Celebridades em comerciais: dá resultado?
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Dia desses o Controle da Concorrência publicou, em relatório exclusivo para o Blue Bus, números sobre a aparição de celebridades em comerciais.
16%… É a proporção de comerciais de TV que contam com a presença de celebridades.
Mesmo antes de me atrever a ser publicitário, questionava a eficiência dessa estratégia. Não me lembro de ter me sentido impelido a comprar algo só porque alguém que eu admiro aparece usando ou diz que usa. Há que se levar em consideração que as pessoas que realmente admiro ou já morreram ou não têm espaço na mídia de massa. Mero detalhe.
Às vezes o produto é realmente bom e interessante e não precisaria estar nas mãos de alguma personalidade pra ser vendido, mas aí fica complicado determinar se o produto se vendeu ou se a fama do garoto propaganda impulsionou a venda.
Se alguém conhece dados (ou fontes de dados) que comprovem a eficácia de famosos em comerciais, por favor, me enviem. De verdade! Gostaria muito de saber.
Além de ter uma resistência enorme em acreditar que isso dá tão certo quanto pintam, tenho certeza que um pouco mais de criatividade traria resultados mais efetivos e tornaria inviáveis os altíssimos investimentos em cachês. Mas isso é apenas uma opinião pessoal. Claro que sei que há pessoas muito, mas muito influenciáveis por aí, por ene razões, de falta de escolaridade à falta de personalidade.
Essa minha opinião sofreu um pequeno abalo no dia que o Blue Bus publicou esse relatório. Quando comentei com uma amiga sobre os 16% a reação foi “só isso?!?”.
Me pareceu que os comerciais com celebridades chamam tanta atenção que parecem ser muito mais do que 16%, e isso talvez seja um indício de que dá resultados. Mas ainda vamos encontrar problemas como:
-Você viu a propaganda que fulano da novela tá fazendo?!
-Não sei, acho que não… Propaganda do que?
-Não lembro…
Enfim… Não tenho opiniões nem muito claras nem muito formadas sobre isso.
Só um monte de questionamentos mesmo.
Quis acender essa discussão porque, além de todas essas conjecturas, no começo dessa semana me deparei com um cartazinho da Wizard, escola de inglês, com uma foto do Jota Quest. É bem verdade que o som do Jota Quest tem me dado piripaques semelhantes aos do Alex quando ouve Beethoven, mas constumava ser considerado a coqueluxe do “rock / pop / qualquer coisa” nacional, não? Não era a melhor e maior banda do Brasil?! Então por que diabos tem que estar escrito “Jota Quest” embaixo? Pra que gastar absurdos com cachê, direito de imagem, veiculação e afins se, no final das contas, tem que escrever embaixo quem é?!
Alguém viu escrito “Silvester Stallone” na propaganda do novo gol?!
E por falar nisso, o público-alvo do novo gol, não era o público jovem?
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Gui Pignata, 27 anos, é músico, quase físico e bacharel em Música Popular pela Unicamp. Estuda Publicidade e Propaganda na PUC Campinas e é designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras.
guipignata@gmail.com | http://www.antinomia.blogspot.com
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Gui Pignata, 27 anos, é músico, quase físico e bacharel em Música Popular pela Unicamp. Estuda Publicidade e Propaganda na PUC Campinas e é designer gráfico da ONG Teatro de Tábuas. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras. 







Sinceramente, na minha humilde opinião, o que dá resultado é a criatividade com o valor agregado. Um bom exmeplo disso é a propaganda de lançamento do novo Gol. Todas as ações, da digital á offline, foram muito bem trabalhadas. Não é a Gisele e o Stalone que estão vendendo o novo Gol, e sim a criatividade com que esses personagens foram usados para conceituar o produto.
Por outro lado, fico com ‘vergonha alheia’ de ver o Pelé e a Isis Valverde vendendo aquele remédio para gripe e/ou dor de cabeça. De um tremendo mal gosto, chega a ser ridículo e não tem nada de criativo ali.
A criatividade, para mim, está acima do rostinho conhecido. E as pessoas, o consumidor, não é idiota, ao contrário do que muita gente pensa, as pessoas estão bem mais críticas e exigentes.
Também nunca fui muito adepto das celebridades na publicidade. Mas lendo o artigo lembrei dos anônimos que viraram celebridades por causa da publicidade. E aí? Cito 2 casos:
1 – o carinha das Casas Bahia, nem lembro mais o nome do cara. Deu certo no começo, ficou chato depois, mas que vendeu pro cliente, isso não tem como negar.
2 – Carlos Moreno, claro. Até tentaram fazer propaganda do Bombril sem ele, mas foi inevitável seu retorno.
Casas Bahia = propaganda totalmente focada no varejo, nada de criatividade ou coisas arriscadas.
Bombril = o básico, institucional, com pitadas de criatividade e oportunismo.
O que há em comum nas duas? Freqüência e sustentação. E no final das contas, lucro pros anunciantes em questão. Por isso minha opinião é: transformem um anônimo e seu produto numa celebridade ao invés de usar a celebridade para transformar seu produto num anônimo.
Só sei que dá pra fazer uma belo debate.
http://casadogalo.com/os-yankees-estao-chegando-as-estrelas-de-hollywood-nas-propagandas-brasileiras/
http://tfmoralles.blogspot.com/2008/07/como-escolher-um-garoto-propaganda.html
Abraços.
Aí, o pulo do gato das Havaianas foi comercial com celebridade!! Acho que dá certo sim…po…eu tava fuçando aqui na internet e achei o TOP 10 vídeos das miss Universo 2008!! SENSACIONAL…uma mais linda que a outra!
Olha lá:
http://www.weshow.com/top10/en/sexy-women/top-10-miss-universe-2008
[...] Dois artigos atrás, coloquei em dúvida a eficiência da utilização de celebridades em propaganda. [...]
Edtou entrando nos estudos de P&P agora, mas digo que, como consumidora, NUNCA me senti compelida a comprar um grampo que fosse por influência de uma celebridade na propaganda. Não tenho vontade de beber Brahma só porque o Zeca Pagodinho é “ralador como todo brasileiro”, não uso havaianas só porque o Gianechini achou uma moça que usava um par bonita e não uso Clear só porque a Carolina Ferraz disse que usa aquele shampoo.
Com certeza, ainda vou ler muito a respeito dessa tática, mas francamente, como consumidora… não me atingiu até hoje.
Eu fui bastante influenciado na minha adolescência pelo Michael Jordan, mas nunca cheguei a comprar nenhum tênis Nike somente pela falta de grana.
[...] artigos atrás, coloquei em pauta a discussão sobre a eficácia da utilização de celebridades em propaganda. Não fiz questão nenhuma de esconder meu ceticismo e me manifestei realmente descrente com [...]
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