É para hoje
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Qual o publicitário que nunca ouviu a expressão “é para hoje”? Quem ainda não ouviu um dia há de ouvir. Queria muito descobrir por que todas as “coisas” são para hoje. Mesmo que não saiam hoje, vão sair amanhã e o resultado será o mesmo.
Essa insanidade é o estopim da bomba que move uma agência.
Ainda bem que existe o tal do “é para hoje”, assim a gente pode acumular milhões e milhões de histórias sobre as madrugadas viradas, as pizzas divididas e principalmente sobre as gargalhadas, óbvio. Afinal não somos santos, falamos mal, esbravejamos e amaldiçoamos pelo menos umas 5 gerações dos clientes que seguram o briefing durante a semana inteira e resolvem entregar na agência às 18:00 da sexta-feira. E o melhor: para entrar em gráfica no sábado às 9:00.
Perfeito!
Já vivi muitas noites de cão, dormindo na sala de reunião, conferindo disclairmer (aquele texto com a fonte tamanho 5) com a revisora às 5:00 da manhã, me entupindo de pó de guaraná e esperando o boy chegar com a prova. Não é reclamação, mas gostaria muito de entender o porquê das “coisas” hoje em dia estarem tão ferozes.
Agradeço todas as noites pela velocidade que a comunicação ganhou, por todas as pessoas terem acesso aos meios e, principalmente, pelo crescimento acelerado desse mercado. Mas essa loucura acaba colocando no backstage algumas “coisinhas” simples e fundamentais da vida.
A primeira vez que eu vi o filme do Fiat Idea Adventure-Sol, criado pela Leo Burnett, logo imaginei o filme como um manifesto contra essa ferocidade. Por trás do humor e da sacada tem um alerta. A bandeira vermelha que eles levantam não precisava ser estiada, ela tinha que ser default em nossas vidas.
Parabéns à equipe que conseguiu tocar na ferida com tanta sutileza – chaga que está aberta e atinge todas as profissões, não só a nossa.
Para encerrar, há quanto tempo você não repara no pôr-do-sol?
Atenciosamente,
Vanessa E. do Nascimento
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Vanessa Espelho do Nascimento, 23, é Atendimento e Planejamento. Já virou muita noite liberando Job's na McCANN-Erickson, SUN-MRM e na antiga Grey Zest - hoje G2Brasil. Ama o Marketing Direto e suas ferramentas. Escreve para a Casa do galo às quintas-feiras.
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Vanessa Espelho do Nascimento, 23, é Atendimento e Planejamento. Já virou muita noite liberando Job's na McCANN-Erickson, SUN-MRM e na antiga Grey Zest - hoje G2Brasil. Ama o Marketing Direto e suas ferramentas. Escreve para a Casa do galo às quintas-feiras. 







Van,
Essa necessidade de urgência sempre me incomodou, e não só em publicidade.
Nossa por que tanta ferocidade né?
Tanto imediatismo? Acho que as pessoas se esqueceram daquele velho ditado “A pressa é inima da perfeição”
Vanessa,
Este termo, não serve apenas para as agências de publicidade.
Já passei por isso várias vezes, e até hoje, no setor público também existe isso.
Por um lado é bom, mas por outro… atrapalha qualquer planejamento.
O que fode é o cliente! Sempre tivemos no mercado profissionais de marketing que desconhecem o processo, existe uma certa visão de que o trabalho executado dentro da agência é simples, “poxa, mas tudo o computador que faz!”, pois é, só se for essa sua planília maldita de excel!
O processo dentro da agência é complicado, e depurar uma idéia boa, um layout perfeito leva tempo. Lógico que criativo tbm é irresponsável e não pode ter muito prazo que ele esquece de criar, mas ai vai do feeling do atendimento cobrar um prazo mais curto! Mas o que seria de um criativo sem o atendimento e um atendimento sem o cliente?
Eu acho essa pressa uma grande merda. Aliás, não gosto de ritmo de vida acelerado – faz muito mal.
É claro que se você trabalha com publicidade, é meio que uma cláusula de contrato o “é pra hoje”.
Não lembro quem me disse, que “se é pra hoje, é que foi mal planejado”. Isso em parte é verdade. Se todo mundo envolvido no processo fizesse a sua parte no tempo certo, ninguém precisaria virar noites na empresa.
É verdade. E com a economia do tempo que tivemos com os avanços da tecnologia e todo o resto, o que fizemos? Usamos todo o tempo economizado para trabalhar ainda mais.
A velocidade de produção depende de planejamento, as agências se acostumaram mal com pessoas que se matam pra produzir, isso acaba com a saúde hein!
Vannnnnn,
Gostei do que escreveu!!!!
Achei muito legal ter exposto essa realidade que hoje em dia qualquer profissional sofre!
Só uma coisa não gostei…o desfecho do artigo. Você poderia ter desenvolvido um pouco mais, dar suas idéias, opções, soluções, rolado mais algumas linhas pra gente!!!
Parabéns! Beijão
Acaba. Não há gastrite artrite e outros trites que eu não tenha.
Valeu pela dica Sinem. E serve para todos nós da Casa do galo.
abraço!
Sinen,
Vai preparar a sua apresentação de TGI.
Ala al Akbar!
É Sinen,
O bicho pega no TGI…
Antes que eu perca a paciência com o Markito….1,2,3,4,5,6,7,8,9,10.
Pronto.
Todos estão convidados à minha apresentação de TGI dia 30 de Maio às 21:00 no Mack.
Com relação aos posts o que tenho visto é que vocês mantém um certo “medo” ou precaução, não estou entendendo muito, me parecem tímidos, talvez.
Sejam mais espontâneos, afinal, pra que serve a ousadia?
Sinen,
Você leu meu artigo, onde eu meto a boca na campanha da Pepsi, criada pela Almap?
http://casadogalo.com/a-campanha-mais-porca-do-mundo-pepsi-x/
E sobre o Rei?
http://casadogalo.com/a-biografia-proibida-de-roberto-carlos-para-download/
Aeee Diegão, gostei!
do Roberto Carlos, não entendi nada, mas não faço questão, detesto ele! hehe.
Comecei a olhar o site há pouco tempo (vi os posts do Markito, Ale, Van), então nem conheço o histórico muito bem…
Mas todos estão de parabéns, sério mesmo! Escrever bem, é um dom.
Concordo em número,genêro e grau com todos os Post’s. Acho mesmo que essa insanidade é péssima para a vida de qualquer pessoa, mas esse é um processo irreversível. Já se tornou default, se matar e fazer as coisas no metodo “vaca brava” (faz e tira da frente).
A vida é um pêndulo, temos que chegar ao topo para poder retroceder e reorganizar as coisas. Missão impossível tentar mudar isso, pelo menos por enquanto. O jeito é correr e tirar da frente!!!
Há quanto tempo eu não vejo o pôr-do-sol? Neste exato momento este fenômeno da natureza está me cegando. Sento de lado para uma janela onde bate o pôr-do-sol. Ele tem durado, exatamente, 1 hora, 43 minutos e 12 segundos. Privilégio? Depende do ponto de vista.
Ale,
qual é o seu ponto de vista???
Alê, também tenho esse problema. E em geral, o céu aqui fica alaranjado. Lindo demais.
Eu vejo todos os dias.
Trabalho no 9° andar, de frente para o buraco (quem lembra?) do metrô.
Tchau.
p.s.
Sinen, como assim espontâneos? Em que sentido?
Hahaha, esse tal de SineN está bem provocador mesmo.
Se eu preciso trabalhar, o pôr-do-sol me atrapalha. Mas ainda assim é melhor do que uma parede ou a vista de um outro prédio, claro.
Ah, tem bastante polêmica rolando no caso do Roberto Carlos, vale a pena dar uma olhada…
E claro que vale a pena dar uma lida nos artigos antigos:
http://casadogalo.com/arquivo/
Eu acho que além de todas as coisas que comentaram, há uma cultura do “é pra hoje”. As empresas acreditam que é preciso programar vendas, relatórios, pesquisas e várias coisas … mas no que se refere ao ponto final – acabamento, publicidade, apresentação, etc – simplesmente viram pro profissional responsável e pedem tudo pra hoje!
Isso quando não pedem para anteontem, logo pela manhã.
hahahaha
Ale, meu querido amigo, eu tinha dito…gosto é de VENENO!
Hehehe!
Que palhorda Alê!
Olha! naum, sei o amanhã, mas de fato, vivo pra conhecer. O hoje é simples e mero viver; de(fato)
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