, marketing, palavra, propaganda, publicidade, regra, viral

Mauro Brasil, 35, é Redator e Arquiteto da Informação. Já trabalhou em algumas agências de publicidade e hoje é responsável pela Gestão de Conteúdo da Intranet dos Correios/RJ. Também já ganhou alguns prêmios mas acha mesmo que o maior prêmio é saber que suas campanhas deram certo. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras. 







É a publicidade entrando no mercado das mídias sociais. E, de acordo com seus relatos, com o pé direito.
Não se se enquadra no assunto, mas há uma grande operadora de telefonia que mantém um blog. Achei curioso que nesse blog – na época que passei por ele – só havia elogios à companhia.
Dúvidas e críticas, o que mais se tem para uma operadora de telefonia, não existiam no blog. Acho que isso é prejudicial. Fica mais que óbvio que a empresa está filtrando e mantendo apenas conteúdo favorável no ar. A pergunta que não cala: o que eles querem esconder?
Muito legal o post sobre Evangelismo. Estou agora mesmo lendo o livro “Buzzmarketing”, que tem um capítulo inteiro dedicado a essa prática.
Só acho uma pena que algumas agências que se propõem a fazer mídias sociais no Brasil ainda sejam formadas por “achistas” ou por “websurfers”. Dessa forma, ainda temos muita gente por aí utilizando princípios anti-éticos para se promover e para mostrar NÚMEROS aos clientes.
A gente que trabalha com isso seriamente sabe, que os números podem não dizer nada quando se tratam se ações qualitativas. Mil pessoas podem estar falando do seu produto, mas mil pessoas podem estar falando mal. Parabéns pela iniciativa.
Um abraço a galera do Casa do Galo, parceiros sempre.
Patrícia,
Muito obrigado pela visita e pelo comentário.
Tem muita agênciazinha de fundo de quintal por aí…
abraço
Pois é Thassius,
Se a empresa resolve criar um blog e fomentar a interatividade, que seja de forma transparente e sem restrições!
Obrigado pela visita!
abraços
[...] Excelente texto do Mauro Brasil, no igualmente excelente Casa do Galo, promove uma apresentação mais bacana do perfil do [...]
dica do @cabianca webevangelistas, eles (nós) espalham a palavra http://tinyurl.com/4lp2l8
[...] Excelente texto do Mauro Brasil, no igualmente excelente Casa do Galo, promove uma apresentação mais bacana do perfil do [...]
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