Direitos autorais x plágio – Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros
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A questão do direito autoral é muito discutida e pouco resolvida no âmbito artístico.
Há artistas que se incomodam com a simples menção pública de sua obra sem o pedido de autorização ou pagamento de royalties. Para alguns, tudo bem se a obra for reproduzida, desde que o crédito seja devidamente dado e que não se lucre homericamente
Eu, sinceramente, não tenho uma opinião muito formada no que diz respeito ao pagamento de direitos e onde está a linha que separa uma reprodução inocente do plágio ou do uso indevido de propriedade intelectual.
Quem perde com isso, definitivamente, é a diversidade artístico-criativa e a audiência.
Creio que esse seja mais um dos paralelos possíveis entre musica e publicidade. Se, ao começar a desenvolver uma campanha, não atentarmos à semelhança entre da linha criativa de campanhas já existentes, todo mundo corre o risco de perder com isso. A agência, o criativo, o produto, o público, mesmo o não-alvo que gosta de uma propaganda interessante e inteligente.
Eu não arriscaria fazer propaganda do Assolan, por exemplo, com um cara magrelo, careca, usando terno e óculos, atrás de um balcão.
Tá bom, foi um exemplo exagerado, mas ilustra!
Um dos melhores comerciais dos últimos tempos, na minha opinião e, pelo menos, na dos juízes do Profissionais do Ano 2007, é o “Gritos”, da AlmapBBDO, que divulga o Twix, da Masterfoods.
Acho que todo mundo viu.
E o “Parceiros”, da Giovanni+Draftfcb, que lança do Club Social Queijo (Kraft Foods)?
Um semelhança que ja me incomodou bastante…
E como tinha que ser 3 pra ser demais, começou em julho a veiculação do “Feitos de amor”, campanha dos biscoitos saborosos e saudáveis da Nestlé, feita pela Publicis.
Dada a natureza dos produtos e os motes das campanhas, não consigo imaginar, assim, de bate-pronto, uma alternativa (e não acho que os criativos tiveram que fazer tudo de bate-pronto). Mas talvez por vir de uma área de atuação mais puramente artística, com maior liberdade de criação e menos limites e direcionamentos, a semelhança se mostra pra mim ridiculamente grande.
Outro exemplo bizarro saiu no Blue Bus de 24 de julho. Nesse caso, gêmeos idênticos.
Prefiro não pensar que as semelhanças venham da maldade, da preguiça ou da falta de talento de algum envolvido. A quantidade de peças disponíveis na existência da humanidade permite a construção de um sem-número de quebra-cabeças , isso sem contar o fato de que, quando se trata de criação, as mesmas peças podem resultar em quebra-cabeças diferentes.
Também prefiro não acreditar que tenham se encantado com o anti-exemplo de Theodore Adorno e pensado em receitas tais quais as da indústria cultural, de fácil assimilação e outros bla bla blas.
Sei que o público geral não é capaz de responder sem a ajuda do Google quem foi o segundo a pisar na lua.
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Gui Pignata, 27 anos, é músico, quase físico e bacharel em Música Popular pela Unicamp. Estuda Publicidade e Propaganda na PUC Campinas e é designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras.
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Gui Pignata, 27 anos, é músico, quase físico e bacharel em Música Popular pela Unicamp. Estuda Publicidade e Propaganda na PUC Campinas e é designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras. 







Falando em música:
Sabe o comercial da TIM, que o menininho sai da cama, desce e abraça seu pai? então, a música do começo me lembrou muito umas propagandas antigas do Itaú. Alguém reparou isso?
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