De quando o natal e o ano novo se perderam em mim
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Todo fim de ano é a mesma coisa – especial do Roberto Carlos, varejo arrebentando nas vendas e vendedores ganhando uma bela comissão, corrida de São Silvestre, amigo secreto, festas, álcool, retrospectivas, etc.
A publicidade adora essa época. É o momento onde todo o resultado de um ano inteiro pode mostrar definitivamente sua cara, como o caso das vendas do Nintendo Wii, onde a Nintendo mal conseguiu suprir a demanda. O Alessandro escreveu um ótimo artigo sobre o que essa data é capaz de fazer conosco – publicitariamente falando, claro.
Mas o que mais me fez pensar nesse fim de ano foi na mudança que advém, muito provavelmente, pela idade. A época mágica perdeu sua magia. Lembro-me perfeitamente o que era o fim de ano há muitos anos. Natal era toda família reunida na casa de minha avó, no Paraná. Era o friozinho na barriga, os olhos grudados no calendário, cheiro de pinheiro, um primo vestido de papai noel, jogo de War madrugada afora. Era a montagem da árvore, brinquedos, sinos tocando, ceia de natal e o almoço das sobras no dia seguinte.
O fim de ano foi um ótimo ensejo para essas indagações, mas o mesmo acontece em outras datas que antes muito representavam, como o meu aniversário. Depois de 27 anos, essa é – talvez – a primeira virada de fim de ano que passou em branco na minha vida. Bom argúrio, branco é a cor da paz.
A pergunta “então é Natal, e o que você fez” nunca fez tanto sentido: o que eu fiz com o fim de ano?
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Este artigo tem as seguintes tags: argurio, desastre, desilusao, idade, natal, perdiçao









Bem, semquererseramargamasjásendo: você tem 27 anos e foi a primeira vez que isso te aconteceu? Demorô!
Sim. E pensando melhor agora, acho que isso nada tem a ver com a idade. Mas aconteceu, enfim.
Galo sentimental
au-au
mauro – Último artigo em seu blog: Acreditar na agência, sim. Acreditar em si mesmo, mais ainda
Cocoricó.
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