Barbeiro 3D, mesa de centro e verdades da internet
1. Coloque seus fones (caixas de som não provocam o mesmo efeito);
2. Feche seus olhos (mesmo);
3. Deixe o resto com o barbeiro.
Se essa semana você recebeu um e-mail com esse passo a passo, não se preocupe. Não é vírus. Ou melhor, é. Esse é o mais novo viral que anda circulando pelas máquinas do mundo inteiro. Aliás, há muito tempo não sentia tanta vontade de repassar um e-mail. O Virtual Barber Shop é um áudio com sonorização 3D. Ah, não sabe o que é isso? Ouça e veja você mesmo (sim, “veja” é a palavra. Depois de ouvir, você vai entender por que. Só cuidado para as pessoas do seu lado não acharem que você é louco). É MUITO FODA!
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Só não é mais foda, talvez, do que o último lançamento da Microsoft, o Surface, um sistema operacional touchscreen. The touch is on the table. Isso mesmo, uma mesa de centro, que ao invés de você colocar chá com bolachas para as visitas, coloca uma câmera digital para descarregar suas fotos. USB? Pra que, se você tem dedos? Basta meter o dedão lá e arrastar os arquivos. Mas é claro, só por ser da Microsoft já tem muita gente pensando mal do brinquedo: que já deve existir uns 30 vírus pra ele; que com o preço que custa é melhor comprar iPhone etc. Bem, talvez se fosse da Apple, não haveria tanta desconfiança. Mas não se surpreenda se, logo mais, Steve Jobs vier com o iTable, ou coisa parecida, com muito mais recursos e com todo o charme (se é que podemos chamar assim) que só a Apple tem.
Mas parece que no momento a maçã mais conhecida do mundo está é mais preocupada em processar os fabricantes do Vibrapod, um vibrador que pode ser ligado ao iPod e provocar “estímulos íntimos” no ritmo da música. Ao que parece, o Steve Sem Jobs se importou mais com a peça publicitária do que com o próprio aparelho. Tudo bem, a peça é bem “chupinhada” mesmo de uma das campanhas de iPod e a Apple tem, sim, todo direito de processar, mas também, isso não significa, absolutamente, nada comparado a força de marca desses tão desejados MP3 Players.
Caminhando contra o vento e, possivelmente, sem lenço e sem documento, está a nova campanha de Volkswagen para o Gol. Não sei qual foi a agência responsável pelo conceito criativo (se alguém souber, solte a voz), mas acho que eles não souberam – ou o cliente não permitiu – explorar mais um pouco, só mais um pouco, a boa idéia que tiveram. A tal boa idéia foi aproveitar aquela febre da internet de pouco tempo atrás das Verdades sobre Chuck Norris. Você se lembra: “Chuck Norris atravessou na frente de um gato preto em plena sexta-feira 13. O gato tem azar até hoje”. E essa é a linha da campanha Verdades sobre o Gol. O problema é que as tais verdades, que deveriam ser extremamente engraçadas, são bem sem graça. No hotsite da campanha, os usuários podem enviar as suas verdades. Mas como estimular o engraçado, sendo sem graça? Ainda bem que, como dizem, o brasileiro é bem criativo e mandou algumas boas frases. Acho que vale a pena dar uma olhada.
Para terminar a semana (e esse post gigante), rolou na quarta-feira, 30, o Prêmio Top of Mind Internet, realizado pelo Uol em parceria com a DataFolha. Entre os vencedores estão Coca-Cola, sempre ela, (refrigerantes), Skol (cervejas) e Mc Donald’s (lanchonetes). O interessante é perceber algumas inversões de posições do Top of Mind Tradicional para o Interneteiro, como é o caso de Nokia (líder no tradicional e segunda na internet) e Motorola (segunda no tradicional e líder na internet). É o meio on-line, mostrando sua importância.
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Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
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de um músico e de um cabeleireiro que irá simular sons como tesoura e barbeador. É incrível como parece real. É importante que se use fones de ouvido estéreo, caso contrário, o efeito não será o mesmo. Feche os olhos e aperte play! Via Casa do Galo
Muito interessante esse áudio!
Sobre o Surface, não boto muita fé que vá vingar não…
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Achei legal o barber shop, mas não achei nada demais. Você tem isso em alguns cinemas faz um bom tempo (o Cinemark, por ex.)
[Responder]
Acho que o Surface tem um grande potencial pra dar certo, é extremamente interessante e inovadora essa tecnologia, mas ainda vai comer mta areia até que esses vídeos se tornarem nossa realidade. Será um equipamento caro de início e a Microsoft vai ter que gastar muita saliva, e dinheiro, até que você leia em produtos a frase “Surface Ready”.
Já o que o Markito disse eu não sei se tem mto a ver… pq o Barbeiro eh uma experiência de som em primeira pessoa, diferente do cinema em que o som eh referente à posicão da câmera. Inclusive o método de gravar é diferente. Dei uma pesquisada no Wikipedia e achei bem interessante o método de captar o som do Virtual Barbershop. Eles moldam uma cabeça humana e colocam dois microfones de alta definição no lugar dos tímpanos, então toda a ressonãncia da cabeça e orelha interagem no som, por isso fica bem fiel.
bjO!
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Exatamente, Sama. Em relação ao Surface, ainda é muito cedo pra falar alguma coisa, mas quando vi pela primeira vez confesso que “paguei um pau”.
O Barbershop sem palavras, só consegui soltar palavrões quando ouvi pela primeira vez hehe…e a diferença é essa mesmo: o som é em primeira pessoa. Inclusive, o microfone que eles usaram foi esse:
The KU 100 dummy head binaural stereo microphone
(http://www.neumann.com/?lang=en&id=current_microphones&cid=ku100_description)
[Responder]
É, concordo com o Sama. A experiência é completamente diferente.
Em relação ao Surface, posso até estar errado, mas nele eu não apostaria minhas fichas…
Só o tempo dirá se estou errado ou não.
[Responder]
ae galo, vira teu bico pra lá pq se essa parada pega a publicidade vai ferver.
[Responder]
Eu sempre meto o bico onde não fui chamado, Sama.
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E eu vou meter o meu bico, um bicasso no assunto de novo. Insisto que o som 3d não é diferente do cinema. Pelo menos a experiência que eu tive não me mostrou nada de novo. O efeito é legal, mas não achei tão diferente do que ouço no cinema com diferença para a proximidade.
[Responder]
Eu achei do caralho isso. Quando ouvi, fiquei realmente impressionado.
É uma idéia simples e muito boa. Ah, adoro idéias simples.
Mas, Marquito, se você não achou nada de novo no The Barber Shop, entre em http://www.idoser.com e tome uma dosezinha.
Droga virtual, vê se pode.
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