Dos valores de amizade
Quando pequeno, no caminho da escola eu costumava passar em frente a uma praça com uma guarita. E me lembro bem dela – enorme, com um gramado verdinho e uma árvore bem frondosa, de raízes gigantes se alastrando pelo chão. Mas o que mais me interessava na praça era um senhor, o “Guardião da praça”, que via sempre na guarita.
Como passava lá todos os dias acabamos ficando amigos. Eu adorava chegar da escola, almoçar, e ir correndo para a praça ajudá-lo a catar as folhas que caíam da árvore gigante. Todos os dias.
Para a tarefa ele usava uma espécie de guarda-chuva pontudo, só que sem a parte que guarda a chuva. Armado, ele espetava as folhas do chão, uma a uma, para então colocá-las em um saco. Como eu gostava de ajudá-lo a fazer isso!
Combatentes, realizávamos nossa tarefa todos os dias. E como só havia um guarda-chuva-sem-o-guarda-chuva, revezávamos. Quando um belo dia, enquanto eu caminhava para a escola, ele gritou:
– Dieguito, quando voltar da escola tenho um presente para você.
Passei a manhã ansioso, voltei para casa, almocei e corri para a praça. Quando cheguei, ele soltou um sorriso lindo por baixo do bigodão que tinha, e me deu uma réplica do guarda-chuva dele, só que menor, do meu tamanho.
– Toma, agora a gente não precisa revezar e podemos trabalhar juntos.
Ele é meu primeiro amigo de que tenho lembrança, e com ele aprendi muito. Aprendi que uma tarefa, quando realizada com alguém que se gosta, fica muito mais divertida. Que as pessoas vêm e vão, e que só é importante levar conosco as que amamos.
Mas a lição mais importante que aprendi foi que correr antes de abraçar um amigo faz a gente sentir melhor o abraço.
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Que coisa guty!!!
“Que as pessoas vêm e vão…” Dói reconhecer isso. Ver como algumas pessoas fazem parte das nossas vidas e simplesmente seguem caminhos diferentes. Fazem a gente sentir saudades. Fazem pensar como seria se nada tivesse mudado. Mas, o que podemos aprender e levar de cada um que deixa marcas é o que mais nos leva a procurar outras “amizades do passado” em potencial.
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Profundo esse detalhe da corrida pré abraço, vou me atentar no próximo cumprimento.
Abraço corrido meu velho.
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Cyntia,
E com a vida também descobrimos quem são os verdadeiros amigos, aqueles que valem a pena.
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É meu caro, dê-me cá um abraço!
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Muito bom o texto para ler logo ao chegar na agência. Lendo, me veio uma reflexão, que ontem estava até comentando com os amigos do PSV. Esses valores de amizade, essa postura de colaboração deveria entrar na agência junto com o profissional. Não é o que acontece no geral. Parece que as pessoas tem medo de ser gente ao mesmo tempo em que ocupam um cargo de redator, DC, DA, etc. Parece um desvario bobo, mas é a realidade. Será que o “mercado” faz isso com a gente? Acho que não. O mercado é formado por pessoas. A culpa é nossa.
Bom dia para todos da Casa!
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Olá Tenório,
Se na vida muitas vezes esses valores de amizade mal são respeitados, imagine no âmbito profissional.
A realidade é triste, e cabe somente a nós mudar isso.
Mãos à obra!
Bom dia!
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Pois é. Cabe a nós mudar isso.
É como eu disse em um texto aí: “carregue o ego no coldre”, mas as pessoas costumam ir trabalhar com essa arma em punho.Amizade? Enfim, simbora!
Abraço!
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Só pra quebrar o clima, vocês sabiam que trabalho infantil é crime?
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Hahahaha!
tá certo.
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[ ]
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. . . . . . . [ ]
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Bonita história! Bonito sentimento!
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Valeu Pedro!
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ounn!
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Que inspirado! Bonito isso, a história, o relato, a memória.
Beijo
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Oi Jan,
Que bom te ver por aqui!
Beijo grande
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Com o perdão do palavrão, mas puta merda Di, primeiro o vídeo do validation, agora esse texto…. mais uma e eu descambo a chorar e aí não paro mais hehehe
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Desculpa Dé.
Precisei escrever esse artigo. Desabafar me fez bem.
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É impressão minha ou seu textinho subiu de novo?
Eu gostei dele…mas não posso ler essas coisas.rs
Andei passando por crises de amizades de anos. =/
“Oi, quer ser meu amigo?” kkk
Beijão
=*
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É o mesmo post do dia 26. Só coloquei ele na seção destaque novamente.
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Legal o texto. Tudo a ver com comunicação e sua relação dependente e cúmplice entre os integrantes de uma agência. Aliás, nem só pra agência, mas para qualquer profissão.
Afinal, quem gosta de fazer tudo sozinho, acaba sempre ficando sozinho.
Boa história, Diego. Parabéns.
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muito bom esse pequeno texto!
so entrei aqui pra saber mais sobre publicidade que é oq eu pretendo presta esse ano!
valeu pelos esclarecimentos!
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Valeu Vitor,
Fico feliz em saber que gostou!
Grande abraço
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