Colecionamos de tudo, principalmente marcas
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Foto de um pequeno pedaço da coleção de Leonardo Araújo
É fato: nós colecionamos de tudo. Desde tampinhas de garrafa até Ferraris. Eu mesmo tenho minhas três coleções, uma de moedas antigas de prata, cobre, aço e ouro (algumas bem antigas mesmo), outra de bolachas de cerveja (porta-copo de papelão) e a terceira de cartões postais (em sua maioria publicitários). E o que é que podemos perceber em comum na maioria das coleções? As marcas. Elas estão presentes em coleções de tampinhas, carrinhos, DVD’s, cartões postais, bolachas de cerveja, revistas e até nos livros que você tem na estante.
Coleções são uma excelente e agradável ferramenta de fixação de marca, de desenvolvimento de relacionamento positivo e até mesmo afetivo. Dentre meus cartões postais prediletos estão alguns do whisky Johnnie Walker e da vodka Absolut. Não que eu seja alcoólatra, mas é que eles são os mais bonitos. São os que tem o design mais caprichado e, por isso mesmo, são adorados. Sabe o que fica desta esta adoração? Fica uma aceitação maior da marca, um sentimento de carinho por ela. E nós somos bobos mesmo, conseguimos sentir carinho e afeição até mesmo por coisas inanimadas, como objetos de mercado.
É por isso que vemos empresas como a Jokerman se dar tão bem por aí afora. Eles são especializados em postais. Mas aí eu pergunto: será que eles são especializados só em postais? Eu acho que não. Penso que eles são especializados em desenvolver afeto por marcas, em transformar o descartável em eterno. Colecionar é eternizar. E qual marca não quer ser eternizada por algum cliente adorador? Todas elas querem.
Eu tenho um livro que trata da história da Coca-Cola. Chama-se A Fórmula Secreta e é bem difícil de encontrar hoje em dia. Pra mim é um livro único. E é sobre uma empresa, uma marca. Que agora está eternizada para mim em minha pequena mas sempre crescente, biblioteca.
Diversas empresas lucram milhares de reais e dólares todos os dias graças à paixão de muitos colecionadores. Recentemente um brasileiro vendeu a sua coleção de whiskys para a Escócia. O cara tinha bebidas de mais de cem anos! Garrafas que valem milhares de dólares. Marcas mortas e que, ainda assim, tem um valor de mercado fantástico. É isso que as coleções fazem. Elas eternizam, valorizam, desenvolvem relacionamentos e, melhor de tudo, são legais de se fazer.
Em sites de leilões online, como o Mercado Livre, dezenas de coleções estão à venda. Junto com uma negociação destas vão as marcas, que mudam de dono e continuam a criar paixões e admiração. Outros sites, como o Zadoque, são especializados em coleções. Em sua página de coleções temos várias coisas da Coca-Cola e muitos links para outros sites especializados.
Nós colecionamos de tudo, é fato. Mas quem se dá bem nesta história, no fim das contas, são as marcas.
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Leonardo Araújo, 27, é publicitário, mercadólogo e soteropolitano. Hoje rala como Consultor de Comunicação e Marketing da ONG Instituto de Hospitalidade, mas já viveu longos e importantes anos na área comercial, onde aprendeu de tudo um muito. Colunista honorário-reserva da Casa do Galo.
leonaraujo@gmail.com | http://www.leonaraujo.com
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Leonardo Araújo, 27, é publicitário, mercadólogo e soteropolitano. Hoje rala como Consultor de Comunicação e Marketing da ONG 










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