Da prática à teoria – Mix de Marketing
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Fotografia: Markus Schöpke
Quando se está no último ano do curso de publicidade, é comum que aulas maçantes e lousas preenchidas te deixem de saco cheio. Por outro lado, é interessante perceber como a nossa percepção sobre as ações de comunicação mudou após o conhecimento teórico. A prática passa a ter mais sentido e embasamento.
Assim aconteceu comigo quanto às praticas de marketing. Aprendi que no começo da década de 60, o professor de Harvard, Neil Bordenat, identificou um número de ações capazes de influenciar a decisão dos consumidores a adquirir produtos ou serviços. Daí surgiu o Marketing Mix.
Na mesma década, outro professor de Harvard, E. Jerome McCarthy, sugeriu que o Marketing Mix fosse composto por quatro elementos: Produto, Praça, Preço e Promoção. E assim surgiu o conceito de 4 P’s.
Na década de 70, Kotler expôs este conceito em seus livros, moldando sua visão do marketing sobre ela e influenciando, posteriormente, os cursos de publicidade e marketing devido à sua grande importância no processo de compreensão do marketing estratégico e operacional.
Na época, o principal era o produto, pois havia muita demanda e pouca oferta. Com o início do século 21, o cenário mudou, e a bola da vez passou a ser o consumidor. E isso me foi muito mais visível na prática que na faculdade.
Com o foco no consumidor, a abordagem foi além dos 4 P’s. Dois outros acadêmicos, Chekitan S. Dev e Don E. Schultz, introduziram um novo Marketing Mix conhecido como SIVA (Solution, Information, Value, Access) que avalia a oferta pela ótica do consumidor.
O novo mix trata de identificar se as necessidades e problemas do consumidor são solucionados, se ele conhece a oferta e se tal informação permite uma boa decisão de compra, se o valor da transação é percebido e o quão facilmente ele tem acesso à solução.
O segredo está em entender os problemas do consumidor ao invés de desenvolver produtos e tentar encaixá-los em suas necessidades. E isso, amigos, se faz na prática para virar teoria.
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: 4 p, Chekitan, harvard, Kotler, marketing, mix, Schultz, siva

Rafael Amaral, 21, é planner na 







Ótimo artigo, Rafa!
O mais fascinante nas teorias de marketing é que elas não são imutáveis – elas evoluem.
E viva a prática dessa evolução.
Abraços.
engraçadao issoo pq eu tbm sempre pensei que o “estudar” o consumidor fosse algo que fosse possivel de ter uma regra.
muito bom o artigo,ainda bem q ainda to no 2° ano^^
Olá Rodolfo, obrigado pelo seu comentário.
Volte sempre.
abraços,
Diego
É verdade “se faz na prática para virar teoria”.O marketing é instigante pelo fato de não ter uma receita, por não ser algo exato,a teoria é a mesma mas suas aplicações estão sempre mudando porque as pessoas e tudo que está em torno delas mudam.
No livro “A arte da guerra” de Sun Tzu tem um trecho que retrata bem isso:
” Só há cinco notas musicais, mas quem jamais ouviu todas as melodias que podem resultar de sua combinação? Só há cinco cores primárias, mas quem jamais viu o espetáculo de todas as cores matizadas?…”
Ótimo artigo!
É por isso que eu amo tanto o marketing!!!!!
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