Caso MTV x SKY - Quem manda é o consumidor. Será?

Quantas vezes já se falou sobre o poder do consumidor frente à nova realidade das mÃdias? Que o consumidor, hoje, interage, influencia, determina sobre o conteúdo? O próprio termo Consumer Generated Content já está desgastado de tanto que foi usado.
E aÃ, vendo a programação da MTV no domingo, 08, vejo o aviso da emissora sobre a quebra do contrato com a Net Brasil, que distribuÃa a programação musical para os assinantes da TV por assinatura Sky.
No outro dia, leio a matéria do jornal Meio e Mensagem sobre o mesmo assunto, com menos apelo subjetivo, com mais dados sobre o caso.
Não vou julgar quem está certo e quem está errado, até porque não há como saber. Segundo o jornal especializado, a Net Brasil afirma que a MTV está praticando preços exorbitantes, com reajustes próximos de 100%, para renovação do contrato. Do outro lado, a MTV diz que os preços estão de acordo com os demais players do mercado.
Não importa. A discussão aqui começa quando entra o consumidor. A MTV faz campanha para que este pressione a Net Brasil para que o contrato seja renovado e para que ele tenha o direito de assistir ao canal como tinha anteriormente. Cita, inclusive, o recente caso polêmico que propunha que os canais por assinatura deveriam exibir uma certa porcentagem de programação produzida no Brasil, alegando que tanto esta exigência quanto a não-transmissão da MTV pela Net Brasil são casos de desrespeito ao consumidor, tirando dele a liberdade de escolha sobre um serviço pago.
Ora, no que diz respeito ao consumidor, é claro que ele tem o direito de assistir ao que ele quiser em sua TV por assinatura. Ele fecha o pacote de canais que mais lhe agrada (ou que chega mais próximo disso, já que estes pacotes geralmente incluem canais bizarros, que nem durante o sono seriam sintonizados) e ponto final. Se no contrato consta o canal MTV Brasil, ele tem o direito de assistir a tal programação. Não importam os meandros polÃticos e econômicos discutidos entre a distribuidora e a emissora. A Net Brasil deixa de transmitir o canal sem avisar seu consumidor. A MTV faz campanha, mas os interessados não têm acesso ao apelo. O erro não é do consumidor, mas é ele o penalizado.
Pois bem. Quem manda nos dias de hoje é o consumidor. Só falta ele saber disso.
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Claudinei Junior, 24, é publicitário para viver e não vive para publicidade. CuriosÃssimo, trabalha com planejamento e mÃdia na Marca X, agência de propaganda do interior de SP. Faz de tudo, menos arte e café. Inclusive, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, à s sextas-feiras.
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Boa Claudinei, bem polêmico.
Mais lenha na fogueira
A discussão é bem oportuna. O consumidor é “rei” sem exercer seus poderes.
Boa, Mr. Galo. Não tinha visto este texto. É o que imaginei: não adianta discutir a questão de quem está certo e quem está errado. Queremos é ouvir o consumidor… olá… quem compra a idéia?
Quando o consumidor é convidado para o debate,
contam apenas com o apoio dele.
Sempre polêmico e correto…
Continue assim e muito sucesso sempre!!!
Pra ajudar, mais uma ótima notÃcia pros consumidores: http://www.adnewstv.com.br/cultura.php?id=71187
É, o consumidor manda mas não sabe mesmo ou já está tão desiludido que nem faz questão de contestar coisa alguma, pelo conformismo de saber que “nunca vai gerar resultado, vai demorar o processo” e por aà vai.
Foi uma boa sacada da MTV fazer essa resposta, encantar o seu telespectador com o texto, mas não gostei de ela jogar pro consumidor a responsabilidade de “resolver” esta questão, pois não sabemos quem é o certo ou errado da história.
Isso me lembrou o clássico: “É possÃvel contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”.
Suzana,
Eu já acho que a MTV agiu errado.
Aliás, sabia que a Casa do galo fez uma paródia justamente desse comercial que você disse??
Bom, eu sou assinante e também me senti lesado. Então, entrei em contato com a SKY perguntando sobre o assunto e a resposta que obtive foi esta:
“Prezado Matheus,
Em atenção ao seu e-mail, informamos que a entrada e saÃda de canais é comum na grade de programação da operadora. Com isso segue abaixo o parágrafo do contrato de prestação de serviço que prevê essa informação;
“3.4. O CLIENTE está ciente de que alteração, inclusão e exclusão de canais fazem parte da natureza dos serviços prestados, não gerando direito à reparação financeira.”"
Além disso uma RP me ligou e disse que as negociações com a MTV continuam e que eles cortaram o canal porque o Grupo Abril, dono da MTV queria cobrar três vezes mais (não apenas o dobro) pelo preço da concessão além da inclusão de mais dois canais. Ainda segundo a RP, isso foi feito para que não se aumentassem as mensalidades.
Não satisfeito, liguei para a ANATEL e o máximo que consegui foi outra ligação da SKY dizendo tudo o que já me havia sido dito. Resumindo, fiquei na mesma e agora tenho que ver MTV pelo sinal pÃfio da antena comum!
Esta foi a melhor análise que vi sobre o caso MTV x Sky. Acho que foi bom que aconteceu isso, pois a gente pode ver como a Sky trata seus clientes, agora que monopolizou o sinal via antena parabólica digital. Até pensei em assinar com eles, mas com isso já não dá mais para pensar em ter Sky ou Net, já que são Globos da mesma galáxia.
Concordo com a Suzana sobre a MTV jogar a responsabilidade para o consumidor. Não foi tão certo, mas acho que foi a saÃda mais esperta deles. Enquanto isso, a Sky fala só o seguinte: “vocês são meus consumidores, tirei a MTV, dei a MTV Hits, calem a boca e vão se ferrar, seus boizinhos de presépio”.
Eu acho que na verdade a história está muito mal contada, acredito que a Sky está errada, mas a MTV deve ter uma grande parcela de culpa em cima disso. Mas mesmo assim acho que não dá para justificar uma atitude unilateral como o da Sky, que preferiu fazer os seus clientes (os que gostavam da MTV e os que tem medo de que eles tirem mais algum canal sem comunicação) e tirar do ar sem ao menos comunicar a sua clientela.
PS: Aliás, a Globo parece que tirou da Net a MTV também e só mantém onde é obrigada a ter. E se o preço da renovação da MTV com a Net Sky foi esse, imagina só o quanto a Abril não teve que pagar para ter a Globosat na TVA Digital? Já pensaram nisso?
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