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	<title>CASA DO GALO - O animal da publicidade. &#187; fotografia</title>
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		<title>A importância da fotografia</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 12:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>armando</dc:creator>
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<p align="justify"><a href="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/nadar-pierrot.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Nadar_Pierrot" src="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/nadar-pierrot-thumb.jpg" border="0" alt="nadar pierrot thumb A importância da fotografia" width="500" height="278" /></a></p>
<p align="justify">Outro dia ouvi a seguinte pergunta: “<strong>Por que você é fotógrafo?</strong>” Respondi com uma frase que de tão presunçosa pareceu a mim mesmo um pouco absurda: “<strong>Por que é a profissão mais importante do mundo</strong>”. Parei para pensar um pouco no que havia dito e concluí que não estava errado e que de fato se não era a mais importante, com certeza estaria no “top 10” das atividades fundamentais para a existência de nós, seres humanos.</p>
<p align="justify">A fotografia é um meio de expressão que pode ser usada de variadas formas, no jornalismo comunica as notícias, em revistas de fofoca mostra a vida de celebridades, em anúncios faz quase todo o trabalho de encantamento para a venda e ainda a vemos em relatórios, sites, palestras, livros e tantos outros meios com finalidades diversas.</p>
<p align="justify">A televisão e o cinema só existem graças aos avanços técnicos que deram origem à fotografia, aquilo que chamam de web 2.0 só é tão interessante pois temos vídeos e fotos bonitas e coloridas, se fosse apenas texto eu queria ver tanta gente gastando todo esse tempo conectado.</p>
<p align="justify">Indo mais longe, cada um de vocês que lê este texto só tem a mínima idéia de como foram quando crianças pois viram fotos, e também só sabem como eram seus pais quando tinham a sua idade pelo mesmo motivo. Nossa história foi contada por fotos, nossa memória é formada e auxiliada por estas imagens que convencionamos chamar de fotografias.</p>
<p align="justify"><strong>Imagine agora uma vida sem fotografia, sem registros de criança, nem as fotos que denunciaram o horror das guerras ou a fome na África</strong>. Os anúncios seriam como os velhos cartazes feitos por Lautrec. Televisão e internet? Esqueça, elas não teriam nascido e viveríamos sob o domínio do rádio.</p>
<p align="justify">Podem levantar a bandeira e dizer que haveria ilustração, design, tipografia e tudo mais, de fato. Mas o maior diferencial da fotografia, quando comparada a outras formas de construção de imagem é o fato dela ser realista por natureza, <strong>as coisas precisam existir na frente da câmera para serem retratadas</strong>, interpretamos uma fotografia como algo real, se o produto é bonito na foto, assim nos parece ser a realidade, se uma empresa parece bem organizada, limpa e produtiva na foto, assim é a impressão que teremos dela.</p>
<p align="justify">Mas mesmo com toda a importância, seja como documento histórico ou como meio de comunicação social que independe do verbo, a fotografia ainda é tão maltratada. Não há cultura visual em nosso país, não entendemos que uma boa fotografia vale mais do que milhões de palavras por mais bem escritas que sejam.</p>
<p align="justify"><strong>Somos analfabetos fotográficos, achamos que foto serve apenas para enfeitar um site, um catálogo ou a sala de estar</strong>. Nunca nessa vida vi um manual de identidade visual que contemplasse orientações sobre o estilo fotográfico a ser usado para uma empresa, preocupam-se tanto com um logotipo que ocupará em geral menos de 10% de uma página e esquecem de pensar no que irão dizer com aquela foto que ocupará os outros 90% do espaço.</p>
<p align="justify">No final a fotografia é como o ar em nossos pulmões, é tão presente e fundamental, que só iremos notar sua absoluta importância quando estivermos sem ela, quando estivermos rodeados apenas por essas fotografias genéricas de bancos de imagem free, será como estarmos rodeados por ar poluído e tóxico, ficaremos doentes, cansados e deprimidos. Aí quem sabe compreendamos a falta que fazem as boas fotografias, feitas de forma responsável por bons profissionais, gente que estuda e pesquisa, assim como na medicina, na engenharia e nas outras poucas profissões que podem rivalizar em importância com a fotografia.</p>
<p align="justify">[]&#8217;s</p>
<p align="justify">Armando Vernaglia Jr</p>
<p align="justify">ps.: ilustro este texto com a foto “Pierrot, the Photographer”, de Félix Nadar, feita em 1854.</p>
<p><a href="http://casadogalo.com/a-importancia-da-fotografia">A importância da fotografia</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>

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		<title>Uma questão de foco</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 11:32:40 +0000</pubDate>
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Qual o foco de sua vida? Se você já se fez essa pergunta talvez tenha tido dificuldade em obter uma resposta definitiva. Por mais estranho ou triste que possa parecer, obter uma resposta será importante e influenciará em todos os aspectos de sua vida, seja em questões pessoais ou profissionais.
A dificuldade em identificar o foco [...]<p><a href="http://casadogalo.com/uma-questao-de-foco">Uma questão de foco</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>
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<p align="justify"><a href="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/fotografia-foco.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="fotografia_foco" src="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/fotografia-foco-thumb.jpg" border="0" alt="fotografia foco thumb Uma questão de foco" width="480" height="231" /></a></p>
<p align="justify"><strong>Qual o foco de sua vida? Se você já se fez essa pergunta talvez tenha tido dificuldade em obter uma resposta definitiva</strong>. Por mais estranho ou triste que possa parecer, obter uma resposta será importante e influenciará em todos os aspectos de sua vida, seja em questões pessoais ou profissionais.</p>
<p align="justify">A dificuldade em identificar o foco de nossas vidas vezes acontece pois estamos indo rápido demais, atarefados com nosso dia-a-dia, preocupados com problemas, contas para pagar, impostos e tantas coisas que tomam muito da nossa atenção. Quando vamos rápido demais é comum não conseguirmos focar, e ainda mais difícil perceber que não adianta continuar quando sequer conseguimos formar uma imagem do que há adiante. Muita gente que conheço está nessa situação, indo rápido a lugar nenhum.</p>
<p align="justify">Já passei por isso e percebi nessa hora o ideal é <strong>colocar o pé no freio, por mais complicado que seja</strong>. É preciso desacelerar até o ponto em que consigamos novamente observar a paisagem, entender os acontecimentos e assim retomar o foco. Parando, analisando e definindo objetivos com clareza, estamos adquirindo uma visão de para onde queremos ir, e só assim podemos traçar metas e estratégias para atingir os resultados idealizados.</p>
<p align="justify">Tendo uma visão desses objetivos, <strong>é só ajustar o foco e seguir em frente, mas agora de forma organizada e estratégica, e se possível não tão acelerada</strong>, para não perder alguma parte pelo caminho.</p>
<p align="justify">O foco nada mais é do que uma direção para a visão. Uma foto fora de foco é algo onde não conseguimos definir com clareza para onde olhamos e o que compreendemos daquilo que vemos, é o mesmo com a vida se a mantivermos desfocada pela velocidade dos fatos. Se você está correndo muito, ganhando pouco e com tantas preocupações na cabeça que mal consegue focar e obter uma imagem precisa de sua vida e seus objetivos, talvez seja hora de parar, observar com calma, analisar tudo e voltar a ter controle.</p>
<p align="justify">Eu costumo fazer uma pergunta aos meus alunos e que repetirei aqui: <strong>Quanto tempo de sua vida você é você mesmo?</strong> Qual a parcela de tempo em que você faz o que gosta, aquilo que escolheu para sua vida e trabalha em função do seu bem estar e de suas conquistas, e em qual parcela você acaba sendo apenas uma engrenagem, girando rápido, se desgastando, e sendo substituído quando algo dá errado.</p>
<p align="justify">Esta pergunta é tão dolorida quanto a que iniciou este texto, mas ambas lhe darão chaves preciosas para voltar a dar valor ao seu foco, seus objetivos e sua vida.</p>
<p align="justify">No vemos em 15 dias, sempre às sextas.</p>
<p align="justify">[]’s</p>
<p><a href="http://casadogalo.com/uma-questao-de-foco">Uma questão de foco</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>

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		<title>Eu não gosto de bancos de imagem</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 11:33:26 +0000</pubDate>
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Dali Atomicus -  Philippe Halsman (1948)
Talvez alguns não gostem deste texto, mas juro que minha intenção é que ele cause alguma reflexão naqueles que se utilizam de bancos de imagem em algum ponto de seus processos criativos.
Banco de imagem é uma droga. Desculpem a franqueza, mas eles são mesmo. Vou citar dois dos motivos pelos [...]<p><a href="http://casadogalo.com/eu-nao-gosto-de-bancos-de-imagem">Eu não gosto de bancos de imagem</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>
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<p align="justify"><a href="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/daliatomicusphilippehalsma.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="DaliAtomicus-PhilippeHalsma" src="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/daliatomicusphilippehalsma-thumb.jpg" border="0" alt="daliatomicusphilippehalsma thumb Eu não gosto de bancos de imagem" width="480" height="334" /></a><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em>Dali Atomicus</em> -  Philippe Halsman (1948)</span></p>
<p align="justify">Talvez alguns não gostem deste texto, mas juro que minha intenção é que ele cause alguma reflexão naqueles que se utilizam de bancos de imagem em algum ponto de seus processos criativos.</p>
<p align="justify"><strong>Banco de imagem é uma droga</strong>. Desculpem a franqueza, mas eles são mesmo. Vou citar dois dos motivos pelos quais eu não gosto deles, assim fica claro que não é implicância da minha parte.</p>
<p align="justify">A primeira razão é que <strong>esse tipo de empresa desvaloriza o meu trabalho</strong>, sabem como é, sou fotógrafo, então vou defender meu peixe.</p>
<p align="justify">A capacidade de negociação e alcance de um fotógrafo é logicamente menor que uma empresa de <em>stock</em>, essas empresas conseguem clientes aos montes pois tem uma estrutura administrativa totalmente focada nas vendas, e não na produção das imagens.</p>
<p align="justify">Eles conseguem muitos clientes e acabam <strong>convencendo vários fotógrafos a fornecerem material por preços baixos, na promessa de vender muito e compensar o valor unitário pelo volume vendido</strong>. Com isso conseguem ter um acervo grande e de relativa qualidade, por um preço baixo, e tanto pior são os que usam sistema <em>royalty</em> <em>free</em>, que remunera fotos com dinheiro de banana, ou menos.</p>
<p align="justify">Cada vez mais fotógrafos aderem ao sistema pois fica difícil competir. Desta forma, tendo milhões de fotografias disponíveis com milhares de profissionais envolvidos na produção contínua, o conhecido ganho de escala nos diz que o valor unitário de uma fotografia cairá cada vez mais, e quanto maior o número de fornecedores, menor o rendimento de cada um. São leis de mercado, por isso inegavelmente um banco de imagens reduz o valor de uma foto e de toda uma classe profissional. Só por isso eu poderia não ir muito com a cara deles.</p>
<p align="justify">O segundo motivo vem do fato que <strong>infelizmente existem maus profissionais, isso acontece em todas as áreas e não seria diferente na publicidade</strong>. Graças a isso, alguns publicitários não são minimamente criativos a ponto de terem uma idéia própria, então <strong>vagam pelos bancos de imagem na internet em busca de alguma fotografia para estampar um anúncio, <em>folder</em>, cartaz ou o que for, criam com a idéia alheia sem o menor ressentimento</strong>.</p>
<p align="justify">Quando acham a foto desejada, podem licenciá-la e assim remunerar, mesmo que muito mal, o autor, ou decidem fazer algo bem ruim: contratar algum fotógrafo local para produzir uma cópia com mínimas mudanças.</p>
<p align="justify">Sinceramente, <strong>pedir para um fotógrafo copiar o trabalho de outro é solicitar que faça plágio, coisa ilegal, imoral e anti-ética</strong>.</p>
<p align="justify">Em resumo, quando resolvem comprar do banco, estão desvalorizando o trabalho e ampliando o alcance desse sistema, quando resolvem copiar, estão incentivando a delinqüência fotográfica.</p>
<p align="justify">Sinto saudades do tempo não tão distante em que diretores de arte eram profissionais e não estudantes recém formados com um cargo de nome bonito. Chamavam fotógrafos e <em>designers</em> para reuniões de <em>briefing</em> onde o conceito era discutido, esboçado em papel e depois produzido, fruto do cérebro, da criatividade, do estudo e da técnica das pessoas envolvidas, e não de um simples e disfarçado “<em>copy</em> <em>and</em> <em>paste</em>”.</p>
<p align="justify">Ilustro este artigo com a foto Dali Atomicus (feita em 1948), retrato do gênio Salvador Dali feito pelo igualmente genial Philippe Halsman. Assim presto minha homenagem a dois mestres que muito influenciam meu trabalho e minha visão do que seja criatividade.</p>
<p align="justify">No vemos em 15 dias, sempre às sextas.</p>
<p align="justify">[]’s</p>
<p align="justify">Armando <em>Vernaglia</em> Jr</p>
<p><a href="http://casadogalo.com/eu-nao-gosto-de-bancos-de-imagem">Eu não gosto de bancos de imagem</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>

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		<title>Cada macaco no seu galho</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 10:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>armando</dc:creator>
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Vou contar uma história, os personagens são fictícios mas os fatos são reais.
Uma grande empresa resolve fazer a embalagem de um produto novo e, para tanto, contrata um escritório de design. Até aqui tudo certo, esse é o caminho previsto, mas a coisa complica no momento em que esse escritório percebe que precisa de uma [...]<p><a href="http://casadogalo.com/cada-macaco-no-seu-galho">Cada macaco no seu galho</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>
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<p><a href="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/briefing-publicidade-foto.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="briefing_publicidade_foto" src="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/briefing-publicidade-foto-thumb.jpg" border="0" alt="briefing publicidade foto thumb Cada macaco no seu galho" width="480" height="251" /></a></p>
<p>Vou contar uma história, os personagens são fictícios mas os fatos são reais.</p>
<p>Uma grande empresa resolve fazer a embalagem de um produto novo e, para tanto, contrata um escritório de design. Até aqui tudo certo, esse é o caminho previsto, mas a coisa complica no momento em que esse escritório percebe que precisa de uma fotografia para a embalagem e que ninguém ali é fotógrafo.</p>
<p>Procuram um agenciador que poderá recomendar algum profissional adequado ao caso. Horas mais tarde o telefone toca em algum estúdio fotográfico da cidade e forma-se a corrente cliente- escritório de design-agenciador-fotógrafo.</p>
<p>Ao atender, o fotógrafo reconhece a voz de seu agente, que <strong>explica o briefing da embalagem que lhe fora passado pelo pessoal do design e que, por sua vez, foi enviado pelo marketing</strong>.</p>
<p>Entendido o briefing, a foto é produzida e enviada para o agente. Começam os problemas.</p>
<p>O agente dá umas opiniões, pede para refazer um detalhe dizendo que o cliente não vai aprovar do jeito que está. Na verdade ele não está aprovando baseado no que ele compreendeu do briefing e em achismo, mas<strong> não é a palavra do cliente final.</strong></p>
<p>O fotógrafo, meio contrariado, faz a mudança e manda de novo, dessa vez passa pelo agente mas tromba no pessoal do design que pede mudanças. Ao passar as requisições de volta ao fotógrafo o agente pede logo mais mudanças: é para fotografar tudo de novo mesmo, então muda mais aqui e acolá.</p>
<p>Chateado e achando que não entende nada do próprio trabalho, o fotógrafo vai lá e faz tudo novamente. O cliente é grande e o trabalho vale a pena, ele abaixa a cabeça e faz o que foi pedido.</p>
<p>Com alguma sorte a foto passa pelo agente e pelo pessoal do design e finalmente chega no marketing da empresa. Lógico que volta com mais apontamentos e mudanças pois não era nada disso que eles tinham pedido.</p>
<p>Essa situação só ocorre por estes três motivos:</p>
<p><strong>1 -</strong> com medo de perder o trabalho para um concorrente qualquer, o escritório de design <strong>não passa o contato direto do cliente final ao fotógrafo e nem ao agente</strong>, este tem o mesmo receio e toma a mesma atitude, desta forma o fotógrafo nunca fala com o cliente final e nem com o estudio de design, sendo que um telefonema resolveria todas as dúvidas;</p>
<p><strong>2 -</strong> como o pessoal do marketing estava com pressa (sempre está), <strong>passou um briefing  impreciso e passível de múltiplas interpretações</strong>. O pessoal do design não quer incomodar com perguntas e passa quase  tudo ao agente por telefone, já <strong>retirando a parte não entendida ou ignorada por eles</strong>. O agente esquece ou perde qualquer parte de informação e o briefing que chegou ao fotógrafo não é 10% do que já era ruim quando saiu do marketing;</p>
<p><strong>3 -</strong> boa parte dos profissionais envolvidos <strong>não entendem nada de fotografia</strong>, mas mesmo assim querem marcar suas posições e fazem isso opinando em coisas desnecessárias ou que estejam fora de seus conhecimentos.</p>
<p>Há um quarto motivo: <strong>todos acham que sabem o que o cliente final pensa mas quase nunca perguntam para ele – é o império do achismo.</strong></p>
<p>Há algo de errado no mercado, essa história já aconteceu comigo, com minha esposa, que é ilustradora e com amigos fotógrafos, designers, desenhistas, cineastas, arquitetos, entre outros. Você pode mudar toda vez que cito o termo fotógrafo no texto e servirá para diversas profissões das áreas de imagem e comunicação.<br />
Por isso deixo apenas um pensamento final: <strong>façam</strong> <strong>bons briefings e os passem diretamente a todos os envolvidos no projeto</strong>. Hoje temos tanta tecnologia, uma reunião pelo Skype com todo mundo economizaria tempo, dinheiro e paciência. Afinal, não é com comunicação que trabalhamos?</p>
<p>Nos vemos em quinze dias, sempre às sextas.</p>
<p>[]’s<br />
Armando Vernaglia Junior</p>
<p><a href="http://casadogalo.com/cada-macaco-no-seu-galho">Cada macaco no seu galho</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>

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		<title>&#8220;Os fotógrafos sempre têm raiva dos publicitários&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 10:55:42 +0000</pubDate>
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Outro dia estava lendo o Let’s Blogar, do amigo Danilo e me diverti muito com uma postagem a respeito da entrevista do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, concedida em 1995 ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo.
É dessa entrevista que extraí o título deste artigo, vocês podem conferir quem disse a frase originalmente [...]<p><a href="http://casadogalo.com/os-fotgorafos-sempre-tem-raiva-dos-publicitarios">&#8220;Os fotógrafos sempre têm raiva dos publicitários&#8221;</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>
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<p><a href="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/benetton-toscani1.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="benetton_toscani1" src="http://casadogalo.com/wp-content/uploads/benetton-toscani1-thumb.jpg" border="0" alt="benetton toscani1 thumb Os fotógrafos sempre têm raiva dos publicitários" width="500" height="320" /></a></p>
<p>Outro dia estava lendo o <a href="http://www.letsvamos.com/letsblogar/" target="_blank">Let’s Blogar</a>, do amigo Danilo e me diverti muito com uma postagem a respeito da entrevista do fotógrafo italiano <strong>Oliviero Toscani</strong>, concedida em 1995 ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo.</p>
<p>É dessa entrevista que extraí o título deste artigo, vocês podem conferir quem disse a frase originalmente <a href="http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/9/entrevistados/oliviero_toscani_1995.htm" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p>Já se vão 14 anos desde a entrevista, e um pouco mais que isso desde que Toscani virou de cabeça para baixo o mundo publicitário com seus chocantes cartazes e anúncios para a <a href="http://www.benetton.com" target="_blank">Benetton</a>.</p>
<p>Com <strong>imagens que levavam para a publicidade um mundo real, chocante e violento</strong>, buscou a discussão do racismo, da AIDS, das guerras e do sexo, usou o espaço publicitário para provocar reflexão, repúdio e assim de uma maneira oposta ao mundo belo, idealizado e estereotipado da publicidade usual, fez o mundo todo conhecer uma marca que antes era apenas regional.</p>
<p>O fato é que tamanha <strong>mudança de paradigmas só poderia gerar uma enorme quantidade de reações, fossem elas boas ou más</strong>. Nunca aquela frase que diz “falem bem ou falem mal mas falem de mim” fez tanto sentido como por ocasião dessas campanhas. O próprio Toscani foi demitido após alguns anos pois havia exagerado na dose e insistido tempo demais na mesma fórmula.</p>
<p>Seja como for, por volta de 1995 o fotógrafo lançou o livro <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/54182/publicidade+e+um+cadaver+que+nos+sorri,+a?franq=172924" target="_blank"><em>A Publicidade é um Cadáver que nos Sorri</em></a>, explicando boa parte de sua vida e obra, especialmente as polêmicas campanhas – e na mesma época ele aportou aqui no Brasil.</p>
<p>Vendo a entrevista lembrei que naquele tempo eu estava na faculdade de publicidade, fazíamos alguns debates sobre os cartazes da Benetton, sobre a linguagem, sobre o <strong>uso do grotesco para vender e sobre o uso do espaço publicitário como mídia de debate</strong>. Não havia consenso, uns adoravam outros odiavam.</p>
<p>Uma coisa era certa, aquele material provocava o debate e campanhas comuns como as que temos de sabão em pó, carros, bancos ou qualquer outra coisa simplesmente não tinham esse poder.</p>
<p>Hoje é comum ouvir, em qualquer roda de publicitários ou profissionais de marketing, que o lance do momento é causar a participação do consumidor, fazer ele se envolver, mas tentam causar essa reação usando as mesmas imagens estereotipadas e idealizadas tão criticadas por Toscani e por mais um ou outro pensador.</p>
<p>Será que não estamos perdendo nada ou fazendo uma tremenda bobagem? Talvez Toscani tivesse razão. Afinal, muito antes de acharmos que a participação do consumidor pudesse contribuir para uma marca, ele já unia milhares de pessoas ao redor do mundo em debates fervorosos.</p>
<p>Ainda insistimos que um sabão lava mais branco que o outro, que uma modelo jovem e de pele retocada usa um creme anti-idade, que bebendo determinada cerveja teremos mais sucesso com o sexo oposto, ou quem sabe comprando um carro para esse fim.</p>
<p>Devo dizer que discordo do título deste texto, sempre me dei bem com publicitários mesmo sendo fotógrafo, mas eu realmente gostaria que um cliente me mandasse um briefing com apenas uma frase: “<strong>nós queremos que o consumidor pense, uma fotografia que faça pensar</strong>”. Este seria um briefing maravilhoso, que renderia reuniões de brainstorm com o pessoal da agência em grande nível, fazer algo mais importante do que lavar mais branco.</p>
<p>Ilustro este artigo com uma foto do Toscani, não poderia ser diferente, e assim rendo minha homenagem a ele.</p>
<p>No vemos em 15 dias, sempre às sextas.</p>
<p>[]’s</p>
<p>Armando Vernaglia Jr</p>
<p><a href="http://casadogalo.com/os-fotgorafos-sempre-tem-raiva-dos-publicitarios">&#8220;Os fotógrafos sempre têm raiva dos publicitários&#8221;</a> publicado originalmente na <a href="http://casadogalo.com">CASA DO GALO - O animal da publicidade.</a></p>

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