Endossa – A evolução dos novos negócios
Muitos se dedicam ao estudo para reinventar a tradicional forma de se fazer negócio. Mas as grandes idéias estão nas atitudes mais singelas
Outro dia, aqui na agência, entre aqueles e-mails coletivos sobre tendências e pesquisas sobre o mundo on-line, teve um e-mail que me chamou a atenção: não tinha nada a ver com internet! Ele divulgava uma única loja. Não era uma loja comum, mas que envolvia um novo jeito de se fazer negócio, cheio de conceitos.
Endossa é essa nova loja situada no número 1.360 da Rua Augusta, em São Paulo. O nome já sugere o conceito onde cada compra é tratada como um endosso do cliente, assim, só teria direito a continuar nos boxes (caixas onde os produtos são expostos) os produtos/marcas mais vendidos (endossados pelos consumidores). Ou seja, para permanecerem na loja, os vendedores têm uma meta que é arrecadar em vendas, no mínimo, o valor pago pelo espaço. Caso a marca não atinja essa meta durante três contratos consecutivos, a marca não pode alugar espaços no mês seguinte.
Embora haja no site uma defesa conceitual da loja, toda baseada em conceitos ‘internéticos’ como Web 2.0, long tail e cool hunting, o que mais me chamou a atenção foi o fato do serviço se parecer muito com os algoritmos dos buscadores na rede. O Google, por exemplo, criou uma escala chamada page rank para classificar os sites, dentre muitos fatores que compõem o algoritmo, está a relevância e a popularidade dos sites. Teoricamente, os mais buscados e relevantes à sua procura, virão na frente. Nesse mesmo raciocínio, serão os consumidores que definirão as marcas mais relevantes para continuar na loja pelo volume de procura pelas mesmas. Além da Endossa, temos outros modelos diferentes on-line, como a Threadless e, aqui no Brasil, a Camiseteria de “compra como endosso”.
Para os empreendedores/expositores eles contam ainda, além do espaço e de toda essa dinâmica – que se assemelha muito a um paredão de Big Brother versão capitalista –, com um software que auxilia na administração financeira e mercadológica das marcas, e com uma comunidade com a finalidade de estabelecer um canal de comunicação e divulgação das marcas com os consumidores.
Foi uma ótima idéia diferente de se fazer negócio, assim como, para a publicidade, com um forte conceito baseado em comunidade. Agora, o sucesso desse modelo de serviço vai depender da interatividade da loja com os consumidores e da transparência na escolha das marcas/produtos para exposição. Pois, estamos cansados de tanta corrupção e manipulação visando única e exclusivamente o enriquecimento ilícito de seus proprietários! Caso você tenha alguma sugestão ou indicação, não se acanhe e mande para nós, porque, aqui, interatividade é lei!
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Wilson Roberto, 29, é publicitário-caçador ou vice-versa na área de Planejamento. Vive caçando de tendências, jobs, baladas; mas está à procura mesmo do 'ócio criativo' e de chefes que o tenham como filosofia. Está se especializando em Estéticas Tecnológicas da Comunicação na PUC/SP. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às terças-feiras.
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Wilson Roberto, 29, é publicitário-caçador ou vice-versa na área de Planejamento. Vive caçando de tendências, jobs, baladas; mas está à procura mesmo do 'ócio criativo' e de chefes que o tenham como filosofia. Está se especializando em Estéticas Tecnológicas da Comunicação na PUC/SP. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às terças-feiras. 







Essa loja fica na minha quadra, e eu sempre fiquei curioso para entender como ela funcionava. Muito interessante!
Seja bem vindo a Casa. Realmente, muito interessante o conceito de loja. Engraçado como achamos que não há mais nada para ser inventado e de repente, bum… algo novo surge no mercado.
Parabéns pela coluna. Abraços.
Ricardo’s last blog post..Uma questão de lógica
- Aí eu penso em um ventilador, já existe! Aí um liquidificar, já existe! Não tem mais nada pra ser inventado.
Muito interessante a loja. Essa nova face de venda nunca tinha visto, mas acho que a moda pega!
Danilo Bittencourt’s last blog post..Estômago
Como é de seu interesse mesmo, caçar tendências, inovador eu diria o conceito da loja.
Parabéns.
Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..Quem matou Isabella Vasconcelos?
Fernando Paes’s last blog post..A arte do anti-marketing
Quanto ao post, realmente é uma tendência o consumidor decidir o mercado e não o contrário, com todas esta convergência de informações….
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