
Ao longo da vida, é comum nos depararmos com diversas questões que nos impactam e, por um instante, também nos paralisam. Porém, ocorre que, em grande parte das vezes, logo retornamos ao que estava nos entretendo antes, cuidando para que a distração e a fuga sejam nossas principais aliadas.
Nesse momento, surge a questão: para que time você torce, afinal?
Você torce a favor de pensamentos que realmente te fazem descer do salto, que podem levá-lo a uma conclusão mais realista sobre o seu mundo e fazer com que suas atitudes sejam cada vez mais embasadas em valores? Ou será que você torce contra essa realidade, se apegando em sonhos fúteis e desviando a reflexão quando esta exige um pouco mais de bom senso?
Há também, principalmente no mundo do trabalho, os falsos torcedores. Aqueles que se dizem altamente intelectualizados, “sabidos” de tudo e dotados de perfeita compreensão dos fenômenos corporativos. Contudo, sabemos que, tantas vezes, isso não é verdade, já que vestem uma máscara apenas para manter o status de protagonistas – enquanto são apenas coadjuvantes.
Torcem mal, e também torcem errado. Não conseguem assumir uma postura verdadeira diante dos fatos, escondem suas imperfeições, fantasiam sobre seus atos. Mais ainda, fazem o outro acreditar nesse teatro e o convencem a defender um time irreal.
Porém, trata-se aqui do jogo da vida e, em certos momentos, é preciso encará-lo com maturidade. Em meio às suas diversas configurações, ele nos obriga a falar sério e também a sermos fiéis ao nosso time de origem.
É preciso correr em busca da autenticidade e assumir o time pelo qual se torce – antes que seja muito tarde e o segundo tempo do jogo já tenha se esgotado.
As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
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Tatiana Kielberman, 23, é futura psicóloga, mas possui os dois pés no mundo da escrita. Trabalha na área de Comunicação no Grupo Foco, unindo duas grandes paixões: Recursos Humanos e Jornalismo. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
tatikielber@yahoo.com.br | http://retratosdaalma.zip.net

Tipo de Profissional:
Estagiário de publicidade e marketing
Empresa:
Editora Contexto
Local:
São Paulo – SP
Descrição:
Editora de livros busca estagiário(a) para trabalhar no Depto. de Marketing.
Serão bem-vindos estudantes até o 5º semestre de Publicidade, Propaganda e Marketing.
Características desejáveis: Desenvoltura, capacidade de negociação, conhecimento de Photoshop, Dreamweaver e boa redação.
Horário: 6 horas diárias
Bolsa: A conversar
Para se candidatar envie seu currículo para divulga@editoracontexto.com.br com o assunto “ESTÁGIO DE MKT”, e responda às perguntas abaixo:
1- Porque você quer estagiar na Editora Contexto?
2- Que características acredita ter que podem auxiliá-lo(a) na divulgação de livros?
Contato:
Diego Jock
Email / Site:
Email: divulga@editoracontexto.com.br // Site: www.editoracontexto.com.br
Deadline da Seleção para Vaga:
15/07/2010


Hoje vamos falar de fantasmas. O belo artigo da Milena Castino já abriu espaço para exorcizar o fantasma do desemprego, da falta de confiança em si mesmo e muitos outros. Este pretende afastar os fantasmas do passado e do futuro ou, pelo menos, entendê-los. Para tanto, vamos precisar de algumas ferramentas. Como sempre digo: se não dá pra ficar, nem correr, converse com o bicho.
Jean-Paul Sartre foi um dos caras que resolveu conversar com o bicho ou fantasma chamado existência. “Nasci para satisfazer a grande necessidade que eu tinha de mim mesmo” e “cada homem deve inventar o seu caminho”. Frases dele, que servem bem para que você possa começar a entender que o você de agora não é o você de amanhã.
Talvez o você-agora esteja preocupado em passar na facudade, arrumar um bom emprego, ser efetivado depois do estágio, mudar da casa dos pais ou alugar outro apartamento. Talvez o você-agora esteja querendo se casar, ter um filho ou terminar um longo relacionamento. Seja esta ou qualquer outra resposta, o você-agora está em uma encruzilhada, um ótimo lugar para encontrar fantasmas, demônios e outros bichos. Porém, uma encruzilhada na verdade é lugar nenhum porque estar é um estado de ser e estar em lugar nenhum é não-ser. Complicou, né?
No existencialismo, o mais importante é existir primeiro como pessoa e logo em seguida como essência (o ser puro, aquilo que realmente é você). Para isso,você precisa de dois tempos: a existência e o existir. A existência você já ganhou, na faixa, porque nasceu. O existir é mais embaixo. Vai depender do quanto você está presente no seu momento.
Em tempos difíceis de insatisfação pessoal a tendência da maioria é se abrigar em um passado de sucesso ou em um futuro promissor com toques paternalistas ou maternais. Se você é novo (tipo 18 anos) pode escolher voltar-se para os bons momentos da infância. Se está com uns 28 anos, vai pros 18 e se tem 40 como eu, pode cair no “tudo vai ficar bem”. Nesse vai-ou-já-fui é que o bicho pega porque você não está em lugar nenhum. Alguns chamam isso de “limbo“, um estado fora do tempo. Como não sou católico, eu chamo de estar sem ser.
A publicidade e a propaganda trabalham muito com este conceito, criando um mundo de fantasia de onde você precisa estar para poder ser. “Você precisa entrar na faculdade tal para ser o profissional tal que vai atingir o sucesso (aquele) no futuro que te aguarda” é um exemplo. Esta pressão imposta (pelo social e pela mídia em geral) acaba com a capacidade de escolha dos mais indecisos e projeta (imagem-ilusão) muita ansiedade. Mas você não é aquilo com o que trabalha. Você é mais.
Um exercício simples é perceber como você está em constante mudança. Seu corpo, seus pensamento, suas emoções executam pequenas e grandes ações o tempo todo. Até a passividade é uma ação porque trata-se de uma escolha (sua ou imposta). Preocupar-se (além da conta) com aonde você está hoje ou pensar aonde você esteve ontem é estar sem ser, é ficar na encruza.
Ok. Esta é a parte do texto onde eu deveria propor uma solução mágica, um mantra, uma palavra de fé. Nada disso. Sem powerpoint com monges ou frases tiradas de um curso de marketing. Prefiro considerar você como alguém criativo e inteligente que vai sair desta pelo caminho do meio, inventar a sua própria estrada e perceber que quando você descobri quem é vai deixar de pensar quem foi ou o que pode vir a ser. Este artigo é apenas um aperitivo para você ir atrás e sempre em frente.
Ser é estar presente. Confie em você e seja você hoje, amanhã e sempre. Até a próxima!
Ps.: Se ainda ficou na dúvida, clique aqui para saber quem era o garoto da foto e quem ele é hoje.
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Marcos Oliveira, 40, é redator publicitário e casado com a Arte (porque amante já tem muito). Não acredita em corretor ortográfico e detesta acordar cedo para descobrir depois que a reunião de briefing foi cancelada. Seu blog de variedades possui apenas um seguidor: ele mesmo e suas duplas personalidades. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quartas-feiras.
marcosredator@hotmail.com | http://twitter.com/marcosredator
