Devaneios – A ocasião faz o nome
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Tudo na vida é motivo para dar nome a algo ou alguém. Em nossa profissão, especificamente, criamos nomes o tempo todo para produtos, campanhas, tendências, comportamentos, etc – e depois temos que fazer este nome ser reconhecido por nosso público.
Para nós, a graça disso tudo é a motivação, o significado por trás do nome criado, já que não se trata de uma tarefa fácil. Até aqui, o nome é quem tem que fazer a ocasião, aliás, não só fazer como acontecer.
Daqui pra frente começam os pensamentos de que a ocasião é quem faz o nome, e grande parte das ocasiões vêem de modismos. Produtos do sucesso meteórico de ET’s de Varginha, RBD’s e BBB’s, que são lançados de acordo com as manchetes do momento, devido à super exposição da mídia. A ocasião chega a ser um fator tão importante para a decisão de um nome que o senso comum se sente imensamente criativo ao, por exemplo, batizar um bar recém inaugurado por ‘GigaByte’ ou ‘Sob Nova Direção’.
Imaginem quantas linhas de produtos poderão ser associadas ao terremoto desta terça-feira, 22/4/2008, ou quantas telas de proteção imperfuráveis poderão ser associadas ao Caso Isabella. Superexplorar as mesmas notícias fazem delas muito mais do que manchetes, e sim produtos.
Olhando o macro da nossa profissão, a comunicação social, lhes pergunto: é apenas isso que devemos entregar para a população ler? Porque, até onde eu sei, propaganda enganosa é crime, então, porque notícias caluniosas ou sensacionalistas não seriam?
Acordei pensando em como uma criança, um padre e um abalo sísmico se tornaram o assunto do café da manhã em família e até do bate-papo no bar. Fiquei pensando durante toda a véspera desta coluna em como ‘dar nomes’ e, apesar de ser uma necessidade, muitas vezes eles sequer criam raízes com o nomeado.
Nós, comunicadores sociais, prezamos tanto pelo nome e sobrenome dos profissionais de nosso meio, mas somos capazes de esquecer o ritual do significado de atribuir um nome e toda a carga que ele carrega em si.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras. 







São passageiras sim, mas muitas vezes até sumirem causam um bom estrago.
E o caso dessa menina já <a href rel="nofollow">cansou aos ouvidos, é muita apelação e sensacionalismo como a Bruna disse.
Mas essas “coisas” de oportunidade não duram, esses produtos ocasionais. Somem tão rápido quanto surgiram.
O terremoto já foi batizado de Terremoto Isabella hahaha, que maldade.
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