Eu estou ficando chato
Ninguém discorda que o mundo da publicidade está TENSO pelas mudanças que estamos vendo mundo afora. Os jornais estão morrendo, as redes de TV estão sendo trocadas pelo Youtube, e o computador está virando a principal fonte de informação e entretenimento (eu sempre digo, quando acordo, a primeira coisa que eu ligo é o computador, só depois ligo a TV, que fica de “som ambiente”).
Diante de tantas mudanças, seria normal que as agências de propaganda estivessem investindo e estimulando seus funcionários a criar estratégias de comunicação cada vez melhores, mais criativas e eficientes, certo?
Er, mais ou menos…
Já dizia o grande pensador chamado Lucas Couto: “Quando vejo algo com o qual não concordo, no lugar de apontar onde os outros erraram, tento pensar onde eu posso estar errando”.
Seguindo essa filosofia, só me resta uma conclusão: EU ESTOU FICANDO CHATO.
Cada vez mais eu vejo propagandas que não me arrancam nada além de uma crítica. Campanhas que não são claras, que só chamam a atenção de quem gosta de propaganda, que usam bordões manjados e pouco profundos.
Sim, eu sei que gosto não se discute, e que eu posso não ser o público-alvo de alguma dessas peças. Mas esses pontos fazem parte da minha crítica. Sempre fui um admirador de campanhas que não eram “pra mim”, mas que eu considerava eficazes para o público pretendido. Mas o que vejo hoje é uma onde de campanhas totalmente alheias a qualquer filosofia de eficiência. O Assinante UOL? Saia da Sibéria? O cara que tem disfunção erétil e pede conselhos ao pai da esposa? E as propagandas de carro? Qual o resultado dessas campanhas? Tenho dúvidas se elas passam alguma mensagem, ou se contribuem para o fortalecimento da marca.
Por outro lado, algumas campanhas ainda me chamam a atenção. Particularmente eu gosto muito da identidade criada pela Oi, que vai do visual em tons sépia, à linguagem, cenografia, figurino… Cada vez que vejo uma peça, eu sei de cara que é da Oi, e ela acaba te prendendo por alguns segundos, o suficiente pra você lembrar da marca, e decidir se quer ver o filme.
Também achei muito interessante a campanha do absorvente feminino Sym, que usa de metalinguagem para criticar alguns estereótipos de propagandas de absorvente, como o líquido azul, a protagonista usando calça branca, e a felicidade geral em tempos de TPM. Não sou o público, mas achei que foi bem-humorada, e que tentou se conectar ao público (mulheres, me corrijam se eu estiver errado).
A verdade é que eu não sei se eu estou ficando chato e mais exigente, ou se as propagandas estão piorando. Mas o comentário “Nossa! Que propaganda tosca!” está ficando cada vez mais comum em meu vocabulário.
Abs!
Lucas
PS: Espero que os leitores não pensem o mesmo dos textos de quinta-feira, hehehe…
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Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
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Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras. 







Imagina Lucas que vamos pensar isso dos posts de quinta, aliás, meus olhos brilham quando vejo no reader o link da casa do galo apontando post novo, não lido, que agora não-lido-não-é-mais. Gosto tanto dos post da casa que não os leio no reader, faço questão de bater a porta e ver o que o galo reserva para as mentes curiosisticas-publicitárias.
O problema Lucas, ou parte dele, está nas universidades. Até queria pedir para voce escrever um dia desses para quem ta na faculdade de pp., porque eu to só no segundo semestre e vou te contar uma coisa: É F*, aliás, tá beeemm f*, tudo bem, algumas pessoas vão dizer que os primeiros semestres das faculdades de publicidade são broxantes, e até concordo que são, mas não há, pelo menos onde eu estou hoje, nada que ajude a suscitar nos estudantes uma visão mais inovadora e até questionadora, uma iluminação, um debate sobre as novas mídias.
O que vejo é que são empurrados eventos, palestras e mini-cursos abordando sempre a velha mídia, sempre aquela água-com-açúcar, a faculdade cria para ela própria campanhas de processos-seletivos semestrais fraquíssimas, videiras pérolas de exemplos do que não deve ser feito em campanhas publicitárias e que qualquer recém nascidocitário sabe que não cola e se não cola porque fazem?
Será que vou morrer sem ver propagandas mais criativas entre as faculdades? Parece que vendem uma forma de fazer bolo (campanhas) para as faculdades e universidades. Porque não fazem um concurso de briefs, mesas redondas, brainstorming entre alunos, estratégias em redes-socias, virais produzidos pelos alunos, sei lá, acho que nem pesquisa elas fazem.
Só um último comentário: Tudo bem que para se fazer propaganda inovadora e que vende não precisa ir para a faculdade, não necessariamente, visto que muitos gênios da área nem passaram por ela.
Mas se a propaganda hoje está fraca, a academia está atrapalhando a ajudar, ops, ajudando a atrapalhar, e muito!
Desculpem utilizar esse espaço da casa para desabafar.
Obrigado Lucas se conseguir chegar até o final desse coments.
Abraços! E bom dia!
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Ô Geraldo, que bom que gosta da Casa. Ficamos todos muito felizes em saber.
E desabafe quando quiser!
abraço
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A qualidade tem caído mas ainda há alguns bons comerciais.
Mesmo assim, nada que se compare aos clássicos.
http://www.youtube.com/watch?v=ZDJeDLeB5Xs Chop Brahma, 1992.
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Fala Geraldo!
Antes de qq coisa, mt obrigado pelo comentário, e pelos elogios! Agradeço em nome da Casa…
Cara, vou me permitir discordar de vc: acho que o problema COMEÇA na faculdade. O problema é que a maioria dos profissionais continua fazendo como aprendeu (toscamente).
Eu não sei exatamente como está sendo o seu curso, mas o meu era pautado por uma base teórica em comunicação (de + ou – 2,5anos), pra depois partir para a prática.
Sempre achei essa estratégia absurda, até porque boa parte do que os professores passam nas aulas teóricas poderia ser encontrada numa simples visita à Wikipedia.
Eu até vou revelar pra vc um segredo de bastidor do Que Tal Isso?. Dias atrás eu estava escrevendo um texto pra Casa do Galo, falando justamente sobre como o curso de Publicidade não prepara bem os alunos. O problema é que a empolgação e indignação deixou o texto com mais de 10 páginas, rs… E eu comecei a ver que precisava organizar melhor as ideias, mas tb q a Casa tvz não fosse o melhor lugar pro resultado final do que tinha escrito.
Deixando a falsa modéstia de lado, acho que eu redesenhei todo o curso de Comunicação Profissional, uma nova profissão que reuniria Publicidade e Propaganda, Marketing e Relações Públicas. Afinal, não entendo como alguém pode se intitular publicitário se na criação de uma campanha não pensa num evento ou mídia espontânea (parte de RP), ou ignora o PDV e o Produto (parte do Mkt). Por isso acho besteira separar uma coisa das outras, e daí veio a ideia de redesenhar os cursos.
Esse trabalho está em desenvolvimento, porque acredito que pode virar algo maior, e tvz até levemente relevante, a ponto de ser apresentado para universidades ou coisa do gênero.
(Aliás, se alguém não achar megalomaníaco demais, e quiser trocar umas ideias sobre o projeto, será mt bem-vindo, rs…)
Mas voltemos ao q vc escreveu…
Cara, se vc está andando em direção a um precipício, e ninguém diz pra vc parar, vc continua andando ainda assim?
Os professores (em geral, tive ótimas exceções, como o http://www.luli.com.br) não trarão muitas novidades pra vc. Afinal, vc é só mais um aluno, que “ainda tem mt a aprender”. Eles já estão lá faz tempo, todo semestre ensinando a mesma coisa. E é necessário um profissional MT BOM pra conseguir se reinventar a cada seis meses.
Dias atrás eu ouvi uma entrevista na CBN sobre o futuro do curso de jornalismo, e entre os participantes estava o reitor da Casper Líbero, acho. Ele comentou em algum momento que o maior problema não era a ansiedade dos alunos, que estava se formando em uma profissão que está recebendo mt questionamento atualmente. O maior estresse seria o dos professores, que já estão a tanto tempo parados que não conseguem se imaginar mudando.
Se eu tivesse q fazer uma recomendação (que ninguém me fez qnd eu estava na sala de aula), seria a de caçar boas influências, e tentar entrar em contato com o máximo de pessoas boas q vc puder.
Não deixe que os prof limitem sua capacidade. Vc está na facul apenas pq os mais velhos ainda olham torto qnd alguém diz que não tem diploma.
E arrisque. Proponha coisas novas pra sua faculdade. Cole nos prof q são mais modernos, e tente convencer a instituição a aceitar umas “maluquices”, como as q vc citou (concursos, criação da campanha da própria faculdade, etc)…
Mas o principal: não espere nada da faculdade. Ela é apenas uma fase, pra vc conseguir um diploma, meia dúzia de conhecimentos técnicos, algumas ressacas, e o máximo de amigos/networking q puder.
Abraços!
PS: Esse meu comentário ficou tão longo que eu acho q vou receber um boleto da Casa do Galo, pra pagar por excesso de tráfego, rs…
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Ou ficou tão grande que na quinzena que vem você não precisa escrever. hehehe
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Pô Thiago, vc apelou.
Eu nem lembrava mais dessa propaganda, sensacional!
Acho que ainda hj existem uns bons exemplos. Mas os toscos são mt mais numerosos, e não só na TV. Hj ouvi no rádio algo mais ou menos assim:
“Amor de mãe faz assim: *som de criança e mãe*
Amor de namorados faz assim: *som de casal namorando*
E amor de carro faz assim: *fon-fon*
O shopping X está com a promoção Amor de Carro, etc, etc…”
Não quero nem entrar no mérito do briefing, se o cliente é chato ou não, ou se o prazo estava apertado. Só não consigo imaginar q uma agência entregue apenas isso. Nada contra a empresa, mas “what the hell were you thinking?”…
Abs, e volte sempre!
[Responder]
Lucas, adorei esse artigo! Apesar de não ter a sua experiência, também estou chata!! kkk E concordo que a propaganda da Sym é no mínimo interessante. Eu particularmente nunca gostei das propagandas que passam a idéia de que usando um determinado absorvente nos sentiremos “seguras”, sem vazamentos e estaremos felizes! Fala sério! Nenhuma mulher fica feliz nessa época!!! É super desagradável menstruar!! Felicidade é quando acaba!!kkk
Acredito que as agências deveriam pesquisar mais sobre o público alvo dos seus clientes, só assim conseguiriam se diferenciar, como a marca Sym!
bjos
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Lucas eu concordo com o seu texto e também sinto a mesma coisa. Só não entendo como os donos de empresas podem pagar valores absurdos para criação de uma campanha simples que não tem nada de criativo e que aparentemente não é nada funcional…. e também não entendo como podem gastar mais um absurdo de grana para veicular essa “campanha” em todos os tipos de midias. Acho que a explicação pra isso só pode ser Caixa 2!
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Ô Jock, tá me expulsando da Casa? Hehehe…
Era muita coisa pra falar, e pouca vontade de resumir, rs…
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Fala Lucas,
O debate dessas idéias é sempre bem vindo. Venho buscando referências fora da faculdade desde de antes de entrar lá, porque já percebi que esperar vai me fazer ficar parado no tempo, o problema é que não vejo a galera correndo atrás, tudo bem que são meus concorrentes, mas se eu conheço coisa nova e busco inovar, quero ver coisa nova saindo daqueles que se formarão comigo também ora essa, quanto mais gente boa fazendo coisa boa, melhor para o mercado.
Quando ao esquema de 2,5 anos trabalhando com teoria é mais ou menos o esquemão que segue na maioria da faculdades, mas eu não fico tão afobado quanto a ter aulas práticas, a questão é que não vejo o debate de novas mídias, nem twitter os professores sabem o que é.
Ah e eu acompanho o que o Luli fala e escreve e é redundante dizer que o cara é Fera.
Gostei da suas idéias, juntando com as minhas, e mais um monte que saí na casa e em outros blogs eu venho construindo uma nova forma de olhar para a publicidade, todos os dias leio, sites e blogs, que muita gente na facul nunca ouviu falar, mas tenho buscado informação e espaços como esse aqui são muito bem vindos sempre.
Abraços!
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O que está “pegando” com os empresários que pagam pela conta de campanhas fracas talves esteja relacionado ao medo de arriscar, e acabam escolhendo fazer o que todo mundo está fazendo, o que “vende”, o que o vizinho decidiu fazer e por aí vai e tem um pouco de desconhecimento também. Uma vez alguém disse que se soubesse fazer propaganda a empresário não contraria a gente pra fazer, ou seja, assim como tem empresario conservador por naturesa tem aqueles que fazem por desconhecimento.
Ainda mais com aquela premissa que algumas empresas e agências adotam de não inovar na crise, de fazer sempre o mais do mesmo porque o periodo é arriscado.
Talves seja isso.
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Oi Karina…
É impressão minha ou vc me chamou de velho? hehehe… Não sou tão experiente assim, rs…
Mas eu admito que ando bem resmungão mesmo. Tem uns dias q eu paro pra ver as propagandas, e fico falando: “Nossa, q tosco”, “Fala sério, q horrível!”, e por aí vai…
Pra quem não viu, achei essa propaganda do Sym no Portal da Propaganda, e acho q ela ataca bem esse ponto q vc citou. É uma das poucas propagandas q usa um humor dedicado ao público feminino (geralmente o humor é mais masculino, mesmo em produtos q não são de gênero).
Sobre as pesquisas, o pior é que isso já acontece. Mas a minha experiência diz que é muito mais comum fazer uma pesquisa só pra mostrar q se está certo, do que pra ouvir o consumidor.
É tanto dinheiro gasto que parece desperdício, diante de tanta coisa legal que poderia ser feito.
Bjos, e volte sempre!
[Responder]
Fala octavio!
Cara, não descarto a existência de caixa 2 não… Mas se eu tivesse que apostar minhas fichas, ia dizer que é simplesmente uma falta de vontade de fazer diferente, combinada com uma falta de foco no resultado, e falta de humildade.
Precisamos tb pensar em qual é a real função de uma agência: Vender mais para o cliente, ou fazer o cliente vender mais?
Esse questionamento é importante no dia-a-dia, pq muitas vezes a agência deixa de apresentar algo inovador pelo medo de levar um não do contratante.
Abs, e valeu pela visita!
[Responder]
A propaganda está em baixa em alguns setores na minha opinião mesmo. Não pela falta de bons profissionais, mas sim pela falta de um certo investimento para que seja feita uma excelente propaganda, investimento este que não é $, mas algo que o profissional se sinta bem, pessoas confiaveis, etc.
Belo texto Lucas!
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Fala Geraldo,
Eu tb fico meio decepcionado com alguns colegas da época de facul, ou mesmo o pessoal que conheci em minhas experiências profissionais.
A verdade é que é muito mais fácil criticar o trampo, o cliente, o mercado, e o público, que criar a coragem pra fazer algo a respeito.
Tem muita gente que se acha inovador, e enm sabeo que é Twitter, Linkedin ou Web3.0 (só pra citar exemplos “banais”, nada tão inovador, complexo ou específico).
E se o pessoal de mercado está nesse ritmo, o que esperar dos professores. Acho que uma saída é sentar de boa com os acadêmicos mais “cabeça-aberta”, e começar a explicar essas novas tecnologias, de boa mesmo. Assim tvz role uma troca de experiências entre quem manja muito da teoria, e quem está imerso na prática.
Já dizia meu mais que o mundo é um elefante lerdo, se vc tentar esmurrar ele, pra acelerar o passo, ele te esmaga. Mas não custa nada a gente ir dando as nossas cutucadas, só pra deixar o elefante mais esperto.
Enquanto isso, quero acreditar que o pensamento e atitude inovadoras tirarão a gente desse marasmo. Em alguns momentos é bom manter tradições e costumes, sem fazer diferente. Mas se isso fosse regra, estaríamos andando a cavalo, escrevendo cartas e morando em cabanas no meio da floresta, hehehe…
De qq maneira, essa troca de experiências é bem legal. Pena que ainda alcancemos poucos, com o nosso bate-papo aqui nos comentários, rs…
Abs!
[Responder]
E aí Gulherme?
No fundo acredito que os profissionais de propaganda estão entrando no ritmo em que já estavam os profissionais de outros setores. Se antes podíamos nos considerar ousados e criadores de tendência, cada vez mais estamos nos transformando no estereótipo do funcionário público, que mal cumpre a obrigação, e quando o faz, é com mau-humor e má-vontade.
Precisamos de mais gente (não só na propaganda, mas em todos os setores) que encare o seu trabalho como algo além de simplesmente obedecer ao chefe. Que consiga enxergar sua própria importância na sociedade, dar valor a isso, e buscar entregar resultados cada vez melhores.
Buscar esse auto-questionamento não é moleza (nem tão divertido, quando feito com profundidade). Mas é necessário. Se a gente não se questiona (e muda), como buscar criar algo relevante ou surpreendente, pra um mundo que cada vez se impressiona com menos facilidade?
Abs, e volte sempre!
[Responder]
Lucas muito bom seu post se vc está ficando chato eu já sou extremamente insuportável, o que dizer por exemplo da Campanha Institucional da Amil, onde aquele cara parece que tomou chá de cogumelos ?
Realmente onde vamos parar…
[Responder]
Oi Helena!
Eu já tinha visto essa propaganda, esqueci de citar no texto, mas ela merecia. É realmente muito ruim!
O conceito era tão bom “Você não está sozinho”… Dava pra fazer uma campanha engraçada, ou uma peça totalmente emocional, profunda (com estética tipo Stella Artois).
Não sei de onde que o pessoal da Amil tirou q era legal fazer filme meio estranho, onde vc demora 2 horas pra descobrir que estavam falando de plano de saúde, hehehe…
Bjos, e obrigado pela visita.
[Responder]
Ow Lucas…você não citou o Dollynho,buta Campanha e aquela criação com cara de Britney Spears careca é simplesmente fantástico, aquilo entra na sua mente e não sai mais,tive altos pesadelos e ainda cantava a musiquinha no banho.rs
Enfim,eu tenho medo de expressar minha opinião,porque tb to ficando chata.rs
[Responder]
Se você estiver antenado nas notícias e o que está sendo falado pelo mundo a fora, você vai entender que estamos entrando numa era em que a qualidade já não importa mais, os chineses dominando o mercado com produtos de má qualidade, etc. É triste ver o caminho que estamos indo principalmente na área gráfica, é incrível ver recém formado em design gráfico fazendo trabalhos de micreiro ou até pior. Propaganda, publicidade, é uma merda manipuladora, daqui apouco vou andar com um banner do McDonald na testa.
[Responder]
Hehehe…
Oi Luiza,
A propaganda do Dolinho não entra na lista, porque aí é covardia. Pra mim ela está na mesma categoria da Mearim Motos (se vc não conhece a Mearim Motos, manda um youtube, e INVISTA 10 minutos no seu bom-humor). Cuidado, o nível de Vergonha Alheia chega na casa dos 8, rs…
[Responder]
Fala Marcos!
Vamos dizer que eu prefiro ser mais otimista…
Acho que o mercado para serviços “fast-food” (como design fast-food) é inteeressante, e não deve ser deixado de lado. O McDonalds pode não fazer o melhor hamburger do mundo, mas vc não sente vergonha de entrar lá, rs…
O problema é vc ver propagandas (ou projetos de design), com um investimento gigantesco, de grande marcas, com resultado deprimente.
Abs, e volte sempre!
[Responder]
Esse comercial do chopp da Brahma é realmente muito bom, sensacional!
[Responder]
Lucas, eu já acho que o problema não é SÓ das agências e seus profissionais. Eu disse SÓ. Também é, mas não apenas.
Diariamente vejo muitos clientes EXIGINDO “Campanhas Tipo Aquela”. O que é isso? São campanhas que o cliente toma como referência para que a agência se baseie quando for criar. “Olha, a gente quer uma campanha tipo a daquele sabão em pó, em que a criançinha vem correndo, abraça a mãe…”. Enfim, já vi – e aposto que muita gente daqui também já – muitas campanhas boas serem reprovadas. Campanhas que tinham tudo pra dar certo, respeitando o briefing, a problemática do cliente e ainda merecedora de prêmios na área. Ou seja, barba, cabelo e bigode.
Eu sei, a agência não tem que ficar de quatro e deixar o cliente tomar as rédeas do jogo, afinal, quem entende de comunicação não são eles. Mas quem paga as contas do jogo? Se ele não fizer, tem uma agência ali do lado que vai ganhar uma grana preta pra fazer exatamente como ele quer. Ou seja, o cara não vai precisar queimar nenhum neurônio pra criar nenhuma campanha cabulosa e vai encher o bolso. Enfim… essa questão é tão velha quanto a Ana Maria Braga.
Concordo com você que as campanhas estão ficando cada vez mais chatas e há muito já viraram paisagem. Infelizmente, por um bom tempo vamos ter que nos acostumar a ver só campanhas boas em sites pela internet.
Abraço, velho.
[Responder]
Fala “brindes”!
Sua mensagem parece SPAM, mas eu agradeço o comentário ainda assim, rs…
Abs, e volte sempre!
[Responder]
Fala Kenzo,
Na verdade eu vejo um círculo vicioso. As agências passaram muito tempo gastando a verba do cliente sem passar qualquer resposta sobre retorno, ou resultados de campanha. Isso acabou minando a confiança do cliente na agência.
Mas não precisa ser assim. Vai dizer que vc chega no médico falando que quer tomar um remédio parecido com o da sua vó? E se você fizesse, o médico aceitaria?
É claro que não é fácil contrariar o cliente. mas é necessário, até para que ele veja que você está lá pra trazer resultados, e não pra simplesmente fazer um filme bonitinho e colocar no ar.
Lembre-se, no fundo o que todo cliente quer é mais dinheiro no bolso…
Abs, e valeu a participação!
[Responder]
Muito bom este artigo e os comentários que renderam.
Eu escuto todo dia que eu sou chato, pq falo que a velha propaganda não serve para os novos consumidores, mas é assim, se você quer mudanças tem que fazer e neste caminho, você incomoda muita gente mesmo, mas é divertido tb;.
O problema não é só na faculdade, mas como falaram vem dela, pois os profissionais acham que o que aprenderam e aprendem lá, é sagrado. Nosso trabalho para mudar isto é educação de clientes, colegas de trabalho, jovens estudantes e professores universitários. Ou seja temos que ajudar eles a enxergar que mudou, que as velhas formas não servem mais. Esta é nossa missão, mesmo que sejamos “os chatos”
[Responder]
E aí Raphael?
Acho q uma parte dessa minha indignação é rabugice mesmo. Mas por outro lado, a situação é pior do que parece.
Se não bastassem os desafios que a internet (e todo esse universo que está sendo criado) coloca diante da propaganda, parece que a criatividade está indo pelo ralo.
Por isso é importante questionar, antes que a profissão de publicitário vire capítulo de livro de história… (parece exagero, mas não me espantaria se isso acontecesse nos próximos 10 anos).
Abs!
[Responder]
[...] discutimos em um texto anterior aqui na Casa, parece que a qualidade das campanhas publicitárias vem caindo muito. Não importa o [...]
O problema são essas pessoas que se acham o com o rei na barriga e pensam que toda propaganda é feita para ela.
Já parou para imaginar q talvez a propaganda do Assinante UOL seja p/ quem ainda nao tem internet. E não vc que está ai, usando a televisão, o telefone e computador ao mesmo tempo, no conforto do seu lar…
Acho que temos olhar p/ fora do umbigo!
[Responder]
Chato não, perfeccionista, parabéns pelo artigo.
[Responder]
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