Dia dos namorados: 1 + 1 = 1 completo

‘E o dia dos namorados, hein?’. Incrível como as pessoas gostam de conversar sobre os motéis que irão passar a noite, ou se os solteiros não estão preocupados em achar namorado, ou se os que tem namorado já sabem o que vão comprar. De qualquer forma, ele se torna o assunto mais comentado nas conversas informais, só perdendo para o assunto do tempo. Meus dois eus travam seus monólogos e fingem se entender:
_ Eu consumidora: Não, eu não comprei nada ainda. Não, nem faço idéia do que comprar. Ah, o que importa é ficar junto de quem a gente gosta, independente do presente.
_ Eu publicitária: Cara, a gente tem que criar uma campanha super diferente para o dia dos namorados desse ano. Não dá mais para usar aquela modelete segurando várias sacolas do shopping na mesma mão. Até parece que as pessoas vão ao shopping comprar um presente e acabam saindo com dez, de tão eficaz que foi o nosso anúncio.
_ Eu consumidora: É tão triste pensar que o amor caiu em desuso nos dias de hoje, é como se as pessoas só procurassem um namorado para ganhar presentes.
_ Eu publicitária: Eu penso que a chamada tem que seguir uma linha mais emotiva para atingir os casais apaixonados. Eu me recuso a apresentar pro cliente qualquer variação do ‘Encontre o presente ideal para o seu amor’.
_ Eu consumidora: Além do que as pessoas estão com uma mania de ostentar o valor do presente, né. Como se o fato de dar um presente mais barato do que aquele que foi dado no ano anterior significasse que o amor diminuiu de um ano para o outro.
_ Eu publicitária: Será que a campanha não ficou muito apelativa? Também, era de se esperar. Você sabe que rolou aquele papo sério de que as vendas deste ano tinham que ser superioras ao do ano passado de qualquer forma, né?
_ Eu consumidora: Sabe aquelas páginas da revista que dão sugestão de presentes? É incrível como parece que foi escrito para mim, o problema é que eu nunca encontro o presente disponível na loja, isso quando eu encontro a loja.
_ Eu publicitária: Já sei, para não parecer propaganda e dar uma alavancada nas vendas, vamos fazer aqueles informes publicitários com cara de editorial da própria revista, tanto para o público feminino quanto para o masculino?
_ Eu consumidora: Será que vai fazer muito frio no dia? Ai, preciso comprar uma roupinha, não tenho nada para vestir.
_ Eu publicitária: Será que vai fazer muito frio no dia? Ai, preciso comprar uma roupinha, não tenho nada para vestir.
No fim, os dois concordam que quem diz gostar de ser solteiro ou está mentindo ou está se enganando. Podem até gostar de estar solteiro, mas este estado uma hora cansa e passa. Bom mesmo é ter um cobertor de orelha para dormir de conchinha, curtir as domingueiras no sofá ou no cinema e até discutir para rachar a conta do restaurante.
O mundo foi criado, e existe até hoje, sobre um sistema binal. Ainda que o ser humano seja uma ilha dentro de sua cabeça, existencialmente ele precisa de outro para se tornar um completo. Então, para que ir contra o 1+1= 2?
Ainda dá tempo de encontrar a sua cara metade:
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Hahaha! Boa, Bruna!
ai nesses dias valentinos… é duro ser ímpar.
E como é!
=(
Hahahahha
Muito bom, Bru!
Bruna, meu ‘eu consumidor’ e meu ‘eu publicitário’ concordam que vc escreve muito bem. Parabéns : )
Adorei o artigo e concordo fielmente,cheguei
a conclusão que estpu me enganando hau hau hau!
Parabéns!!
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Publicitário por profissão. Atendimento e Planejamento por escolha. É assim que me defino. E as pessoas me perguntam: Porque essa escolha?
Então, eu digo: ser Atendimento, Criação, Planejamento, Mídia, Produção, RTVC ou qualquer um desses cargos, é ser publicitário. E ser publicitário é ser publicitário.
Muito definem que publicitários são loucos, e é verdade: somos loucos, mas [...]
No meu ultimo artigo, comentei sobre a crise financeira dos EUA e seus reflexos no mercado publicitário. Resolvi continuar no assunto pois a recessão tomou proporções bem maiores durante os últimos quinze dias.
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Ainda na vibe das eleições… Aliás, que vibe? Pensando sobre a monotonia, isso sim…
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