Dia do silêncio das rádios internéticas
Está dando o que falar o caso das rádios online americanas. Devido à proposta do governo de aumentar os pagamentos de royalties para artistas e gravadoras em mais de 300% para músicas tocadas na rede, as rádios online decretaram o “Dia do Silêncio” no dia de hoje.
“Estas propostas vão falir o setor”, disse ontem Jake Ward, porta-voz do grupo de lobby SaveNetRadio Coalition. O “Dia do Silêncio” foi organizado pelo grupo, cujos 14 mil membros incluem Yahoo, Viacom, e RealNetworks.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre este caso, transcrevo abaixo o excelente artigo do Leonardo Corrêa, da ClicRBS, que escreveu à respeito com muito mais eficiência do que se eu o tivesse tentado.
“As rádios online nos Estados Unidos estão sob ameaça. O órgão que regula o pagamento de direitos autorais daquele país, chamado Copyright Royalty Board (Corporação para Transmissão Pública) baixou um decreto elevando progressivamente as taxas sobre músicas executadas na internet. O aumento era para ter começado a vigorar no último dia 15 de maio, mas o coalizão de webcasters SaveNetRadio conseguiu adiar para 15 de julho.
Com a nova lei, rádios online teriam que pagar taxas retroativas a janeiro de 2006 – e progressivas ate 2010. O aumento ficaria entre 300% e 1200%, dependendo da dimensão da rádio online. Cada faixa executada pelos webcasters custaria US$ 0,0008 (em 2006), US$ 0,0011 (2007), US$ 0,0014 (2008), US$ 0,0018 (2009) e U$ 0,0019 (2010).
A coalizão SaveNetRadio – que tem o fundador do popular Pandora, Tim Westergren, como um dos líderes – conseguiu que dois senadores propusessem uma equiparação das taxas pagas pelas rádios via-satélite. Essa alteração na lei depende de aprovação do Congresso e do Senado. No site da coalizão, cidadão norte-americanos são incentivados a pressionar seus congressistas. Enquanto isso, webcasters estão na regressiva e entitulam 15 de julho como “O dia em que a música morre”.
As conseqüências do possível aumento das taxas sobre rádios online já se fazem sentir. No início deste mês, o Pandora fechou o conteúdo para ouvientes de fora dos Estados Unidos. O site detecta o IP do computador e, caso seja “estrangeiro”, o internauta lê uma mensagem de Westergen, lamentando a restrição.
Seguindo a tendência natural de crescimento da web, as rádios online estão em franca expansão nos EUA. Segundo um instituto que mede audiências no país, o Arbitron and Edison Media Research, 49 milhões de norte-americanos, acima de 12 anos, escutam rádios online a cada mês. Esse número poderia chegar a 200 milhões em 2020.”
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Meu Deus!
Se a moda pega no mundo!
Tá certo que a pirataria e a net deram uma prejudicada nos royalties de artistas…mas esse aumento absurdo é o fim!…
Tem bandas mto boas que jogam uma ou duas faixas do álbum e o deixam apenas disponível no próprio site à venda. Isso sim é uma atitude viável, onde o aumento abusivo dos cds acabaria com essa intermediação de gravadoras e empresários gananciosos!
abraço!
[Responder]
Concordo, Marcus.
E o pior é que quem enchem os bolsos são as gravadoras…
[Responder]
Os caras ficam cegos pelo lucro e metem a faca em tudo que tiver pela frente. Daqui a pouco vão querer cobrar das pessoas que ouvem música na rua, no carro…
[Responder]
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