Diretor de criação de M* ou Diretor de criação por méritos. Qual dos dois você quer ser?
Não é lobby. Sigo os ensinamentos dos grandes mestres orientais.
Explico: Imagine-se como um aprendiz sendo treinado, por seu mestre, anos a fio. Alongamento, porrada, meditação. Acorda cedo, sobe morro, desce colina, soca, chuta, repete, chuta, soca, dorme, acorda, respira, expira, sobe, desce, dorme. Rotina diária. Anos vividos em treinos de segunda a segunda.
Em meio ao treinamento, dá para perceber a satisfação e aspiração de seu mestre que, experiente, brada com convicção que um dia você será melhor do que ele. E assim você entende que o ciclo se repetirá contigo um dia, treinando um aprendiz com afinco e satisfeito por constatar que ele será melhor do que você. Um dia.
Testemunhei algo praticamente do gênero na última digna agência pela qual passei. O diretor de arte, que fazia as vezes de diretor de criação, via no assistente todas as características de um bom diretor de arte. E assim o treinava, conversava, praticava, corrigia, repetia, sem no entanto repreendê-lo por dar a sua cara aos trabalhos. O talento – e o que era possível executar a tempo – imperava em meio a correria. E assim iam-se os dias do mestre e do padawan numa sala de criação da agência que lembrava muito Star Wars.
Foi mera consequência adotar esse modelo pró-ativo e de passagem de ensinamentos à posteridade em minha carreira. Não vejo mal nenhum em treinar um redator e no futuro anunciar que ele provavelmente será melhor do que eu, pois assim eu mostraria, sem dúvidas, a razão de ocupar o cargo de diretor: amadurecimento, percepção, liderança associada a alguma competência.
Pois qual foi o meu espanto ao conhecer o diretor de criação mais inseguro das galáxias. Convenhamos: devem existir mais desses do que os que seguem a filosofia jedi. Mas eu desconhecia os Sith. Juro. Passei por várias agências, três em nove meses. E foi na penúltima que o Darth Maul se mostrou assustadoramente fraco de discurso, de liderança, de relacionamento, de direção de arte, de talento, de tudo.
Ele se omitia da hora dos vamos ver, que eram as campanhas. Dava fumos desumanos via uma espécie de msn interno que atende pelo nome de Network. Controlava os ímpetos criativos e camaradas de quem só queria ajudar a equipe de criação e arte. E foi assim nos dois meses mais insistentes profissionalmente que eu vivi, até o dia em que um diretor de criação que ama criatividade (e inclusive é um admirador do PSV) me resgatar do lado negro da força.
Eu poderia estar me vingando simplesmente – e de certa forma estou, mas ainda assim penso que prefiro registrar a experiência e fazer todos meditarem sobre mais essa peculiaridade desse mundinho publicitário, que pode ter um lado tão maquiavélico quanto os objetivos dos Sith de dominar o universo.
Por mais Obi-Wans, Qui-Gons, Yodas, Windus; já que em um futuro não muito distante, os mestres do departamento de criação vocês serão.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







Vou iniciar uma campanha “Volta, Mauro!” hoje mesmo.
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Rapaz, eu mesmo trabalhei em uma agência que não vou falar o nome mas nem precisa que tem um DC assim. Toda idéia da criação “é dele”, e manda gente boa embora porque é inseguro. Pra você ver, beeeem mais comum do que parece…
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meu mestre.
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Seu mestre? Eu, o Jock ou o Cara do PSG?
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Seu mestre eu, o Galo ou o Cara do PSG?
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Só nas comparações e colocações a gente curtir o artigo dá. Ótimo ele é.
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Papito
Este universo me parece muito familiar,
numa galaxia nem tanto assim distante.
Os imperadores que poderíamos até ser Huts,
não só pelo tamanho mas até pelo comportamento
gangster, visam apenas o umbigo.
E O Sith Criativo, fica com a força, com o poder da força,
com o mérito da força, e se não fica om tudo iso, vai à força mesmo!
Cabe a nós humildes Padawans limparmos a caca dos Banthas,
e ficar na refação cosntante, beirando o lado negro.
Meu sabre de luz tem bateria duradoura, mas se não tiver um redator Han Solo,
ou parceiros Wookies que aguentam a Guerra no Departamento de Estrelas,
é melhor pegar minha Millenium Falcon e procurar o sistema Dagohba
pra aprender a levantar pedras novamente.
Que a farsa nunca esteja convosco!
[Responder]
Já trabalhei em duas agências com sujeitos desta estirpe. São pessoas sem competência e sem inteligência para administrar a competência de quem a tem.O que me pergunto é: por que essa gente ainda tem espaço?
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Ótimo texto! Infelizmente temos estes “profissionais” por aí…
em consequência de não estarem preparados e muitas vezes inseguros como falaste, acabam atrapalhando e interrompendo o crescimento criativo de bons diretores de arte e redatores, pois veem neles com futuro concorrente e não colega. É uma pena.
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Otimo apontamento! Passei por uma dessas também. E ainda sai sozinho como o incompetente. Sorte é que o mercadinho tem boa gente, que age exatamente como dita o texto. Tive um DC que dizia que só contratava gente melhor que ele. E outro que ensinou a não ser somente o “doidinho da Criação”, mas também o fodão do planejamento/atendimento/midia/faxina/etc. Tratamento a la Jedi é sempre bom. Abraço!
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Você quer Mauro Sérgio volte? Mande cartas para a Casa do Galo. Não aceitamos respostas negativas
Siga o twitter da campanha Volta, Mauro!
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Posso não estar mais na Casa. Mas a Casa está sempre em meu coração.
Adoro isso. É mansão, casebre, oca, condomínio, biongo. É o lar da piração.
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Sou daqueles que carregam o carma de não largar a profissão [...]
No contexto atual do mundo, discute-se muito a respeito da falta de ética no campo da política, das ciências e das relações humanas. Sabe-se, cada vez mais, da necessidade de tornar o Brasil um país mais humano e fiel aos seus preceitos de igualdade e respeito ao próximo, ainda que estes valores estejam distantes do [...]
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