Cada um que me aparece
Amiguinhos, vocês se lembram de uma coluna que eu dividi com vocês, sobre a Política Nacional do Álcool? Pois bem, nossos ilustríssimos políticos tiveram mais uma brilhante idéia.
Já está difícil fazer nosso trabalho com qualidade, seja pela falta de comprometimento dos profissionais ou pelas coisas absurdas que os clientes pedem, e o governo ainda não colabora.
A bola da vez é o setor de telefonia móvel.
Pois bem, o projeto de lei nº3196/00, de autoria do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), quer estabelecer padrões de publicidade similares aos já usados na propaganda de cigarros e bebidas. Caso seja aprovada, a lei obrigará aos fabricantes e operadoras, a inclusão de um aviso alertando aos consumidores sobre os danos causados a saúde.
Da embalagem ao filme publicitário, tudo deverá conter a seguinte mensagem: “O uso contínuo de aparelho de telefonia celular pode causar danos á saúde”.
Excelente!
A Nokia, Vivo, Tim, Claro, Gradiente e Motorola ainda não se manifestaram sobre o assunto, que vai causar muita polêmica. Afinal, estamos falando de um pequeno investimento de R$ 1,8 bilhões em publicidade por ano.
Com tanta coisa para se preocupar, nossos políticos resolvem meter o bedelho em um setor forte e que injeta muito dinheiro no mercado de comunicação. Acredito que não haja problemas em colocar essa mensagem na comunicação, afinal é um caso de saúde pública e todos têm o direito de saber sobre isso. Mas o que me “agride” nessa história toda é a falta de ter o que fazer. Reforma Tributária ? Forget about it. Projetos e leis que resolvam o problema da educação, saúde, SANEAMENETO BÁSICO ninguém faz.
Na outra coluna eu disse que o foco deste estabelecimento não é discutir política e sim comunicação, o que é uma grande verdade - mas essas coisas me dão nos nervos. Precisava dividir isso com vocês e implorar que da próxima vez não votem no Clô, Frank Aguiar e Companhia LTDA para deputado.
Atenciosamente
Vanessa E.do Nascimento
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Vanessa Espelho do Nascimento, 23, é Atendimento e Planejamento. Já virou muita noite liberando Job's na McCANN-Erickson, SUN-MRM e na antiga Grey Zest - hoje G2Brasil. Ama o Marketing Direto e suas ferramentas. Escreve para a Casa do galo às quintas-feiras.
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Vcs não imaginam como fico contente ao ver o trabalho de nossos nobres deputados. Ganham ótimos salários por três dias de trabalho, fora outros benefícios “indispensáveis” para o exercício do mandato (segundo o Jornal da Globo do dia 27/06, manter nossos políticos é caro até para os padrões europeu e americano).
Gostaria de saber por que eles encanam tanto com a nossa área? Outdoor, cervejas e agora o celular. Eles temem alguma coisa ou é só falta do que fazer?
Ótimo texto, Van. Parabéns!
Caramba!
Eu juro que me dá nos nervos só de pensar que esses caras ganham benefícios extras, como: “auxílio paletó” na faixa de R$2000,00 por mês e trabalham, muitas vezes, 3 x por semana!
Daí um aprova a cor “rosa” do seu gabinete; o outro monta uma emenda para asfaltar a rua da fazenda do fulano…e agora têm deputado querendo dar uma de publicitário!?
hahahahahaha… só o que me faltava!
Belo texto! Gostei!
falou galera da casa!
Rá, o João Paulo Cunha já foi presidente da Câmara de deputados, é meu conterrâneo (Osasco - aliás, o “orgulho de osasco”, segundo os outdoors que aqui ainda são permitidos) e esteve com seu nome ligado ao escândalo do mensalão, se não me engano. Em algum escândalo, foi.
Mas, voltando ao assunto. Concordo que se causa danos, deveria ter um aviso. Ou será que não? Isso põe em risco apenas a vida do usuário, então, foda-se. Bastaria fazer uma lista de perguntas na hora que ele fosse internado (Quantas horas diárias usa o celular? Ah, não leu o aviso? Então não tem direito a saúde pública) Já no caso de cervejas, tem vários estudos associando alcolismo com acidentes de carro (não sei se os estudos são comprados, mas, a indústria cervejeira teria mais barganha pra descomprar). Não seria o caso também de colocar avisos em propaganda de carro? “Atenção: as cenas desse filme não representam a realidade e você pode morrer se dirigir em alta velocidade”.
Um aviso aos desconhecidos: “sarcasm mode on”
Nossa.. essa galera definitivamente não tem o que fazer. A palavra que melhor define o meu (e seu também, vanessa, pelo que vejo) sentimento é indignação. Não dá pra acreditar que, com tanta coisa pra se melhorar nesse país, os políticos consigam dedicar tanto tempo para pegar no pé do meio publicitário. Talvez seja pra mostrar que pelo menos estão fazendo alguma coisa, não sei, mas que está enchendo o saco, isso está!
Por isso eu fiz esses banners:
http://casadogalo.com/diga-nao-ao-aumento/
Gostei.
Aviso aos desconhecidos: agressive mode on.
E não podemos fazer absolutamente nada em relação a isso.
Olha só: a maioria esmagadora da população que vota, hoje, não faz idéia do que um parlamentar faz. É isso.
Esses vagabundos (Olha o Kassab ai gente!) ainda vão acabar com o Brasil. Eu só não quero afundar junto com esse barco. Mas tirar o corpo fora também não dá. O que fazer? Pegar em armas? Dar ovada neles? Não votar mais neles? Fugir do Brasil?
Sei lá viu… mas a ovada até que não é má idéia.
Ah, o Clô até que ficou bonitinho de terno rosa, vai!
Ovada para o Clô é um agrado. Ainda mais se for no queixo.
Gente desculpa comentar só agora, mas estava acompanhando um clique de um cliente.
É de doer essa não?!
Um absurdo, sinceramente não sei o que acontece com esse país.
Não concordo muito…
Não jogo xadrez, mas vou falar em “xadrezês”…
“Não é porque minha rainha está em perigo, que eu nao vou mover meu peão”
right?
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Métricas é sempre um assunto polêmico. Sai na frente quem conseguem medir quantas pessoas viram determinada campanha, quando viram e quem são essas pessoas.
Na web a coisa fica mais fácil. Não digo que seja simples, mas a facilidade é bem maior que, por exemplo, um outdoor ou qualquer outra mídia exterior.
Usualmente utiliza-se como base de [...]
O Fantástico Mundo Animal da Propaganda (só pra parodiar o belo artigo da semana passada do Ricardo Chermont) tem espécies mais marcantes do que o Tony, The Tiger ou cachorro da Cofap. Não, eu não estou falando de donos de agências burros, clientes topeiras ou diretores de arte pavões. Estes são mais comuns.
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Não é de hoje que o tema gera polêmica, a publicidade é ou não arte? Uns pensam que sim, outros têm certeza que não. Eu fico com os que pensam que não. Isso não quer dizer que não valorize a profissão ou o trabalho que nela desenvolvemos. Penso só que arte é outra coisa.
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