Eleições 2008: E nós com isso?!
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Ainda na vibe das eleições… Aliás, que vibe? Pensando sobre a monotonia, isso sim…
Na teoria, a nova lei eleitoral e suas restrições deveriam diminuir o poder persuasivo da grana. Não se trata, neste caso específico, de impedir a compra de votos. Isso sempre foi proibido, sempre existiu e sempre vai existir. A tentativa é de minimizar os efeitos dos brindes, presentinhos e afins já que, pra algumas pessoas, o simples agrado de uma camiseta vale mais do que inúmeras (e imprudentes) promessas de campanha e é até mais eficiente que o voto de cabresto.
Os candidatos, na condição única e exclusiva de candidatos, apóiam a lei, defendem a idéia de iguais condições de disputa entre os eles. Bobagem! Na prática, mesmo com as restrições, a grana faz diferença… E muita!
Custa muito caro, por exemplo, fazer uma infinidade de banners e placas o suficiente pra encher todos os principais cruzamentos da cidade (tenha ela o tamanho que tiver) e fingir que eles não são fixos!
E o buraco ainda desce…
Em Campinas ficou nítida a diferença entre a campanha do candidato a reeleição, que foi reeleito, e a de seus adversários. Uso da máquina, estratégia, produção das peças… Tudo com um toque tão refinado que dá pra supor que não ficou nada barato.
E eu com isso? E você com isso?
“Pode um publicitário alugar a cabeça ao candidato que sabe não ser o melhor, que não mereceria seu voto, mas ofereceu vantagens inacessíveis ao concorrente a quem sobram virtudes mas faltam verbas? O pessoal do marketing político está a margem da ética? Leva quem paga mais? Perguntas desse gênero pedem, aos gritos, respostas imediatas.” (Augusto Nunes em nomínimo)
Rafael Galvão é taxativo:
Pode um médico só cuidar de quem admira? Pode um engenheiro construir casas apenas pra pessoas que ama? Você, publicitário, vai deixar de fazer propaganda do Sempre Livre só porque não tem ‘períodos’?!
Exagero comparar político à absorvente?
Já tive ideologia política e já a exercitei enquanto aluno de universidade pública, mas foi lá dentro, na frente da diretoria acadêmica da Unicamp, que conversando com um grande amigo, anos atrás, eu disse: “Se esse lance do painel do Senado não der em nada eu desisto!”
Lembremo-nos que logo depois o finado ACM, protagonista desse capitulo da política nacional, novelesco como tantos outros, se tornou presidente da comissão de ética da casa.
Pode parecer egoísmo e em grande medida deliberadamente é, mas tô com o Galvão (não o Bueno, pelo amor de Deus! O Rafael Galvão): O jornalismo deve ser imparcial, a publicidade não.
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Gui Pignata, 27 anos, é músico, quase físico e bacharel em Música Popular pela Unicamp. Estuda Publicidade e Propaganda na PUC Campinas e é designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras.
guipignata@gmail.com | http://www.antinomia.blogspot.com
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Gui Pignata, 27 anos, é músico, quase físico e bacharel em Música Popular pela Unicamp. Estuda Publicidade e Propaganda na PUC Campinas e é designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras. 









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