Como se fosse feito em casa

Não é de hoje que o apelo do feito em casa é instrumento da propaganda. Antes utilizado somente pela indústria de alimentos esse argumento tem ganho cada vez mais força e deixado de ser um recurso textual de slogan de sopa enlatada.
Semana passada assisti no YouTube o novo comercial da Sony, criado pela Fallon Londres, que mostra pessoas se divertindo em um “mar de espuma” que invade áreas urbanas da cidade de Miami. Um comercial excelente, uma idéia simples, uma trilha simples, imagens simples e sem nenhum efeito especial aparente, sem nenhum texto falado e somente uma assinatura all type.
Ignorando o número de profissionais envolvidos (150) e a verba para produção – que não deve ter sido pouca – temos nessa peça algo que vem se tornando muito comum nos comerciais fora do país: a tentativa de caracterizar o comercial com algo espontâneo, quase como se feito em casa.
Esse fenômeno vem, em grande parte, sendo alimentado pela internet e seus hits do YouTube e dos Youclones. Foi assim com um comercial do iPod, foi assim com ação de marketing de guerrilha para o lançamento do álbum comemorativo do Thriller 25 anos, e no Brasil tivemos o Blog do Pimentel da Nextel além de muitos outros mundo afora.
Parece óbvio dizer que a internet já é fonte de inspiração e consulta obrigatória de vários criativos, ou mesmo que ela já se tornou um recurso fundamental em qualquer grande campanha. O que não é tão óbvio assim é o fato de mesmo com toda essa força, muitas empresas no Brasil não têm um plano de investimento publicitário em internet.
Mesmo empresas de médio porte ainda vêem seus sites como um panfleto eletrônico. Já ouvi alguns anunciantes dizerem a seus webmasters para tirarem o fórum do ar, pois lá os clientes estão falando mal da empresa, ou estão reclamando do atendimento. E também já presenciei alguns brainstorms de site em que se começou o trabalho definindo-se quais os efeitos que a “abertura” do site devia ter.
Um estudo da Harris Interactive, encomendado pelo Google, demonstra que os vídeos online são tão eficazes quanto os spots tradicionais de 30 segundos (fonte: ComGurus) e tem muita gente no Brasil que ainda ignora isso.
É claro que veicular no YouTube não paga comissão nem dá a visibilidade para agência, mas dá resultado para o cliente e acredito que esse compromisso deve estar acima de prêmios, visibilidade ou outros do gênero.
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Nauro Rezende Jr, 31, é publicitário e Diretor de Criação e Planejamento da ID Comunicação. Apaixonado pela profissão e suas ciências. Um idealista.
Escreve quinzenalmente para a Casa do galo, às quintas-feiras.
nauro@idmarketing.com.br | http://www.parapensarpropaganda.com.br
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Nauro, seja bem vindo! Parabéns pela estréia!
A real é que os caras estão percebendo que não se precisa mais gastar fortunas com os canais convencionais…
“It´s the revolution, baby!”
Nauro, boa observação e boa estréia.
Coloquei um texto no PENATES sobre um comentário do Marcello Serpa a respeito dos virais, achei interessante a ligação com o seu post.
Parabéns.
Nauro, parabéns!
belo artigo, estréia e mini-currículo. Conheci um ID por estas bandas hehehe
Abraços.
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