Atualize suas atitudes
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O Lucas, em seu artigo, explica que o tempo continua sendo o grande vilão ou a grande desculpa quando precisamos justificar atitudes feitas ou que deixaram de ser feitas, e por isso defende – muito bem, aliás – a ideia de que precisamos dizer não, precisamos abdicar de algumas atitudes e mudar outras para resolvermos muitos dos nossos problemas do dia-a-dia. Apesar disto ser verdade, no meu caso estou há muito tempo sem publicar um novo artigo na Casa porque, simplesmente, não tenho o que dizer sobre publicidade. Não tenho nada de novo, nada de impressionante e nem considerações importantes que nos fariam pensar sobre novas teorias ou atitudes que mudariam o rumo da profissão.
Na verdade, tenho uma coisa a dizer sim: a publicidade continuará assim, como é e como está. Os clientes continuarão exigentes, a maioria continuará ignorante sobre o processo completo e teoricamente mais adequado para o melhor andamento dos trabalhos; e o atendimento continuará sendo o ‘chato’ que, por obrigação e nem sempre por conta própria, tentará equilibrar a relação cliente x agência; o planejamento continuará fuçando pesquisas e tendências tentando encontrar o melhor conceito e as melhores soluções de comunicação; o mídia continuará estudando o melhor custo x benefício dentro da enorme gama de plataformas existentes; as plataformas existentes continuarão existindo e aumentando; a criação e a arte continuarão reclamando de prazos, horários, do cliente, do atendimento, do café, do ar condicionado, da cadeira; e continuarão criando peças de acordo com os briefs sempre mal passados. E até quando isso continuará? Bom, não faço previsões deste tipo, mas garanto que até o final do calendário maia será assim. E não tem choro, nem vela, nem.
Então é por este motivo que eu não tenho motivo pra escrever um artigo. Será só mais um item pra você ler no meio de tantos outros. E servirá para nada, é só mais uma informação, é mais do mesmo.
E digo isso porque você, leitor da Casa, é antenado. Você não precisa de mais do mesmo porque você já viu, já conhece, já leu, já sabe, já usou, tudo já! Você é mais rápido do que eu e muitos outros são mais rápidos que você, e por aí vai. Mas o que importa é que seu leitor de feeds, seu twitter, seu facebook, seu Orkut, seu canal no YouTube, seu delicious e tudo mais já te mostrou as coisas mais modernas e os pensamentos mais surpreendentes. Eu não preciso repeti-los e meus comentários não criarão coisas mais modernas e pensamentos mais surpreendentes.
No meio de toda essa atualização diária, senão horária do seu repertório de informações, algumas coisas foram selecionadas. Aquelas que mais te chamaram atenção. Vou citar três que garanto que estão no seu panteão de interesses:
1) Sustentabilidade: anúncios do Greenpeace, do WWF, artigos, novas tecnologias, soluções de marketing e administrativas que as empresas estão descobrindo e ‘adotando’, etc.
2) Mídias: novas plataformas de mídia, novas tecnologias, utilização diferenciada e inusitada de meios tradicionais, etc.
3) Pessoas: comportamento, consumidor consciente, aumento de renda, problemas sociais, desejos de consumo, etc.
Estes assuntos eu garanto que não só te interessam como orbitam você todo dia. Ou vai me dizer que você nunca assinou uma petição do Greenpeace para salvar a Amazônia ou as baleias do Pacífico? Vai me dizer que você não leu tudo o que pôde sobre iPad, iPod, iPhone, iTunes e outras coisas menos relevantes que não começam com ‘i’? Vai me dizer também que você não twittou que o atendimento via chat da sua operadora de celular é péssimo e que você vai trocar de marca por causa disso? Afinal, você é um consumidor consciente que exige seus direitos e quer o melhor e o mais justo, não é?
Então, se há uma coisa para dizer neste artigo de hoje depois de tanto tempo sem dizer nada é: e daí? Você sabe tanta coisa e tudo está tão perto aí dos seus dedos, em tão poucos cliques e caracteres, e o que você realmente faz a cada dia que levanta da cama e que reflete todo esse conhecimento e informação que você adquire incessantemente?
Volte à imagem deste artigo e pense um pouco sobre ela. Você faz o que você diz? Você diz o que você faz? Ou você vive num jogo de contradição que eu resumo assim: critica o que faz, o que fazem, quem faz… e continua fazendo, faz todo dia e continuará fazendo a mesma coisa que você já costumava fazer. E aí? Qual é sua atitude?
Atualize a cabeça atualizando suas atitudes. Isso sim eu posso dizer, com máxima certeza, que mudará alguma coisa.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







Pode crer, Claudinei, inovação é tudo, parabéns pelo artigo.
Fiquei pensando em um bom óleo de peroba, por fazer hoje o meu comentário no seu texto, 1 mês depois que seu artigo foi postado aqui na Casa. E não tem desculpa, eu falava "não" ao computador depois que chegava em casa após horas estendidas de trabalho.
Você pensando em não escrever por estar "sem assunto" disse muito. Diria até que disse tudo.
1 mês depois e está tudo igual, e vai ficar. Previsão nem Mãe Diná faz (Desculpa aí quem acredita nela), mas pq está igual? Alguém se mexe pra mudar? Para reclamar sim, o tempo todo (me incluo nessa do "alguém para reclamar").
Acompanhamos tendências loucamente atrás das rápidas informações, mas mudanças mesmo..ah para isso estamos lá na época das cavernas…
É hora de melhorar. Senão, daqui um mês terá mais um comentário igual ao meu, dizendo " É, ainda está igual". E isso cansa. Mudar é bom. Arriscar e quebrar a cara se precisar faz bem.
Ótimo artigo e não fuja de Casa mais rs. Vc escreve bem!
Inovar é preciso. Excelente artigo!
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