Desligue um pouco o ouvidofone
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Pego carona no ótimo artigo do Alê para comentar um hábito comum a muitos passageiros de ônibus ou metrô, presos nas filas de bancos ou padarias e até mesmo em passeios a shoppings e restaurantes populares: ouvir a conversa alheia.
Não me leve a mal, não se trata de bisbilhotar a vida dos outros. A prática acontece apenas em lugares públicos onde é praticamente impossível manter a privacidade de um bate-papo.
Há tempos tenho este costume, muitas vezes involuntário, que já me rendeu situações engraçadas e outras um tanto constrangedoras. Supermercados e pontos de ônibus são meus locais favoritos. É incrível a quantidade de informação que se pode absorver dos comentários informais que surgem nestas situações em que o particular e o coletivo se misturam.
Inúmeras vezes vi a “Dona Maria” trocar de produto na fila do check-out, só porque a “Dona Neide” da fila ao lado comentou com a operadora de caixa que o tal produto não era tão bom assim como dizia a propaganda. Era melhor comprar a marca X, concorrente.
Que o modo de se fazer propaganda e o comportamento do consumidor estão mudando é fato. Os maiores gurus do marketing mundial e os mais bem-sucedidos publicitários pregam isso com grande autoridade.
O interessante é ver que todo esse bla-bla-bla teórico e conceitual, que por vezes parece distante, ganha enorme força quando se pára por alguns instantes para ouvir o que as pessoas estão comentando e como estão reagindo aos impulsos da publicidade.
E para ouvir bem o que está acontecendo, é melhor desligar o ouvidofone.
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Rafael Amaral, 21, é planner na 







Valeu pelo elogio, Rafa!
Às vezes, nessas conversas a gente também percebe como esses grandes gurus podem estar errados.
Alessandro Ribeiro – Último artigo em seu blog: Promessa de Halloween
O problema é que todos estamos criando sub-mundos internos, cada vez mais. Individualidades…
Quando quero escrever alguma coisa, nao levo nem o fone pra facul.
Logo que comecei a usar fones, nada mais passava em minha cabeça alem da música. Agora, melhorou. Já consigo pensar em outras coisas ouvindo mp3 na rua.
Meu penúltimo post(http://ahsimpensei.blogspot.com), foi baseado em conversas alheias…vários posts meus são assim…hehe
Abraço
Gutos – Último artigo em seu blog: Ele Tem Medo
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