Desde criança? Agora não mais
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Ontem estava lendo um pouco mais a respeito das propostas que restringem a publicidade infantil. O que parecia simples de se entender, provou ser exatamente o contrário. Primeiro porque a cada ponto discutido, surgem dois novos e mais complexos. Segundo porque, em determinado momento, o que parecia ponto positivo vira negativo, e vice-versa.
Pra começar, apenas na reportagem que eu li, cinco projetos de lei foram citados, e cada um deles propôe uma taxação diferente para o mesmo problema. Da proibição apenas nas propagandas eleitorais até o bloqueio total da comunicação, vou tentar enumerar os pontos mais propensos a discussão.
Vários países desenvolvidos possuem leis semelhantes. Ok, esse é um ponto bacana. Se reclamamos tanto do nosso país, espelhar-se naqueles que são melhores que nós é bom. Saliento que cada país adotou uma postura diferente. As proibições variam por meio de horários, faixa etária, dias da semana e por ai vai. Agora os problemas aparecem.
Dentre todos os setores da economia, generalizar tudo perante a lei não seria algo injusto, podendo privilegiar algum lado? Na minha opinião, sim. Não consigo ver comerciais de fast-food, brinquedos que estimulem a violência e materiais educativos com os mesmo olhos. Por isso acredito que ainda demore um bocado para que as medidas entrem em vigor.
A proibição apenas na TV. Para mim ajuda, mas é quase que tapar o sol com a peneira. Sabemos que a TV não possui mais a força de antigamente e que a publicidade não fica restringida apenas a esse meio, por isso a proibição, se quiser ter resultados reais, deve ir além.
E como ficam os programas que dependem de patrocínio? Esse questionamento foi o que mais me chamou atenção. Queda na receita não é bom pra ninguém. Aqui voltamos a questão que coloquei logo acima sobre os setores da economia e os efeitos em casa um deles. Talvez a diferenciação seja um caminho.
Por fim, qual a situação do mercado? Até o momento, 24 empresas já assinaram um acordo em que se comprometem a não veicular mais anúncios dirigidos a crianças com menos de 12 anos. Ao que parece, não teremos nada estrondoso no setor, com boa parte das empresas ajustando seus budgets para o momento.
Como tudo que sofre mudanças, sempre teremos argumentos positivos e negativos para o debate. No fundo eu apoio a mudança, acho que temos mais fatores positivos, mas defendo a discussão com profundidade, para que o número de possíveis prejudicados seja o menor possível.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







Me lembro bem de um exemplo dado por um professor da faculdade. Uma apresentadora de programa infantil, ao fazer um merchan, dizia: “Pede para a mamãe. Se ela te ama, com certeza ela vai comprar.”
Hoje em dia, uma criança de 5 anos já é exigente a ponto de recusar um ‘refrigereco’ e optar pela Coca Cola…Os ‘pirralho’ não são mais tão influenciáveis como antigamente…rs
É obvio que a propaganda tem muita responsabilidade sobre essa precocidade infantil, por isso, eu também sou a favor de uma regulamentação (muito) mais rígida quando se trata deste público.
Mandou bem no post, André.
Parabéns!
Também concordo com esse tipo de aumento na regulamentação… porém o passo mais importante tem que ser dado dentro de casa, pelos pais, que devem saber dizer não quando necessário. A influência dos pais tem que ser maior do que a que vem por esse treco que mostra imagens em cima do hack.
Nossa, lembrei muito das tesouras do Mickey agora… “eu tenhhooo, você não teeeem”
Aquilo era o inferno na minha vidinha capitalista infantil.
Mas ao mesmo tempo, eu tenho propagandas da minha infância armazenadas em mim até hoje, que nunca me fizeram nenhum mal (eu acho hahaha)…
[...] teremos nada estrondoso no setor, com boa parte das empresas ajustando … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
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