Como se mede a ética de uma marca?
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A Unilever foi eleita a marca mais ética segundo o informe de maio da organização suíça Covalence. Em segundo lugar ficou a produtora de alumínios Alcoa, seguida pela rede de cafés Starbucks – de um total de 20 empresas multinacionais submetidas ao exame.
Com os agravantes sócio-ambientais dos últimos anos, muitas marcas somaram esforços em responsabilidade social. No entanto, como é possível medir a ética de uma marca?
Mesmo que a Covalence considere as informações recebidas pela própria marca, pelos meios de comunicação e pela sociedade civil, como diz em seu site, dizer que uma marca é mais ética que outra é uma tarefa um tanto árdua, por se tratar de um campo tão abrangente.
Tudo bem que a Unilever realmente investe nesse lado “consciente” e merece ser citada como marca ética, mas fazer um ranking de tais valores já é demais. Ainda mais quando a primeira colocada possui produtos como os da linha Dove e os desodorantes Axe. Enquanto o primeiro prega pela Real Beleza, o segundo reafirma os esteriótipos da beleza feminina.
Será possível medir o quão ética uma marca é?
Ah, meu nome é Rafael Amaral e comecei a escrever na Casa do Galo hoje, com licença, tá?
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Falar de ética é muito complicado, já que requer um estudo mais aprofundado de toda a empresa, e não somente baseado em dados estatísticos e/ou investimentos em projetos de cunho social, etc.
MAs estudos desse tipo realmente costumam avaliar tudo, desde o tratamento aos funcionários, até a relação da empresa com o bairro onde está situada, passando por investimentos em projetos sociais, imagem, e por aí vai.
Muito complicado mesmo!
PS: não consegui arrumar direito a sua minibiografia. A foto não aparece e seu some aparece duas vezes… não sei porque ainda. A noite resolvo isso, desculpe.
Eu trabalho na Petrobras e aqui temos diversas certificações. Cada uma com sua respectiva certificadora ganhando milhões de dólares para emitir o documento periódicamente. Com tanto dinheiro envolvido, isso se tornou um negócio muito bom para ambas as partes. Portanto, criar certificados, ainda que não tenham métodos suficientemente claros é sinônimo de muito dinheiro. O desafio é fazer o mercado acreditar neles.
Parabéns pela coluna Rafael!
Matt
http://www.30segundos.com.br
Às vezes as coisas parecem girar em torno de grana. Também já pensei nessas certificações, e na quantidade de grana envolvida para a adequação e aprovação. Isso sem contar o lado político e tal.
Mas como em geral elas visam (ou parecem visar) a segurança, o bem-estar e a não agressão ao meio ambiente, uma coisa é certa: ruim com elas, muito pior sem elas.
Eu particularmente, concordo com os meninos acima. Rola uma preocupação, já que todo mundo fala nisso, mas será mesmo que não seria somente pelo reconhecimento na mídia?
BJUs
Nesse meio não existe autruísmo puro. Mas é melhor fazê-lo só para se mostrar ou não fazê-lo?
Saber que a Starbucks “está nas pontas” é satisfatório. Sou fã dela desde que li a
a biografia do CEO: Dedique-se de Coração.
Recomendo. Vale a pena.
No Brasil ela costuma ficar no meio das quadras, nos EUA mais nas esquinas… hauhauhaa
Brincadeira! Mas o posicionamento é diferente mesmo. Me parece que aqui a marca quer se posicionar como “chique”. Lá fora é fastfood de cafés, para pessoas que trabalham, pegam o seu café e vão trabalhar.
Estou certo?
Mas utilizá-los para medir a ética acaba por excluir as empresas que se preocupam com a sociedade mas, por algum motivo, não investem a grana necessária para adquirí-los.
E Galo, será possível generalizar o “autruísmo disfarçado” no ramo?
Obrigado Matt, pelo elogio, e obrigado a todos os colunistas que me receberam. É um privilégio poder escrever na Casa do Galo.
Abraços,
Lu
É freqüentado por executivos e estudantes universitários.
Ah, parabéns pela coluna Rafael.
Acho que a Convalence estabeleceu critérios bastante objetivos para a pesquisa, o que faz com que estes critérios sejam passíveis de crítica, mas os resultados não.
Respondendo: também pensei na Natura e no Banco Real, respectivamente. E juro que não olhei o comentário do Rafael.
E a minha piada foi boa demais, você que não é requintado o suficiente para compreendê-la.
Seus produtos não são tão caros para os americanos, então tenho dúvidas quanto ao posicionamento deles nos EUA.
Mas, polemica no primeiro post? grande!
Muiitos comentarios hein…
Abraço
Hoje em dia, o tema responsabilidade social, é moda. Esse é o único motivo de tanta empresa correr atrás.
Fez uma ação? Ótimo. Quer divulgar? Faça uma ação de Endomarketing – quer coisa melhor que funcionário orgulhoso da própria empresa?
Empresas como a Natura e o Banco Real fazem parte de um pequeno grupo que foi pioneiro, por isso, estão na cabeça das pessoas como “empresas socialmente responsáveis”. Com todo mundo pegando carona no tema, acho difícil esse pequeno grupo aumentar.
Mas repito a pergunta acima: existe o autruísmo puro? Aquele sem nenhum outro interesse, a não ser o bem estar?
Sendo assim não existe uma empresa que não seja 0% “maliciosa” e perversa para conquistar consumidores.
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